terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 2004)






Título Original: The Phantom of the Opera
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Andrew Lloyd Webber, Joel Schumacher
Elenco: Gerard Butler, Emmy Rossum,, Patrick Wilson, Miranda Richardson, Minnie Driver
Sinopse: O Teatro de Paris é um lugar perfeito para um “Fantasma” se refugiar. Desfigurado, ele encontra em Christine a cantora ideal para alcançar suas aspirações, mas a repentina ascensão  desta para a fama e o retorno de um velho namorado de infância, vão tornar tudo mais difícil para todos, afinal, o “Fantasma” não tem maneiras muito convencionais de resolver os problemas.

Por Ravenna Hannibal

Bem, queridos, Rá Hannibal está aqui para TENTAR falar com sensatez sobre essa adaptação da peça de Andrew Lloyd Webber pelo querido só que não Joel Shumacher para o cinema. Digo “tentar” por que as suspeitas caem sobre mim: além de amar musicais, Hanni adora esse especialmente. Mas vamos falar do filme...

Por que ver?

Por que você gosta de musicais. E por que essa é a produção quase independente mais cara de Hollywood. E por que é cara? Por que tem cenários e figurinos simplesmente fantásticos!
É importante observar que a atmosfera do filme (e do musical) não é a mesma das outras adaptações da obra de Gaston Leroux. Aqui temos uma espécie de conto de fada “gótico” com pitadas sutis e pouco sobrenaturais de fantasia. E o cenário, figurinos e fotografia conseguem passar bem essa atmosfera. Não foi a toa que foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte, Direção de Fotografia e Música.
O filme tem alguns cortes de cena e transições para flashbacks realmente criativos, como a sequencia inicial de uma foto se transformando numa cena “real” do Teatro de Paris, e alguns minutos depois, o preto e branco se tornando colorido numa sequencia espetacular em que o Teatro retorna aos seus tempos de ouro.
Para bons apreciadores da música, é um prato cheio. Os arranjos são belíssimos e os atores cumprem muito bem o papel de cantores. Minnie Driver foi a única que teve dublagem –e dá para se perceber, pois o nível técnico da sua personagem é superior ao dos personagens de Emmy Rossum, Gerard Butler e Patrick Wilson. Claro que a Emmy Rossum não é nenhuma Sarah Brightman, não estamos falando aqui de cantores de VERDADE e sim de err... atores cantando.  Apesar de não gostar dela como atriz, adorei a escolha para esse papel específico, pois passa a inocência necessária e tem uma voz doce e melodiosa, apesar de que não seria exatamente a cantora taão aclamada quanto é no filme. Não mesmo. Minnie Driver está ótima e Miranda Richardson adequadissima.
Para mim, esses aspectos positivos do filme, por si só são o suficiente para valer a pena dar uma conferida.

Por que não ver?

Se você não gostar de musicais, passe longe. O problema maior aqui é que quem não curtir as músicas não vai conseguir ver o filme sem achar chato e cansativo. Ver no teatro a obra prima do Lloyd é uma coisa. No cinema é outra. Há algo errado com a maneira como o filme é dirigido (afinal, estamos falando de Schumacher) e o filme parece se estender tempo mais do que necessário o que deixa um espectador que não é fã do estilo extremamente cansado de tudo aquilo.
O Fantasma de Gerad Butler tem algumas deformações no rosto, mas veja, se a figura do Fantasma deveria passar repugnância quando revelada, o intento não foi conseguido. Esse Fantasma aqui é “bonito” demais para “O Fantasma da Ópera”, bonito e jovem, o que acaba conferindo uma atmosfera desnecessária e exagerada de fantasia à narrativa, elemento que deveria ser sutil. O fantasma deveria assustar as pessoas além de Christine, principalmente o público, não seduzi-lo. E a sedução dele deveria vir da voz, não da aparência. É claro que depois tem o aspecto “humano” dele lá no fundo, mas o contraste acaba nem sendo tão grande quanto deveria.
As vezes algumas cenas de humor pastelão se tornam um tanto deslocadas em meio à trama (não todas). Algumas cenas de ação parecem artificiais demais e mal coreografadas. Patrick Wilson não ajuda, e apesar de competente aqui, Gerard Butler tem aquele pequeno probleminha de não ser realmente “O Fantasma da Ópera”.

Resumo da Ópera:

Visual e musicalmente é um belíssimo filme e vale a pena ser conferido, mas se você não der tanto valor assim a esses aspectos, passe longe por que pra você o filme será cansativo e mal dirigido. Fico pensando o que esse “Fantasma” poderia ser nas mãos de um diretor mais competente. Poderia ser um filmaço perfeito. Infelizmente, não foi.

Cotação: 3/5

TRAILER

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