sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Mão que Balança o Berço (The Hand that Rocks the Cradle, 1992)



Título Original: The Hand That Rocks the Cradle
Ano de Lançamento: 1992
Direção: Curtis Hanson
Roteiro: Amanda Silver
Elenco: Rebecca De Mornay, Annabella Sciorra, Matt McCoy, Madeline Zima, Julianne Moore
Sinopse: Claire Bartel (Annabella Sciorra) e Michael (Matt McCoy), seu marido, estão cansados de procurar uma babá. Até que Peyton Flanders (Rebecca De Mornay) se candidata ao emprego. Elegante, educada e dedicada, ela é simplesmente perfeita. Ela toma conta do bebê como se fosse seu e logo conquista o coração da filha mais velha do casal. Com o tempo, no entanto, Peyton começa a mostrar que por trás do seu belo sorriso há uma sede de vingança insaciável.

Por Hannibal

Diva psicopata ao observar uma cena chocante
Todo mundo aqui sabe que o suspense é o gênero preferido de Hannibal e que infelizmente, os exemplares realmente dignos dessa vertente do cinema estão quase em extinção. A natureza mais pura e simples do suspense, segundo Alfred Hitchcock não está no perigo que é desconhecido ao público, e sim no perigo que o público conhece e a vítima em potencial sequer desconfia. Se existe algum filme que não é do Hitchcock e que representa com louvor essa categoria do simples, mas eficiente suspense é “A Mão que Balança o Berço”, clássico de 1992 que poucos da geração do terror japonês e do torture porn conhecem, mas que é gravado na memória dos apreciadores do bom cinema nos anos 90.
Temos aqui um exemplar onde nenhum nome do elenco está entre o “hype” dos dias modernos, com a exceção de Julianne Moore, que na época ainda não tinha o prestígio que tem hoje. Não, não tem Robert DeNiro, não tem Anthony Hopkins, não tem Helen Mirren ou Meryl Streep, não foi dirigido por Hitchcock, nem pelo Kubrick, nem pelo Polanski, não foi roteirizado pelos cults modernos como Nolan ou Aronofsky. 
Em “A Mão que Balança o Berço” você não tem uma fotografia sombria, azulada, nem sequências com acordes muito altos na trilha sonora, nem sequencias com corredores escuros e portas entreabertas. Os sustos estão presentes, mas são quase nulos.
O suspense está pura e simplesmente na história que é contada. No que nos é mostrado. Não só nas atitudes da perigosa e cativante Peyton Flanders, mas nos seus jogos psicológicos e pequenas armações que parecem simples e bobas, mas que quando concretizadas nos parecem tão verossímeis e óbvios que ficamos surpresos e ainda mais apreensivos com o que viria a seguir.
Claro, o visual também é importante. Aqui foi fundamental que Curtis Hanson não se perdesse em devaneios visuais, cortes muito rápidos, violência explícita ou sequer uma fotografia escura. Mas tudo ser apresentado com calma, tanto na maneira de filmar, quanto no enredo e na apresentação dos personagens.
O ambiente a princípio nada ameaçador nos coloca entre o ponto de vista da família Bartel, que não desconfia do que está acontecendo e o ponto de vista de Peyton que vê naquela família feliz a chance perfeita de consumar seus planos.
Ela não tende ao espetáculo, nem perde os estribilhos. Com clama, método e uma inteligência acima do normal ela simplesmente vai semeando a discórdia de maneira quase imperceptível à família e muito óbvia ao público, fazendo com que este fique tenso durante toda a projeção.
O elenco foi competente. Principalmente as personagens femininas, que considero fundamentais e indispensáveis, além de representarem várias facetas das mulheres. E nisso incluo a pequena Emma, interpretada com competência pela então garotinha Madeline Zima (Recentemmente vista nas séries Californication e na ultima temporada de Heroes), que é uma criança normal, mas ainda assim esperta, que sabe como se colocar.
A cobra fazendo a mãe protetora
Temos a insegura Claire, interpretada com eficiência por Annabella Sciorra, que tem a “fraqueza” de uma mocinha de filme de suspense, mas a força de uma personagem que, mesmo com algumas falhas e inseguranças, tem certeza de que deve proteger sua família.
A personagem quase secundária de Julianne Moore, Marlene é um ponto de equilíbrio entre todos os extremos presentes no filme, ela é extravagante, mas é sensata e esperta, e apesar de não parecer fundamental para a trama, revela-se um elemento mais do que essencial (papel também conferido ao interessante personagem Solomon, que alem de tudo, ainda abre uma discussão interessante sobre preconceito com pessoas que tenham algum tipo de deficiência).
Por fim, temos a excelente (e atualmente flopadissima) Rebecca De Mornay na pele da intrigante Peyton Flanders/Mrs. Mott, sempre se mostrando sedutora, mas sem competir diretamente com Claire, fazendo tudo com sutileza e genialidade.
Fazendo maldade com o grandalhão!

O que realmente torna esse filme digno de nota é o roteiro redondo, bem construído e a relação entre Peyton e a família Bartel, como ela conduz tudo e como o filme nos apresenta pistas dos seus planos antes que estes sejam concretizados. Apesar de forçar a barra em vários momentos (como na maneira em que Marlene descobre as reais intenções de Peyton), o roteiro de Amanda Silver é mais do que eficiente em construir o suspense e ainda teve as mãos, aqui competentes, do Hanson para passar a história – e apenas a história, sem manias de grandeza – para a tela.


Preste atenção:

Nos jogos psicológicos de Peyton, a sua sagacidade, em como os personagens não se mostram fracos em nenhum momento (ao contrário das mocinhas frágeis que parecem não aguentar nada da maioria dos filmes de suspense). Preste atenção na história, que é simples, sem nenhuma complexidade de roteiro, mas que em compensação nos apresenta personagens verossímeis, bem construídos e que apresentam um real suspense, sem sobrenatural e com uma vilã que pelo menos enquanto assistimos o filme, parece perfeitamente real. Afinal, já dizia William Ross Wallace: "A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo".

Cotação: 4/5

Confira abaixo o trailer e o filme que se encontra disponível legendado no Youtube:

TRAILER

Filme Completo:

Um comentário:

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