segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Recadinho do Além Túmulo - O Luxo e o Lixo do ano



Por Lady Rá

Fim de ano tem dessas coisas de fazer retrospectivas, avaliar tudo que teve de bom e de ruim... E aqui no blog não é diferente. Bom, neste ano não vi todos os filmes que queria ver, muitos lançamentos estão anotados na minha quilométrica lista de filmes para ver antes de morrer.  Enfim, queria ter visto mais filmes e ter mais opções para comntar aqui, mas não deu. A vida em off anda muito complicada, rs.  Mas fiz um balanço dos filmes bons e ruins que eu vi (lançados no BRASIL em 2012). Felizmente, vi mais filmes bons, porque eu sou mais cuidadosa que a Tia Rá, não saio por aí vendo qualquer porcaria não. Eu sou chique, bem! Enfim,  a lista abaixo segue o único critério: meu gosto pessoal. Claro que muitos vão concordar e muitos vão discordar. E viva a democracia, né?!


OS FILMES




Melhor do ano: O hobbit – Uma Jornada Inesperada

Não tem jeito, gente! Opinião é opinião. E o bacana desse blog aqui é que estamos todos do mesmo lado, somos todos fãs e público e, embora nós gostemos de pagar de críticos, a verdade é que somos fãs de cinema e gostar ou não de um filme aqui faz toda a diferença. E eu gostei de O hobbit, eu realmente amei. Foi a coisa mais linda e fantástica que vi esse ano. Era tudo que eu esperava e mais um pouco. Peter Jackson realmente tem a manha de dar vida às criaturas imaginadas por Tolkien. E mal posso esperar para ver as continuações. Quero ver Beorn, as aranhas gigantes, Bilbo trollando Smaug, e a épica Batalha dos Cinco Exércitos. Thank you so much, Peter Jackson.


Boa surpresa do ano: Os vingadores

Gente, eu adoro super-heróis no cinema, mas confesso que não esperava nada de Os vingadores. Fui vê-lo no cinema apenas por passatempo. E adorei o que vi, me surpreendi de verdade. O filme cumpre bem o que promete, entrega diversão de qualidade. Joss Whedon soube brincar com o absurdo da situação e o seu maior mérito foi não levar o filme a sério demais. Os vingadores faz o que um filme de super-heróis coloridos deve fazer: divertir.

Menções honrosas:

O artista: Uma delícia
As aventuras de Pi: Um espetáculo criativo de Ang Lee
Gonzaga - De pai pra filho: Emoção a flor da pele
Drive  Tenso no melhor sentido

Deu pro gasto:

Branca de Neve e o Caçador: Agüentar Kristen Stweart com a mesma cara de sonsa de sempre e o Chris Hemsworth achando que o machado do caçador é o martelo do Thor é dose. Sem mencionar aquele príncipe de quinta categoria. Mas a produção é bem cuidada, a releitura da história clássica foi divertida e Charlize Theron fez tudo valer a pena.

Sombras da Noite: Não é a redenção de Tim Burton, muita gente odiou, mas eu me diverti pacas!

360: Fernando Meirelles já foi mais feliz no cinema, e o povo sempre espera muito de um grande diretor. O filme é mediano, mas tem um charme.

Jogos Vorazes: Um filme problemático em alguns pontos, um tanto cansativo a meu ver, mas tem alguns méritos. E Jennifer Lawrence segura o filme e preenche a tela. Vale como passatempo.

Os descendentes: Perderia a maior parte de sua eficácia sem a presença de George Clooney, que carregou o filme nas costas. Mas não posso deixar de  citar a ótima revelação Shailene Woodley, que será a Mary Jane no próximo filme do Homem Aranha. Espero que ela mantenha o nível. No mais, é um drama bonito sobre família.

A invenção de Hugo Cabret: Uma bela homenagem ao cinema,  é visualmente lindo e muito bem dirigido. Mas não "me pegou emocionalmente". Só entrei na viagem no terceiro ato.


Decepção do ano: Batman – O cavaleiro das trevas ressurge.

