segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Trilha Sonora – Adeus, Lênin! De Yann Tiersen.




Não é só a Tia Rá e a Hanni que amam trilhas sonoras. Lady Rá também adora. Eu acho que a trilha sonora é um elemento importantíssimo em um filme. Quando bem feita e bem usada, ela acaba sendo como um personagem a mais, de modo que você não consegue imaginar o filme sem ela. Bom mesmo é quando você a escuta fora do filme e consegue reconhecê-la. E quando digo “reconhecer”, não é como ouvir a trilha de Indiana Jones ou Star Wars, pelamor né? Essas até meu cachorro reconhece, rs. Calma, calma, não estou desmerecendo o trabalho do senhor John Williams. Jamais! Ele é o cara! Mas não estou aqui pra falar dele.

Quero apresentar para vocês, meus queridos bebês, caso ainda não conheçam, o competentíssimo Yann Tiersen, é dele a trilha sonora de dois dos mais belos filmes já feitos: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (que qualquer dia desses comentarei aqui) e Adeus, Lênin! Vou falar para vocês da trilha do último. Mas primeiro um pouco mais sobre Yann Tiersen by wikipedia pra facilitar, porque Lady Rá não ta com a vida ganha né?

Yann Pierre Tiersen é um músico de vanguarda, multiinstrumentista e compositor francês de origem judaica com raízes belgas e norueguesas. Compondo para piano, sanfona e violino, sua música aproxima-se de Erik Satie e do minimalismo de Steve Reich, Philip Glass e Michael Nyman. Tornou-se internacionalmente conhecido ao compor trilhas sonoras de filmes como O fabuloso destino de Amélie Poulain e Good Bye, Lenin!.

Passou sua infância em Rennes, também na Bretanha, onde estudou violino, piano e regência orquestral. De formação clássica, encaminhou-se para o rock já na idade adulta. Nos anos 1980, junta-se a vários grupos de rock em Rennes. Em seguida, começa a escrever trilhas sonoras para peças teatrais e filmes como "A vida sonhada dos anjos" (1998), de Erick Zonca, "Alice e Martin" (1998), de André Téchiné e "O que a Lua Revela" (1999), de Christine Carrière.”


Honestamente, não consigo pensar em um compositor de sensibilidade maior que Tiersen e em uma trilha que se encaixasse tão bem em uma filme sensível como Adeus, Lênin! O longa é uma daquelas “dramédias” encantadoras e marcantes, que consegue mexer com as emoções mais profundas do telespectador. De uma beleza ímpar, o filme merecia uma trilha sonora a altura, não basta colocar um monte de música bonitinha, com um ritmo agradável. A música tem que acompanhar cada momento, tem que se comunicar com o público através dos acordes, assim como o filme se comunica através das cenas, o ator através de gestos e olhares... e por aí vai. E Yann Tiersen consegue isso com uma trilha que emociona e encanta. Em suas trilhas sonoras são usados os mais diversos tipos de instrumentos musicais, entre eles se destacam acordeão, piano e violino. No caso de Adeus, Lenin! esse dois últimos.


O álbum completo é composto de 23 faixas, e eu o adoro por completo, mas gosto especialmente de 04 delas, que eu comento abaixo.. Claro que não vou comentar tecnicamente, porque eu entendo tanto de notas musicas como o diretor Michael Bay entende de dramas. Mas vou tentar deixar minhas impressões. =)

Atenção, os comentários abaixo incluem alguns spoilers do filme. Aliás, se você não assistiu ainda, assista. Logo comentarei sobre ele também.

  1. Summer 78 (instrumental)

A trilha de abertura, quando conhecemos os personagens e seu passado. Como era a família do protagonista antes de passarem pelo momento que é contado no filme. O início apresenta um pai que era tido como herói e a música dá um tom dessa fantasia.

  1. Lara’s Castle

Quando o casal Lara e Alex encontra um apartamento onde a garota vai morar. Aquele lugar é seu próprio castelo, seu refúgio. A câmera percorre os cômodos acompanhando os olhares encantados do casal. E novamente a música se encaixa como uma luva. Para os dois era como encontrar um oásis. Na a toa a música se chama Lara’s Castle.

  1. Good Bye, Lenin!

Está presente em uma das mais belas cenas do filme, quando a mãe de Alex consegue se levantar da cama sai de casa e vê que algumas coisas estão diferentes. A música começa num tom baixo, até mesmo misterioso e vai aumentando a medida em que a mulher avança mais em seu caminho, até que ela chega na rua e vê se pequeno mundo, um tanto diferente do que aquele que ela conhecia.

  1. Mother’s Jorney

Em um momento mais delicado do filme quando a família de Alex se vê obrigada a confrontar o passado. E a música tem um certo tom “amadurecimento”, já que esse era o momento pelo qual os personagens passavam. Eu e minhas interpretações malucas.

Clicando aqui você encontra a trilha sonora completa. Espero que gostem! =)


2 comentários:

  1. Yann tem uma sensibilidade única. É realmente um compositor que se destaca, emociona mesmo. Comptine d'Un Autre Été me embalou num romance muito "Amélie", mas que não deu certo... Triste, mas muito forte. E Soir de Fete parece o tipo de música que lembra manhãs de domingo...
    Na minha humilde e amadora opinião, melhor que Tiersen, só meu querido e idolatrado James Newton Howard.

    E ahh, sim, Good Bye Lenin é muito show!! Que filme!!!

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    Respostas
    1. "Yann tem uma sensibilidade única." Vc resumiu tudo, Fábio! =)

      Excluir

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