domingo, 14 de outubro de 2012

X-Men: O Filme (X-Men, 2000)




Título Original: X-Men
Ano de Lançamento: 2000
Direção: Bryan Singer
Roteiro: Bryan Singer, David Hayter, Tom DeSanto
Elenco: Patrick Wilson, Ian McKellen, Halle Berry, Hugh Jackman, Anna Paquin, Famke Janssen, James Marsden, Rebecca Romijn Stamos, Ray Park
Sinopse: Num mundo onde  o próximo passo da evolução se torna evidente através dos mutantes – pessoas com mutações genéticas que lhes conferem poderes especiais – se inicia uma guerra de três lados: Humanos com dificuldade de aceitar a realidade da existência dos mutantes, mutantes pacíficos que querem conviver em paz com humanos e mutantes inescrupulosos que não conseguem enxergar possibilidades pacíficas. É nesse cenário que o Professor Charles Xavier e seus alunos do Instituto Xavier para Jovens Superdotados têm que enfrentar problemas políticos e o poderoso Magneto.

Hora de falar dos supers preferidos de Rá Hannibal!

Por que ver?

Por que X-Men: O Filme foi a primeira adaptação de personagens das HQ’s para o cinema que levou as produções desse tipo a um novo nível. Mesmo com super produções anteriores como os Batmans do Tim Burton ou o próprio Super Man, X-Men popularizou as adaptações e as levou a criar personagens mais profundos do que se costumava ver.
Muito além de um filme de super heróis repleto de cenas de ação, X-Men é um drama de ficção científica que possui sim ótimas cenas de ação, mas que se preocupa em desenvolver seus personagens principais de forma satisfatória. Mais do que isso, cria uma realidade bem  construída e verossímil, dentro dos recursos que o universo dos mutantes permite, sem se empolgar demais com as possibilidades.
As discussões políticas que envolvem a existência dos mutantes são interessantes e verossímeis - além de iniciarem discussões muito pertinentes a respeito do preconceito em geral usando mutações genéticas como plano de fundo. Mais do que isso, há muitos diálogos interessantes no filme, mas sem sombra de dúvida os melhores são os que acontecem entre o Professor Xavier e Magneto. Tanto pelo texto em si, quanto pelos atores. Ian McKellen e Patrick Stewart se enfrentam em cena com uma dignidade que só pode ser vista em grandes e experientes atores. Aliás, o já fascinante Magneto se torna ainda mais interessante tendo McKellen como intérprete.
Outro destaque é Hugh Jackman, até então pouco conhecido, mas mesmo não sendo o cara baixinho e feio das HQ’s, ele deu vida ao Wolverine com muita competência. Tanto que mesmo fazendo ótimos trabalhos em outros filmes, até então ele é sempre lembrado com mais entusiasmo no papel de Wolverine. Personagem que depois de Magneto e Professor X, protagoniza alguns dos diálogos mais interessantes.
A Mística do filme é outra personagem digna de nota, que poucos pontuam ao comentar sobre o filme. Misteriosa, ela tem pouquíssimas falas no filme – se bem me lembro, apenas uma como ela mesma – e é fascinante em seus movimentos e em sua constituição física. Apesar de cabelos ruivos, olhos amarelos e pele azul – suas principais características – sua concepção é um pouco diferente dos desenhos e muito criativa. A única coisa que tapa sua nudez são suas escamas que se levantam ou abaixam quando ela se transforma em outra pessoa. O fato de não usar roupas também torna verossímeis todos os seus movimentos, além de mostrar uma personagem que, mesmo tendo os poderes para fazer isso, não esconde sua natureza e tem orgulho dela, só fazendo uso dos seus poderes quando necessário.
Para a época, foram bons efeitos especiais.

Por que não ver?
Mas como já mostramos milhões de vezes aqui, nem tudo é perfeito!
X-Men é sim um ótimo filme e no geral está acima da média.
O que não significa que não tem defeitos.
Considero o filme uma ótima adaptação. Existem ótimas adaptações fidelíssimas aos originais, ótimas adaptações que fazem poucas e necessárias mudanças e ótimas adaptações que criam um universo novo a partir de outro, com os mesmos personagens em situações e relações diferentes. X-Men segue muito bem a terceira opção. Mas não precisava sumir com a personalidade da Vampíra. Ela é uma personagem importante e a Anna Paquin faz muito bem o seu trabalho, mas não sobra muito espaço pra ela – mesmo sendo uma das protagonistas.
A Tempestade está apagada no filme, mas se dessem destaque pra ela, ficaria muita coisa. Minha única ressalva em relação a ela é: QUE PERUCA HORROROSA É AQUELA?
"Sabe o que acontece quando um raio atinge um sapo?"
Oh God, WHY?

Halle Berry é um mulherão e fica gatíssima de cabelos brancos, mas isso se prova apenas pelos dois outros filmes, por que essa peruca...
Além disso, duas das situações mais constrangedoras do texto do filme dizem respeito a cenas em que ela é protagonista. Uma delas envolve dois momentos com o Dentes-de-Sabre onde ele fala algo bem inútil e canastra sobre “gritar para ele”. A outra é uma fala horrorosa da diva Tempestade para Groxo antes de lhe lançar um raio.
Aliás, Groxo e Dentes-de-Sabre estão terrivelmente caricatos no filme. Sofrem do mesmo problema da peruca da Tempestade – só que um é com o figurino todo + maquiagem e o outro é com a maquiagem e uma gengiva postiça muito feia. Eles simplesmente não combinam com o tom da história e parecem deslocados ali.
Outra coisa: Apesar de funcionar no enredo, o plano e a experiência científica louca que Magneto faz não têm muita lógica, mesmo dentro do universo ficcional criado.
Fora isso, não me lembro de nada que tenha me dado desgosto nesse filme

Preste atenção:

Nos diálogos que envolvem Xavier, Magneto e Wolverine. Em como os personagens principais são bem desenvolvidos – principalmente Wolverine, Magneto e Vampira. Preste atenção na Mística. No universo bem construído. E na feiura de Dentes de Sabre e Groxo.

Cotação: 3/5

Hannibal adora os X-Men e acha que o filme de 2000, além de ser importante para o futuro das HQ’s no cinema, é um filme muito bem feito, mesmo com seus defeitos.

TRAILER


Um comentário:

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