Sorry, não me xinguem, não me joguem na fogueira. Aliás, xinguem se quiserem. Como diria Nara Leão: “podem me prender, podem me bater, podem até me deixar sem comer, que eu não mudo de opinião.” Pois bem, eu e a torcida do flamengo esperávamos muito desse filme. Afinal, deus Nolan fez Batman Begins e O cavaleiro das trevas, só por isso! Precisa de mais referências? Não né? Aí, nosso Midas só que não entrega um O cavaleiro das trevas ressurge cheio de problemas, com personagens importantes mal desenvolvidos. Tadinha da Marion Cotillard, gentem! Ok, como um bom filme de ação pra passar o tempo, o Ressurge é ótimo, como capítulo final de uma grande saga, ficou a desejar.


Chuta que é macumba:

A Dama de Ferro: Só vale pela Meryl Streep, o filme é uma bagunça horrorosa.

O Espetacular Homem Aranha: Espetacular não sei onde. Não diverte (o humor é forçado), não comove, só serve pra uma esquecível Sessão da Tarde. E agüentar Andrew Garfield fazendo beicinho pra sensualizar com a Ema Stone não dá.

Paraísos Artificiais: É muita fotografia, montagem, beleza e pouco roteiro, né produção? Quando as cenas de nudez de uma atriz vira o centro das atenções em um filme, você sabe que há algo muito errado nele.

Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo: É mais um daqueles casos de ótimas ideias desperdiçados em um filme mal conduzido. Uma pena.


Atores e atrizes




Melhor atuação masculina: Jean Dujardin (O Artista)
Menções honrosas: George Clooney (Os descendentes), Ryan Gosling (Drive), Mark Ruffalo e Robert Downey Jr (Os vingadores), Ben Kingsley (A invenção de Hugo Cabret), Suraj Sharma (As aventuras de Pi), Christian Bale (Batman – O cavaleiro das trevas ressurge), Martin Freeman e Andy Serkis (O hobbit)

Pior atuação masculina: O príncipe (Branca de Neve e o Caçador),
Menções vergonhosas: Chris Hemsworth (Branca de Neve e o Caçador), Andrew Garfield ( O espetacular Homem Aranha),



Melhor atuação feminina: Meryl Streep (A dama de Ferro)
Menções honrosas: Charlize Theron (Branca de Neve e o Caçador),  Shailene Woodley (Os descendentes),  Bérénice Bejo (O Artista), Jennifer Lawrence ( Jogos Vorazes)

Pior atuação feminina: Kristen Stewart (Branca de Neve e o Caçador)
Menções vergonhosas: Colbie Smulders (Os vingadores), Marion Cotillard (Batman – O cavaleiro das trevas ressurge)

Direção

Melhor direção: Ang Lee (As aventuras de Pi)
Menções honrosas: Peter Jackson (O hobbit), Martin Scorcese (As aventuras de Hugo Cabret), Nicolas Winding Refn (Drive)

Pior direção: Phyllida Lloyd (A Dama de Ferro)

CENAS MARCANTES (OU NÃO)

Melhores cenas:


O hobbit - Uma jornada inesperada: Encontro entre Bilbo e Gollum na caverna/O voo das águias
As aventuras de Pi: A cena do naufrágio, a cena da baleia e da ilha flutuante.
Os vingadores: Conversa entre Bruce e Tony no laboratório/Plano sequência na batalha final em Nova York em que mostra todos os heróis usando suas habilidades.
Batman - O cavaleiro das trevas ressurge: A cena em que Bruce consegue sair do poço
Drive: A cena do elevador
Paraísos Artificiais: A cena da primeira rave na praia.

Piores cenas:

Batman: A morte da Talia, pfff
Paraísos Artificiais: a sequência final é toda tosca e previsível.
O Hobbit: O mago castanho ressucitando um ouriço, não precisava, mesmo assim o filme é foda!
Branca de Neve e o caçador: Branca de Neve fazendo discurso épico/ A cena da mordida da maçã graças a atuação pífia da protagonista.

