quinta-feira, 1 de novembro de 2012

E se fosse verdade - 2005





Título Original: Just Like Heaven
Ano: 2005
Roteiro:
Direção: Mark Waters
Elenco: Reese Witherpoon, Mark Ruffalo, Donal Logue, Jon Heder, Ben Shenkman, Dina Waters, Caroline Aaaron.

Sinopse: David Abbott (Mark Ruffalo) alugou recentemente um belo apartamento em San Francisco. A última coisa que ele gostaria era dividi-lo com alguém, mas logo surge uma jovem bonita e controladora, chamada Elizabeth (Reese Whiterspoon), que insiste que o apartamento é seu. David imagina que houve um grande mal entendido, até Elizabeth simplesmente desaparece. Ele muda a fechadura de casa mas isto não impede que Elizabeth ressurja, sempre aparecendo e sumindo como se fosse em um passe de mágica. David fica então convencido de que Elizabeth é um fantasma e passa a tentar ajudá-la a passar para o "outro lado" do pós-vida. Só que ela está convencida de que também está viva e se recusa a fazer qualquer travessia

Por Lady Rá

 Hoje Lady Rá indica uma comédia romântica, para os corações melosos. E se fosse verdade, é aquele tipo de filme bobinho e previsível, mas nem por isso, deixa de ser encantador. Aqui temos a história de uma médica workholic, Elizabeth (Reese Witherpoon), que um belo dia sofre um terrível acidente. Tempos depois, seu apartamento é sublocado para o paisagista David (Mark Ruffalo, amor eterno de Lady Rá). David é depressivo e vive sentado no sofá vendo TV e tomando cerveja.  Certa noite, David é surpreendido por Elizabeth em seu apartamento. A princípio, ele acredita que ela seja uma espírito de uma jovem morta e tenta a todo custo fazer com que ela “faça a passagem”, porém, ele descobre que a moça está em coma há três meses, e que sua família pretende permitir que os médicos desliguem os aparelhos que a mantém viva. Não precisa ser gênio para saber onde essa história vai dar, não é mesmo?

Sobe:

O filme é nonsense, mas diverte, é bonitinho e acerta em cheio  o coração da meninas. Reese Witherspoon é carismática, apesar de estar longe de ser uma atriz merecedora de Oscar, e olha que ela já ganhou um, coisas da academia. Mas quem dá um tom certo entre comédia e drama aqui é Mark Ruffalo. Sempre bom ator, sempre esforçado, seja numa produção fantasiosa como essa ou em um filme mais sério, ele sempre passa naturalidade e dignidade aos seus personagens. E aqui não é diferente, mesmo com todos os clichês de roteiro, ele constrói muito bem seu personagem e é bem crível aos mostrar a evolução dele ao longo da história. Os momentos de briga, a aproximação do casal, os momentos em que um se abre com o outro, são bem divertidos de se ver. Os protagonistas têm química e preenchem a tela, é impossível não torcer por eles. O filme tem vários momentos engraçados, a trilha sonora é bem agradável e o desfecho é bonito, romântico e bem adequado e, pra variar, Ruffalo domina a cena. Em aspectos técnicos também o filme é muito interessante, explorando ao máximo belas locações da cidade de São Francisco, onde se passa a história, e as cenas filmadas dentro do apartamento possuem uma fotografia muito bonita, o que contribui para o tom de romance.

Desce:

O filme é completamente nonsense, não só no plot, mas também em alguns pontos do roteiro. Então se você for muito exigente, passe longe. Afinal, se Lizzie é um espírito, que atravessa paredes, se David não pode tocá-la, como ela pode chorar e as lágrimas escorrerem de seus olhos? Oi, produção? Se a princípio Lizzie achava que David era um estranho que invadira seu apartamento, ela não deveria dar chiliques, não é, minha gente? Você mora sozinha e encontra um estranho em seu apê, o que você faz?

a)      Você sai correndo e chama polícia
b)      Pega um cabo de vassoura e espanca o invasor.
c)      Você começa a gritar com o cidadão porque ele sujou sua casa.

Tudo bem, Lizzie era um espírito e não ia conseguir fazer nada mesmo, porém, ela não sabia disso. Há também alguns momentos onde o roteirista força a barra para fazer o filme parecer engraçado, sem necessidade, especialmente no que diz respeito ao personagem de Jon Heder. É o tipico alívio cômico gratuito.

Resumo da ópera:

No geral, é um filme bonitinho, para quem gosta de comédia-romântica, vale a pena assistir,  o resultado final é um filme divertido e agradável de se ver.

Cotação: 3/5

Mark Ruffalo, marry me?


2 comentários:

  1. Amo esse filme!
    E ela tenta chamar a polícia, sim... mas quando vai pegar o telefone, a mão passa, ela não consegue.

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  2. O filme é fofo, quanto a polícia, ela tenta isso depois, mas num primeiro momento ela não faz isso, ela faz numa outra cena, depois de tentar convencê-lo de que ele tem algum tipo de sofrimento mental. Na primeira vez ela dá um chilique por causa da bagunça que ele fez, é engraçado, mas não é coerente, hehe. Enfim, o filme tem uns defeitinhos, mas eu adoro tbm, não acho que eles prejudiquem a diversão. Obrigada pelo comentário, Jeane! =)

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