quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Matador em Perigo (Wild Target, 2010)


Título Original: Wild Target
Ano de Lançamento: 2010
Direção: Jonathan Lynn
Roteiro: Lucinda Coxon, Pierre Salvadore
Elenco: Bill Nighy, Emily Blunt, Rupert Grint, Rupert Everett, Martin Freeman, Eileen Atkins,
Sinopse: “Matador em Perigo” acompanha Victor Maynard (Bill Nighy), um assassino solitário de meia-idade, vive para agradar sua formidável mãe, Louisa (Eileen Atkins). Até que sua rotina profissional é interrompida por duas pessoas: Tony (Rupert Grint), um jovem que passa a ser o aprendiz de Victor, e a bela Rose (Emily Blunt), um dos alvos de Maynard, que ele prefere poupar por se sentir atraído por ela. Agora, essas duas novas e improváveis companhias seguem junto ao assassino, enquanto este procura frustrar os planos homicidas de seu insatisfeito cliente (Rupert Everett).

Bem, hoje Hannibal está feliz, então a Rá filha aqui resolveu sair um pouco de toda aquela atmosfera obscura do terror e do suspense e falar de comédia. Sim, minha gente, por que não? Acham que só posso ficar matando? Não, também sei rir. E rir foi uma das coisas que eu fiz bastante assistindo Wild Target, pavorosamente traduzido no Brasil como “Matador em Perigo”.
Veja bem, quando eu vi esse título tive vontade de jogar esse negócio no lixo. Mas eu disse a mim: “Não! Tem o Bill Nighy e a diva da Emily Blunt”. E resisti.
E não é que gostei desse negócio?
É uma comediazinha de ação bem leve (tão leve quanto as pitadas de humor negro e as insinuações sexuais sutis na história permitem), de passar o tempo, típico humor britânico sem todas aquelas bizarrices e nojeiras que vemos nos besteiróis americanos. Assassinos profissionais protagonizando filmes cômicos de ação não é novidade, mas “Matador em Perigo” traz um elemento inesperado para a vida do competente, metódico, infalível, fatal e solitário Victor Maynard interpretado com muita propriedade pelo Nighy, e inesperado também para esse subgênero: Rose, interpretada de forma mais do que divertida pela competentíssima Emily Blunt.
Completando o trio principal de protagonistas está o Rupert Grint, que será eternamente o Rony da série Harry Potter. Mas eis que devo fazer justiça: ao contrário do colega protagonista da saga do bruxo, Daniel Radcliffe, Rupert tem um carisma muito interessante em cena e não compromete em nada o andamento de nenhum filme. Ele não é nenhum prodígio da atuação, mas sabe estar em cena, não aparece muito, mas também não some. Claro que neste caso específico, a química que rola entre ele e os dois outros protagonistas ajuda bastante.

E os personagens, claro, são muito interessantes.
Maynard é um assassino profissional que nunca perdeu um alvo, é sempre metódico e limpo. Isso até receber a missão de matar Rose, uma cleptomaníaca louca e bipolar que mexeu no vespeiro de um mafioso (Rupert Everett). O problema é que além de louca, bipolar e cleptomaníaca, Rose é simplesmente encantadora... e sortuda. Vive num mundo linda onde nada a preocupa realmente, o que irrita profundamente o metódico assassino. Após tentar matá-la algumas vezes, Maynard acaba se encantando por ela, o que desencadeia uma série de eventos e trapalhadas que vão levá-los ao inocente e bobo Tony (Grint) – que cai de pára-quedas na história e parece à primeira vista um personagem dispensável, mas é essencial para manter a relação de Maynard e Rose nos eixos ou não.
E a confusão só cresce cada vez mais, levando-os a situações perigosas, hilariantes e constrangedoras.
É claro que eu não poderia deixar de falar da diva, máster, encantadora, adorável e  maníaca assassina mãe do Maynard. Ela não aparece muito, mas só aparece pra mostrar o quanto é diva. Honrar a longa linhagem de assassinos profissionais é seu lema e ela protagoniza algumas das cenas mais engraçadas do filme. Ela merece um lugar na salinha de chá das Ravenna!
O vilão às vezes cansa drasticamente e a tentativa de satirizá-lo acaba se tornando um dos pontos negativos do filme.
De qualquer maneira, além dos personagens e situações interessantes, “Matador em Perigo” é MUITO bem filmado. Pouco se vê tanto requinte na hora de filmar em filmes de comédia dos anos 2000 pra cá. Ângulos e enquadramentos interessantes, fotografia adequada, figurinos muito bem construídos... Aliás, um dos destaques é o figurino dos personagens sempre muito adequados e ajudam a contar quem são eles, principalmente os de Rose que dizem muito sobre como ela é e acaba ajudando o telespectador a entrar no mundo surreal no qual ela vive.
A parte da ação é clichê mas funciona bem.
É claro que tem uma pitada de romance muito bem feitinha, bonitinha mas pra lá de bizarra. E as inconstâncias tanto por parte de Maynard quanto por parte da Rose são encantadoras e engraçadas.
A sequencia de eventos inesperados que ocorrem é absurda, mas tão bem contada que parece verossímil na maior parte do tempo.

Resumo da Ópera:
Um filme divertido, sem muitas pretensões e genialidade, mas que cumpre muito bem o seu papel. Sem lições de moral, sem apelação, humor discreto e inteligente, serve muito bem para passar o tempo sem ficar com nojo de nada ou tapar os olhos das crianças na sala (as piadas eróticas são tão sutis que são engraçadas e passam despercebidas a olhos mais inocentes). Rá Hannibal se divertiu horrores com esse negócio.

Cotação: 3/5

TRAILER

Um comentário:

  1. Tem cenas de sexo no filme? Porque eu gostaria de assistir com a família e com cenas de sexo não dá!

    ResponderExcluir

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...