Enfim, esse foi um resumo básico dos filmes que mais e menos me agradaram. Espero ter um repertório maior em 2013. E lembrando que, é minha opinião pessoal, ninguém precisa concordar e eu sei que tem muita coisa aí que muitas pessoas vão discordar, mas vivemos numa país livre. 

Beijos da Lady Rá

Feliz Ano Novo!


TOP 10 - Prêmio Podreira 2012 - Feliz Ano Novo!



Gente, é com muita satisfação que anuncio para todos os leitores o meu Prêmio Podreira do Ano, que eu pessoalmente entregarei para aqueles filmes e aquelas pessoas que, com muito esforço e empenho, PARA A NOSSA ALEGRIA, fizeram bastante toletada nos cinemas este ano, né, povo? Porque eles merecem!!!

É claro que esse ano distribuímos muitas sapatadas aqui no blog, o que fez com que as 10 categorias do meu prêmio pessoal me dessem muito trabalho para realizar, gente!!! Vamos reduzir à cinzas essas porcarias que volta e meia somos obrigadas a suportar e perdermos nossos preciosos minutos de vida, né gente? Porque a tia aqui não é obrigada!

Essa é a minha, a sua, A NOSSA chance de destruir aquele filme ou reduzir a cinzas aquele ator flopado sem ter nenhum xiita baixo astral enchendo nossa paciência (RISOS).


My Epic Podreira Awards 2012 
(eleitos pela Rainha da Cocada Preta Tia Rá)



Filme podreira do ano: Amanhecer Parte 2 

Fiquei com muita dúvida quando a gente tem aquela podreira trash cara cheia de efeitos especiais com um ator flopado como aquele em John Carter - e, de quebra, temos ele, de novo, em outra porcaria monumental cara fracassada, Battleshit. É a dose dupla do desastre, gente! Teve também aquele "O que esperar quando você espera o que não está esperando mas esperou", os filmes nacionais, aquela bomba fenomenal  lançada no começo do ano, "Cada um tem o Adam Sandler que ninguém merece", e ainda porcarias como "Abraham Lincoln - caçador de Edwards" e a podreira de remake flopada "O vingador sem futuro."

Mas Tia Rá tem um caso de amor só que não com essa porcaria que, PARA A NOSSA ALEGRIA, chegou ao FIM! Isso é um martírio, uma bomba enviada dos infernos para azucrinar o nosso juízo! Essa aberração nos atormentou durante anos, mas agora estaremos livres! FREE! EU DISSE LIVRES disso! Pelo menos até o momento em que algum doente mental resolver explorar a saga novamente, né? 

Ah, antes que venham queimar a tia... Não vi, não verei nem sob tortura e tenho medo de quem viu e gostou. Vi um ou outro da saga e, putz... entrei em coma. Entenderam o recado? Por tudo o que a saga Furúnculo representa para mim, eu a premio com esse Award de tolete do ano. PARABÉNS A BELLA E CIA!!! VOCÊS MERECEM!!! 

Nos vemos no Framboesa de Ouro, gata.

O HORROR, O HORRRRROOOOORRRR!!!




Pior CGI do ano: Amanhecer Parte 2

Opa!!! De novooooooooooooooo!!! 

Pelo que falaram das cenas envolvendo efeitos especiais e pela tradição da série nesse quesito, Tia Rá não precisa falar muito, né pessoas? RISOS MALÉFICOS

A concorrência é muito forte, gente! Nós tivemos filmes flopados como Vingador do futuro, filmes bagaceiras com cópias de programas de efeitos usados em outros filmes, como Battleshit, os zumbis e a barulheira de Resident Evil 5, Anjos da Noite 4, iiihhh.... mas Apodrecer é Apodrecer, né gente... e esse photoshop todo nesse poster, COMOLIDAR? MERECE por todo o conjunto da obra! PALMAAAAAAAAS! 

O HORROR, O HORROR!




