quinta-feira, 18 de outubro de 2012

X-Men Primeira Classe (2011) - X-Men Firs Class (2011)


Título Original: X-Men: First Class
Ano de lançamento: 2011
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Ashley Miller, Bryan Singer, Jane Goldman, Matthew Vaughn, Sheldon Turner, Zack Stentz
Elenco: 
Caleb Landry Jones, 
James McAvoy, 
January Jones, 
Jason Flemyng, 
Jennifer Lawrence, 
Kevin Bacon, 
Michael Fassbender, 
Nicholas Hoult, 
Oliver Platt, 
Rose Byrne, 
Zoë Kravitz 

Sinopse: O filme mostrará o começo da saga dos X-Men, antes de Charles Xavier e Erik Lensherr usarem os codinomes Professor X e Magneto, quando eram apenas dois jovens descobrindo seus poderes mutantes. Antes de serem inimigos, os dois era amigos próximos, trabalhando juntos, ao lado de outros mutantes (alguns conhecidos, outros não), tentando impedir a maior ameaça que o mundo já viu.


Por Tia Rá

Olha gente, a sapatada aqui vai ser de leve. Porque hoje estou de bem com a vida, emotiva, comovida com essa produção. Andei fazendo umas terapias psiquiátricas, estou light. Só que não.

Depois de rever toda a cinessérie X-Men, chegamos então a este produto mal acabado chamado X-Men Primeira Classe, o último filme dos mutantes, lançado ano passado, e uma tentativa de restabelecer o universo dos filhos do átomo nos cinemas (detonados por aquela coisa ordinária e vagabunda que é o filme solo de Wolverine, que eu já esculhambei aqui). 

Confesso que estava ansiosa na época do lançamento para vê-lo, primeiro por ser fã dos X-Men (daquele tipo doente que coleciona os quadrinhos, sabe, sou dessas...), depois, devido às críticas positivas em relação a ele e toda aquela babação e alopração do público em torno dele. O resultado, para mim, Tia Rá, 159 anos de estrada, 633 filhos, 50 cirurgias plásticas e 2 ressuscitações (Alô, Jesus?) é uma pitada de decepção. 

Vale a pena ver?

Vale, meus bebês, pelos efeitos especiais, as cenas de ação, maquiagem, a recriação de arte, dos cenários, a dinâmica entre Xavier e Magneto e a tentativa do roteiro em criar algo complexo, grandioso, situando os mutantes em um contexto histórico diferenciado, algo que os outros filmes da série não fizeram. Ok, eu gosto disso, sabe? Tia Rá é justa e dá a Cesar o que é de Augusto (oi?). Acho inovador e original colocá-los em uma trama real, um pano de fundo histórico, trazendo os X-Men como uma realidade, como algo tátil, que existe desde muito tempo. 

Kevin Bacon dá seu show. Michael Fassbender e James MacVoy cumprem com o dever, sem, contudo alcançarem a dinâmica de amor e de ódio que atores shakespearianos como Patrick Stewart e Ian McKellen conseguiram com os outros filmes. Jennifer Lawrence, querida, você é linda e boa atriz, mas ainda falta um personagem e uma atuação que me comova, tá? Beijos. 

Por quê não tentar, tia?

Viu o filme? Armando Muñoz (Edi Gathegi), você se lembra dele? Não? Tudo bem, meus bebês. Nem eu me lembro desse inútil. Porque ele surgiu, falou algumas linhas de diálogo, mostrou seus poderes, e MORREU (!). Assim, sem mais nem menos, sem que sintamos nada por ele. Participação especial de um personagem classe Z, é isso mesmo, produção?! #chocada. 

Há coisas mais irritantes que não tem efeito especial que consiga cobrir, meus queridos. O que é aquela cena de demonstração dos poderes dos jovens? Foi para crianças de oito anos de idade, amores? Não sou obrigada. Cadê a contextualização de Bryan Singer no primeiro filme - quem lembra da chegada triunfal de Ciclope e Tempestade para resgatar Wolverine e Vampira, hein? E a forma como Xavier apresenta sua escola para Wolverine? Onde? Cadê? X-Men O filme 10 X 0 Primeira Classe. A personagem dublê de mariposa (e biscate) Angel (Zoe Kravitz) chega de paraquedas (sério?!) muda rapidamente de lado (cêjura, tia?!), com uma explicação porca para sua atitude (ã-hã!) e ainda se revela uma cuspidora de fogo (WHAAAAAAAAAAT?!). O_O

Não vou citar os personagens que entram e saem sem nada a dizer como os capangas de Sebastian Shaw, que sofrem do mesmo mal de Arco Voltaico, Homem Multiplo e cia ltda no terceiro filme: tudo enfeite de cenário. Ah, quase ia me esquecendo, só com muita dose de tekila com rum e Montila com Dreher 'irc' para engolir o fato de que os aprendizes de X-Men conseguem lidar com seus poderes em tão pouco tempo, coisa que os outros filmes da série demonstraram que mesmo personagens mais experientes, como Mística, sofrem a vida toda para lidar com suas capacidades especiais. Cê joga na minha cara e eu faço cara que acredito, tá? Não é porque é ficção que precisa sacanear, né, povo? Coerência, bebês. Cadê? 

E o que foi aquela sequência ao mostrar como Charles Xavier ficou paraplégico, gente?! C-O-M-O-L-I-D-A-R? Eu tive uma crise de gargalhadas histéricas com:

A) aquela câmera lenta da queda de Xavier todo contorcido e Magneto desviando as balas (porque ele é burro e não as parou). 
B) A burrice atômica da Moira ou o mal de Alzheimer que ela revelou ter, já que se esqueceu que Magneto é capaz de manejar metal como se mexe numa massa de modelar - e resolve ATIRAR nele (oooooi?); 
C) A constrangedora cena em que todos dão as mãos no final e são teletransportados - sabe lá meu Deus pra onde porque ninguém avisou nada antes nessa porra. 

Vocês entendem a minha situação? Mas ainda tem as atuações né, gente. Vamos acompanhar meu raciocínio? 

January Jones: uma porta vestida de abajur com decoração erótica, é isso mesmo gente? Jones me dá sono toda vez que entra em cena. Cadê a sensualidade, colega? Cadê atuação? E por favor, querida, para de fazer cara de quem tá se cagando toda quando entrar na mente de outro, tá? Emma Frost é diva, não uma paquita erótica insossa. Grata.

Nicolas Hoult: amante de Bryan Singer, fica ótimo coberto de maquiagem. Sem mais.

Caleb Landry Jones: sabe que eu gostei dele, gente? Tipo assim, é aquele pobre de Cristo que a gente quer dar uma chance no cinema, sabe... mas a cara não ajuda.

Rose Byrne: personagem simpática. Boring. Vê-la de calcinha me deu eclampsia. 

Jason Flemyng: enfeite de cenário.

Oliver Platt. Fazendo papel de Oliver Platt. Próximo.

Zoe Kravitz: desista e mande lembranças para o seu pai.

Lucas Till: sério que isso tá no filme, gente?

Enfim, melhor pararmos por aqui porque minha mão tá coçando pra rumar sapato nesse troço. *RESPIRA*


Cotação: 2,5/5

Podem chamar a tia aqui do que quiserem, mas Tia Rá, a própria, não alivia a barra nem pra sequelada da sobrinha dela, imaginem só... Tia Rá acha que tem coisas boas no filme, mas no final ficou com aquela impressão de que foi muito molho pra pouco macarrão.

TRAILER







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...