terça-feira, 6 de novembro de 2012

Submersos (Below, 2002)




Título Original: Below
Ano de Lançamento: 2002
Direção: David Twohy
Roteiro: Darren Aronofsky, Lucas Sussman
Elenco: Matthew Davis, Bruce Greenwood, Holt McCallany, Olivia Williams, Jason Flemyng, Dexter Fletcher, Nick Chinlund, Scott Foley
Sinopse: Durante a II Guerra, um submarino americano sai de sua rota para resgatar sobreviventes de uma embarcação em chamas. No início da operação de resgate, é interceptado por um navio alemão e consegue salvar apenas três pessoas. Um dos novos tripulantes é uma mulher, o que deixa todos um pouco nervosos. Primeiro, porque, segundo a tradição marítima, mulher a bordo é sinônimo de azar. Segundo, porque muitos deles não viam uma mulher há meses. Enquanto tentam escapar do radar inimigo, estranhos acontecimentos instauram medo e pavor na tripulação, quando certos segredos começam a emergir.

Por Ravenna Hannibal

Submersos é um daqueles filmes desconhecidos, sem ninguém realmente expressivo no elenco, e pelo qual ninguém se interessa realmente. Bem ao estilo do que passa na Globo no Corujão ou no máximo sábado no Super Cine, sabe? Lembro-me que sempre passava por ele na locadora e pensava em vê-lo, mas sempre achava algo que me chamava mais a atenção.
O fato é que, apesar de na época já existir “Requiem para um Sonho”, Darren Aronofsky ainda não era tão hype e combinemos que poucas pessoas além dos cinéfilos prestam atenção no nome do roteirista.
Aqui você tem uma premissa mais do que interessante e tudo pra ver um filme genial. O enredo se passa num contexto histórico fartamente explorado, mas não dessa maneira, o ambiente é claustrofóbico, a situação é tensa (principalmente por conta da mulher a bordo) e o filme sempre mantém no espectador a constante dúvida: o que está acontecendo aqui é fruto da tensão e da falta de oxigênio reunidas a estranhas coincidências ou tudo realmente se trata do sobrenatural?
A dúvida é mantida principalmente por que você nunca vê nada com clareza, nesse ponto, o filme foi muito eficiente em manter tudo apenas na sugestão, nada muito explícito (tanto as manifestações aparentemente sobrenaturais quanto na violência).
O roteiro é interessante e as reviravoltas – pelo menos em teoria – são surpreendentes.
Os maiores problemas de Submersos se encontram na direção tortuosa de David Twohy – dos pavorosos Eclipse Mortal e Fúria de Riddick. Ele conduz o filme muito preguiçosamente, deixando quem está assistindo com tédio em alguns momentos, ou fazendo coisas demais que comprometem o impacto da reviravolta final.
O filme com certeza teria sido mais bem sucedido se o próprio roteirista – Aronofsky – tivesse dirigido, já que ele é inegavelmente melhor do que Twohy e é muito eficiente em climas tensos envolvendo suspense psicológico. Mas como roteirista ele também comete alguns pecados aqui: são levantadas várias discussões no decorrer do filme e o roteiro parece não conseguir se concentrar devidamente em nenhuma delas. O contexto histórico é importantíssimo na trama, mas parece oscilar entre pano de fundo e discussão importante dentro do roteiro. Acontecem coisas demais com carga emocional abaixo do esperado. E é claro, tem algo incomodo na maneira como são apresentadas as pistas para a resolução do mistério. Parece que são apresentadas no momento errado e acaba que o final não parece tão surpreendente quanto poderia ser.
O elenco não ajuda, mas também não compromete muito. Alguns ali são bons mas não foram bem dirigidos, mas também acontece o contrário. Ninguém ali comove, ninguém ali faz nada de realmente prestativo e a Olivia Williams não tem o carisma necessário para a personagem. Aliás os personagens são frustrantes: os que são estereotipados acabam se tornando mais interessantes do que os personagens que poderiam tornar a narrativa bem mais interessante.
A fotografia é mediana, mas eficiente em vários momentos, conseguindo criar a atmosfera necessária.
Mas é interessante observar que mesmo com esses aspectos frustrantes, Submersos nunca deixa de ser um filme no mínimo curioso ao conseguir ficar no ponto de equilíbrio entre o clichê do suspense e a originalidade. Aqui inclusive temos algumas brincadeiras usadas por Twohy, mas que eu tenho uma impressão que tem dedo do Aronofsky por que vemos coisas parecidas em Cisne Negro, por exemplo.
A trilha sonora quase nunca é óbvia, mas também não é expressiva nem marcante.
Resumidamente, o filme oscila muito. Tudo o que acontece no submarino – tanto descobertas e aparições quanto problemas técnicos do transporte - cria tensão o suficiente pra manter você com os olhos grudados na tela, mas sempre que um ato termina, você fica com a sensação de que não foi tão assustador ou intrigante quanto você esperava.


Resumo da Ópera:

Infelizmente, a sensação que você tem no final é que Submersos poderia ter sido muito, mas muito mais do que é. Se tivesse sido exibido nos cinemas eu diria que valeria mais a pena esperar sair em DVD. Tem uma ideia interessantíssima concretizada de forma mediana e facilmente esquecível.

Cotação: 2/5

TRAILER 


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