Canção podreira do ano: O hobbit

Aqui, mais uma categoria disputada palmo a palmo. Tirando a Gordele, com aquela música enfadonha de "Skyfall", que deve levar o Uóscar, tivemos concorrentes de peso no quesito podreira musical. Taylor Swift, aquela chata de galocha (Kanye West, amor, dá uma chegada aqui, por favor?), quase me causou uma destruição dos meus tímpanos nas horrendas "Safe & sound" e "Eyes Open", temas de Jogos Vorazes

Mas a primeira vez que ouvi a canção tema de O hobbit, uma flopada inesperada, a mando do Jason e cia Ltda (a Lady Rá ama!) tive uma crise existencial e quis cortar os meus lindos pulsos de tamanho nervoso que fiquei. E não adianta culpar o pobre do Tolkien pela letra - que é bonitinha, gente... - o problema está mesmo na interpretação cagada! Enya, gata, ME SALVA! 

O HORROR, O HORROR!




Roteiro trash do ano: John Carter

Olha, gente, mais um caso de disputa acirrada DEMAIS! Mas a tia é Highlander e só pode haver um, com tanta gente podre na categoria. Não dá! Temos que distribuir mais prêmios para esse povo todo!

De um lado, temos a XMen super heroína lutando contra zumbis com armas nas mãos e poderes paranormais de Alice na bomba atômica Resident Evil 5; aliens burros que invadem o mundo para lutar no mar em Battleshit; a continuidade da pior saga vampírica, dos piores filmes já realizados na história do cinema, Apodrecer Parte 2; temos Adam Sandler naquele já execrável filme das gêmeas, aquela patacoada de Os vingadores, etc. 

Mas filme que nasce pra ser lixo, é lixo desde a base do roteiro, né gente? A gente respeita! O que não dá é você ter uma superprodução Disney de 260 milhões que flopa com um roteiro de quinta categoria como esse. Estou falando, sim, de JOHN CARTER! Nada superará a loucura de tentar sintetizar uma obra como a Princesa de Marte em um filme que sai do nada para lugar algum como este, essa bomba monumental com um roteiro mais perdido que cego em tiroteio, que tenta misturar ação, romance, conflitos, guerra, duas raças - e destrói tudo em uma só tacada - até sua paciência. Tia Rá não tolera, sorry!

PARABÉNS, DISNEY! UUUUUUUUUU!!!!




Atriz podreira do ano: Broklyn Decker - Battleshit

Essa foi FÁCIIILLLLLLLLLLL!!! Não, gente, não estou falando da Testanna, digo, Rihanna, ela está em outra categoria! LOL.

Neste ano tivemos a eterna múmia inexpressiva Kirsten Stewart -  em dose tripla, Amanhecer parte 2, Na estrada, Branca de Nevoa. Mas tivemos também a 
 boca fazendo beicinho de Kate Beckinsale em O vingador do futuro e Anjos da Noite 4! Tivemos a dublê de Stripper que não funciona, a 
Lynn Collins - de John Carter - e a 
rainha inexpressiva Andromeda de Furia de Titãs 2, mumificada na pele de Rosamund Pike.





Mas nada superará a dublê de atriz de Battleshit, Broklyn Decker (alguém se lembra dela no filme, é a loira que desfila pra lá e pra cá!), que como atriz dramática segue a melhor cartilha Megan Fox de atuação - dá uma ótima capa de Playboy!

PARABÉNS AMIGA! VOCÊ MERECE!




Ator podreira do ano: Taylor Kitsch

Fácccciilllllllllllllll!!! Com dois flops nas costas, e dois prejuízos milionários para os estúdios, Taylor gritou para a Tia aqui e disse É MEU E NINGUÉM TASCAAAA!!! hahahaha

Apesar da categoria ter todo o elenco jovem masculino de Apodrecer Parte 2, Adam Sandler (por simplesmente existir no mundo), e o Sam Worthington (que vem se revelando a pior e mais antipática coisa já colocada num filme de James Cameron), Taylor não deu chances a concorrência! 

Parabéns, Taylor! VOCÊ MERECEEEE!



