terça-feira, 16 de outubro de 2012

X-Men O confronto final - 2006 (X-Men The Last Stand - 2006)


Título Original: X-Men: The Last Stand
Ano de lançamento: 2006
Direção: Brett Ratner
Roteiro: Simon Kinberg, Zak Penn
Elenco: Shohreh Aghdashloo, Ben Foster, Anna Paquim, Shawn Ashmore, Ellen Page, James Marsden, Halle Berry, Famke Janssen, Hugh Jackman, Ian McKellen, Patrick Stewart, Rebecca Ronjim.
Sinopse: É descoberta uma cura para os mutantes, que agora podem optar por manter seus poderes ou se tornarem seres humanos normais. A descoberta põe em campos opostos Magneto (Ian McKellen), que acredita que esta cura se tornará uma arma contra os mutantes, e os X-Men, liderados pelo professor Charles Xavier (Patrick Stewart).


Por Jason

A história de como X-Men O confronto final resultou no filme que conhecemos é tensa. Bryan Singer seria o diretor responsável por dar continuidade à franquia de sucesso estabelecida poucos anos antes, fechando a sua trilogia sobre os mutantes no cinema. Desentendimentos, no entanto, fizeram o diretor pular fora para pilotar o desastroso Superman Returns. Com a saída dele, a Fox - que já tinha o lançamento programado muito antes do filme estar pronto - começou a correr atrás de algum diretor disposto a colocar sua cabeça e dar sua cara a tapa para concluir um trabalho num cronograma apertado. Tudo certo, Matthew Vaughan (de X-Men Primeira Classe) assumiu o projeto, mas pouco tempo antes pulou fora por motivos pessoais. Chamado às pressas, Brett Ratner assumiu o posto de direção e finalmente o filme foi lançado.

O resultado não é complicado de entender. A terceira parte da saga mutante sofre, como quase todo último filme de trilogia, de seu excesso descabido de personagens, furos de roteiro e indecisões artísticas. Apesar de não gostar nem ser fã de Brett Ratner, devo reconhecer que o culpado de o filme não se igualar aos anteriores em termos de viés dramático e roteiro regular não é ele. Ratner consegue criar cenas de ações bem elaboradas e marcantes, como o deslocamento da ponte de São Francisco, a Golden Gate, a sequência da sala de perigo e a sequência da casa de Jean Grey, se usando do ótimo uso de efeitos especiais. Os problemas aqui são outros.

A trama mistura a cura para mutantes com o retorno de Jean Grey na forma da Fênix Negra. Qualquer uma das duas opções do roteiro seria perfeita para gerar um filmaço nas mãos de roteiristas habilidosos - e, ao meu ver, a melhor escolha seria a trama da cura dos mutantes (o que daria infinitas possibilidades dramáticas para a trama e para a ação), porque o tema seria suficiente para render um filme capaz de fechar a trilogia com chave de ouro, deixando a saga da Fênix para um posterior filme, com uma abertura para uma continuação no final.

A necessidade de se juntar essas duas tramas, contudo, criou verdadeiras aberrações de script e um excesso de informações e personagens completamente desnecessários. Some personagem do filme anterior (Noturno), a doutora Kavita Rao (Shohreh Aghdashloo) entra e sai da trama sem ter muito o que fazer. O personagem Anjo (Ben Foster) é outro personagem solto: o filme começa o introduzindo mas, diferente do primeiro filme, em que a personagem introduzida Vampira (Anna Paquim) era o eixo condutor da trama, aqui se torna apenas acessório. O triângulo amoroso entre Vampira, Homem de Gelo (Shawn Ashmore) e Kitty Pride (Ellen Page) é totalmente sem sentido e não acrescenta em nada a trama (embora reconheço que haveria potencial a ser explorado no fato de Vampira, insatisfeita com o que ela é, desejar uma cura para aquilo que ela julga como um mal). 

É nesses momentos que a gente percebe o filme que a produção poderia ser mas nunca é. Ciclope (James Marsden) não tem muita utilidade na trama (e o sumiço dele nem parece sentido entre os amigos porque ninguém dramatiza nada). Mística (Rebecca Romjin) é relegada a papel secundário. A necessidade de aparecer de Halle Berry e de Hugh Jackman é notável - mas aos dois, bons atores, não resta muito a não ser protagonizarem cenas de discussões e de ação. Gritante mesmo é o elenco formado por Calisto, Arco Voltaico, Homem Multiplo, Fanático, Colossus e Spike, sem necessidade alguma de existirem: enfeites de cenário. Famke Janssen se esforça, mas só consegue segurar o espectador porque sua personagem é interessante. O alívio desse elenco que não brilha em atuação em nenhum momento e que se reproduz na tela mais do que pokemons em orgias vem na figura de Magneto (Ian McKellen), Xavier (Patrick Stewart) e Kelsey Grammer (Fera).

Há os furos de roteiro: dentre outros, o personagem Fanático e seus comparsas somem na sequência da casa de Jean Grey e na de Alcatraz sem que seja dado qualquer explicação a isso. Falta dramatização pelo fato de Xavier ser consumido pela Fênix assim como Ciclope - o filme passa batido. A duração da produção joga contra o time (o filme tem pouco mais de uma hora e meia), e o sinal de que foi tudo feito às pressas só não está presente em toda produção porque os efeitos especiais é tudo que se espera de uma super produção.

Cotação: 2,5/5
Como filme de ação, não há o que se questionar: o filme entrega ação e entretenimento em doses excelentes, com efeitos especiais de encher os olhos. Vale também pelo apelo dos personagens populares. Se quiser mais que isso, fuja.

TRAILER




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