Diretor podreira do ano: Paul W. S. Anderson

Num ano que tivemos tamanha concorrência, com os péssimos Jonathan Lesma (fazendo de Furia de Titãs 2 um grande videoclipe com fotografia suja de merda), Len Wiseman (transformando O Vingador do futuro numa papagaiada barulhenta sem tamanho), dentre outros como o péssimo Peter Berg (Battleshit), não poderia deixar de esquecer o horrível Paul W. S. Anderson, por Resident Evil 5. Paul não só destruiu a franquia de vídeo games (o que nunca me desceu porque sou fã dela), como também outros personagens do passado - e a imagem de AVP ainda é muito forte na cabeça da tia aqui!

QUEIMEM-NO EM PRAÇA PÚBLICA!!!!






Pior atriz coadjuvante: Cobie Smulders - Os vingadores

Prêmio difícil. Muito difícil. Eu tive que escolher entre:

A) A cara de paisagem de Rihanna em Battleshit
B) A filha de bela em CGI em Apodrecer parte 2
C) A agente Maria Hill de os Vingadores (Cobie Smulders)
D) Marion Cortilard morrendo daquele jeito em O cavaleiro das trevas ressurge
E) A gêmea Adam Sandler em "Cada um tem o Adam que merece!" 


Aí eu lembrei que Lady Rá adora Os vingadores, né gente! COMO NÃO AMAR ESSA PORTA INÚTIL que é a Cobie? BEIJOS GATA! VOCÊ MERECE!!!!




Pior ator coadjuvante: Adam Sandler 

Fáciiiiilllll!!! Embora tenhamos o elenco de Apodrecer para escolhermos os piores atores, mesmo que tenhamos uma oferta digna para o prêmio podreira da Tia no elenco de Os vingadores (com a porta Chris Hemsworth e o horrível Chris Evans), nada supera essa coisa vestida de mulher tentando fazer rir, né gente? Tia Rá não é obrigada a isso, faz o favor e some?! Pra sempre, tá? Grata!  




Trilha sonora mais podreira: Os miseráveis

Outro prêmio difíciiiiiil demais da conta. Tia Rá ficou zonza e surda de tanto ouvir essas trilhas sonoras esse ano, mas com certeza tem uma opinião formada sobre isso! Entre presentear a esquizofrenia de John Carter - Michael Giacchino tomou uns drinks antes de compor isso.... - a confusão de sons de Alan Silvestri - de Os Vingadores; a reciclagem barata e insossa de Howard Shore - O hobbit; os sintetizadores pobres de O vingador do futuro, o Afroreggae e a batucada descompassada e pobre de Hans Zimmer - O cavaleiro das trevas ressurge, ela percebeu que ruim mesmo era a desastrosa trilha de Os miseráveis

Porque meus bbs, vou contar pra ocês... aqueles grunhidos anêmicos de Anne Hathaway destruindo um clássico e aquela voz assombrosa cheia de dor de barriga de Russel Crowe ainda latejam nesses ouvidos que um dia a terra há de comer. Estou tendo pesadelos!!! O HORROR, O HORROR ELEVADO A MÁXIMA POTÊNCIA!!!


E isso é tudo, meus bbs! Não se esqueçam, esse é um blog para tirar sarro dos filmes e dessas personalidades, então, sosseguem a piriquitinha de vocês e vamos pirraçar porque o bom da vida é ser feliz!

E falando em feliz...


FELIZ 2013!
Nos vemos em 2013, com mais sessões, mais novidades, mais aloprações, mais mais mais... tudo para vocês! Obrigado pelo carinho e pela hostilidade, rs, pela compreensão ou não, pelas passagens no blog, pelos curtis na página do face! 2012 foi o ano que nascemos e crescemos a vamos crescer ainda mais no próximo ano graças a vocês!
Lembrem-se: essa bagaça é NOSSA!
Tudo de melhor nessa vida para vocês em 2013!
BEIJOS DA TIA RÁ, MEUS BBs MUTANTES!
















domingo, 30 de dezembro de 2012

Poder Sem Limites - 2012 (Chronicle - 2012)



Título Original: Chronicle
Ano de lançamento: 2012
Direção: Josh Trank
Roteiro: Max Landis, Josh Trank
Elenco: Dane DeHaan, Alex Russell, 
Michael B. Jordan, 
Michael Kelly

Sinopse: 
A história do filme fala de um jovem chamado Andrew (DeHaan), seu primo Matt (Russell) e seu colega de escola Steve (Jordan), que juntos adquirem uma habilidade paranormal conhecida como telecinese após entrarem em contato com um objeto desconhecido. O trio passa a utilizar suas novas habilidades para obter ganhos pessoais, até que Andrew decide usar seu poder para fins obscuros. 




Por Jason

Eu confesso que me surpreendi um pouco com esse filme, de realização interessante e um roteiro curioso. Logo no começo, sabemos que o personagem principal Andrew tem uma vida desestruturada e sua melhor companhia é uma filmadora. O rapaz se detesta por ser quem ele é, tem que conviver com o pai alcoólatra, uma mãe doente em estado terminal que a família não tem dinheiro para cuidar, o fato de ser rejeitado por todo mundo e de sofrer bullyng na escola. E quando ele tem a oportunidade de acertar as coisas - quando ele desenvolve poderes depois de encontrar um artefato estranho, com o seu primo e um amigo - as coisas fogem de controle. 

O roteiro traz aquela questão de que todo poder dado a nós reflete quase que obrigatoriamente numa responsabilidade que muitos não podem ou não estão dispostos a assumir. O personagem começa a perder o domínio sobre seus poderes, ignorando os novos amigos e se vingando dos que o fazem mal, aqui e ali, até chegar o ponto de cometer delitos que vão culminar na cena de confronto e fuga da terceira parte da produção. 

Os efeitos especiais são o básico e nem sempre funcionam - não esperem um festival deles: as cenas de voo onde foram usadas fundo azul lembram efeitos baratos feitos para a TV e as sequências de ação são deixadas para o confronto final entre dois dos personagens - é onde mais se usam efeitos, além das citadas cenas de voos. Achei curiosas algumas posições de câmeras, muito criativas. O filme brinca o tempo todo com diversos pontos de vistas de câmeras dos cenários, seja na filmagem "câmera na mão" do personagem, no começo do filme, até quando o mesmo passa a usar seus poderes para manter as câmeras em posições diferentes, inclusive com voos e acrobacias. 

Quando a ação começa na terceira parte, o diretor começa a transferir as imagens do que acontece para outras câmeras, seja as de segurança do hospital, dos prédios  dos carros de polícia, helicópteros ou dos celulares das testemunhas. É uma forma do espectador se tornar testemunha de tudo e é também uma maneira econômica e criativa de fazer filme. No campo de atuação, porém, o filme é péssimo. Todos os atores são ruins, com exceção dos pais do personagem principal que não comprometem. Alex Russell, que como o primo do rapaz faz o contraponto à sua falta de controle, é um desastre em cena e não consegue segurar a atenção nem despertar empatia. O mesmo vale para os coadjuvantes, da loira do Blog até o garoto negro popular da escola, o Steven (Michael B Jordan), todos eles não demonstram entendimento em atuação nem melhor capacidade dramática. 

Outro ponto que pesa contra está no roteiro. Embora ele estabeleça bem o personagem central - seu relacionamento turbulento com o pai e mais atencioso com a mãe, - e a descoberta dos poderes, a maior parte do filme se passa com os rapazes testando suas novas habilidades e a escondendo, ou arranjando maneiras de desenvolverem (enquanto têm hemorragias pelo nariz e parecem ligados uns aos outros). É uma espécie de primeiro episódio de Heroes, o que deixa a produção com cara de "filme de origem" de super heróis. Seria um problema contornável, não ficasse evidente a falta de atores melhores e atuações mais dignas, que faz Poder sem Limites carecer de dramaticidade e terminar não sendo tudo aquilo que poderia ser. 

Cotação: 3/5

Não é a redenção, mas vale uma conferida nem que seja pela forma curiosa e criativa de filmar da direção usando diversos pontos de vistas de câmeras do cenário.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Invasão do mundo - Batalha de Los Angeles (2011)



Título Original: Battle: Los Angeles
Ano de lançamento: 2011
Direção: Jonathan Liebesman
Roteiro: Chris Bertolini
Elenco: Aaron Eckhart, Bridget Moynahan, Michelle Rodriguez
Sinopse: Battle: Los Angeles conta a história de um sargento da Marinha (Aaron Eckhart) e seu novo pelotão em batalha contra uma invasão alienígena nas ruas de Los Angeles. 



Por Tia Rá.

Eu tinha falado em um post dias atrás daqueles filmes que pedem para que sejam impiedosamente massacrados. Sabe aquelas produções que imploram para serem detonadas pela crítica e pelo público, até que não sobrem nem os farelos pra gente velar? Então, é o caso do filme aqui em questão.

Tia Rá já está com complexo, chocada, aterrorizada, com um sintoma de síndrome ou seria fobia, meu povo? dessa maneira porca vagabunda de filmar de Michael Bay, que outros diretores adotaram e que insistem em clonar até a gente não suportar mais. Porque Batalha de Los Angeles é um típico Michael Bay: explosões, explosões, explosões em detrimento de dramaticidade, de personagens, de roteiro. E mais explosões. Mas Batalha não é de Bay, é de Jonathan Liebesman, seu pupilo de outras épocas, o que só prova a minha tese de que diretores de aluguel medíocres estão se reproduzindo como pokemons em orgia por Hollywood - e pior, estão sendo produzidos por uma matriz imprestável.

Liebesman tem um jeito peculiar de dirigir o filme no entanto, diferente de sua matriz: ele suja a fotografia dele, deixa tudo acinzentado e porco tal qual sua direção. A montagem de video clipe confusa e a produção com ares de jogo para XBox deixa tudo picotado e enfumaçado, o que, na cabeça doentia dessa lesma, é para dar um clima de guerra suspense. Sacode a câmera do começo do filme ao final a ponto de que nós, pobres espectadores, ficamos nauseados, com tamanha falta de criatividade e por pouco entendermos o que se passa na tela a não ser.... explosões. A barulheira é infernal o tempo todo e os personagens são todos descartáveis. E não, o filme não tem roteiro. 

Em um filme "normal", quando temos ao menos meia hora para desenvolver todos os personagens - ou pelo menos o central -, Batalha resolve tudo em 5 minutos, começa com correria, apresentando um sem fim de personagens completamente desinteressantes. Não ajuda em nada o fato de que Aaron Eckhart estar no filme, um ator que não desperta simpatia e que a câmera de Liebesman não consegue focar com tanta gente desinteressante em cena e com tanto problema para ser resolvido (COM TANTA CORRERIA). Pior: a entrada de mais gente, como Michelle Rodriguez, não acrescenta em nada a trama a não ser mais gente para correr dos aliens que, pobres coitados como são, sofrem da mesma doença dos ETs de Roland Emmerich - aquela sina de explodirem tudo pela frente, mas aos poucos. 

Não sei o que daria para salvar dessa porcaria, mas acredito que a direção de arte  é talvez a parte mais bacana do filme, uma vez que recria cenários destruídos com perfeição. Tudo está revirado e sob escombros, carros abandonados e prédios  detonados. Mas é pouco diante de tanto desastre. Os efeitos especiais são porcos. Temos que suportar situações de patriotismo, de heroísmo  completamente deslocadas dentro do roteiro, e discussões patéticas antes daquele sacrifício básico dos soldados que vem acompanhado de.... EXPLOSÕES. E quando o menino chorando diz "fuzileiros não desistem", para depois sermos levados para uma discussão horrorosa e cagada de novela mexicana entre Aaron e o soldado, eu controlei minha linda massa encefálica para que o mesmo, cagado de ofensa, não tivesse um derrame.

Mais ainda, somos forçados a aturar a presença de um inimigo que não é desenvolvido e não causa medo. Sinto que os Predadores sentiriam vergonha pela total falta de personalidade e habilidade destas criaturas espalhafatosas e genéricas. Eles surgem antes do tempo, tirando todo o possível impacto que isso poderia causar se o roteiro do filme guardasse a revelação para mais adiante. De quebra, somos brindados com uma cena de atropelamento trash de um alien, uma autópsia de um ET como desculpa para mostrar nojeiras e chocar o espectador - o que não acontece, porque só deixa o filme com ares de trash - antes, percebam, de mais uma EXPLOSÃO. E, como não poderia deixar de ser tradição em um estilo Bay de filmar, uma trilha sonora vagabunda gritando nos nossos ouvidos o tempo inteiro. 

O final do filme só vem para nos brindar com o fracasso. Vagabundagem tem limite, né povo? Tamanha explosão só poderia resultar em uma bomba monumental.

Cotação: 0/5

Não sou obrigada, sorry. 
CA-BOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMM!!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A hora do espanto - 2011 (Fright Night 2011)





Título Original: Fright Night
Ano de lançamento: 2011
Direção: Craig Gillespie
Roteiro: Marti Noxon, Tom Holland (I)
Elenco: Colin Farrell, Toni Collete, Anton Yelchin
Sinopse: O veterano Charlie Brewster (Anton Yelchin) finalmente conseguiu o que queria: está com a turma mais popular e namorando a garota mais desejada de sua escola. Na verdade, ele está tão por cima que chega a desprezar seu melhor amigo. Mas os problemas começam quando Jerry (Colin Farrell) se muda para a casa ao lado. A princípio, ele parece um cara legal, mas há algo não muito certo – e todos, inclusive a mãe de Charlie (Toni Collette), não percebem. Depois de observar algumas atitudes bastante estranhas, Charlie chega a uma clara conclusão, Jerry é um vampiro em busca de presas no bairro. Incapaz de convencer alguém, Charlie precisa achar um meio de se livrar do monstro por conta própria nesta clássica comédia de terror dirigida por Craig Gillespie.

Por Jason

Estava passando pelo Youtube e acabei me deparando com este filme, que foi fracasso de público e crítica, e que eu estava ignorando por muito tempo - mas acabei, por curiosidade mórbida, conferindo. Vamos as considerações?


SOBE

O filme é uma baboseira sem tamanho, mas funciona como passatempo. Anton Yelchin convence como o adolescente que descobre que o vizinho é um vampiro e precisa matá-lo antes que ele acabe com sua vida, com a sua namorada e com sua mãe. É um ator, que, embora não seja um exemplo de talento dramático, é carismático. Há momentos interessantes, como a fuga da loira stripper de dentro do covil do vampiro. Collin Farrell é canastrissimo, mas parece se divertir com toda essa palhaçada. Aliás, só pelo fato de não vermos babaquices como vampiros que brilham com a luz do sol - e uma adolescente retardada interessada por um vampiro fada que disputa seu amor com um lobisomem bombado - já é um alívio absurdo. A direção de arte é boa, a fotografia também. Ah, e o filme passa rapidinho.

DESCE

Não sei se seria exigir demais de uma refilmagem de um trash como é a base deste filme, mas Toni Collete, uma atriz maiúscula  é completamente desperdiçada no roteiro e quase não tem o que fazer - o roteiro despacha sua personagem para uma cama de hospital e a esquece lá por um bom tempo - quando na verdade ela deveria representar o meio pelo qual o vizinho se aproximaria de Charlie e o atormentaria. 

O roteiro, aliás, é o item mais grave da produção. De repente, assim, de uma hora para outra, a mãe e a namorada de Charlie descobrem que o vizinho é um vampiro simplesmente porque ele.... explode a casa deles (?!). O espectador sente essa parte como uma das mais absurdas do filme, uma vez que ele vinha com um desenvolvimento interessante até aí. Após esse momento, o filme emenda uma sequência de fuga com carros com efeitos especiais vagabundos que termina de forma totalmente medíocre - e que demonstra que a direção não entende nada de ação. 

O amigo nerd de Charlie some logo no começo mordido pelo vampiro e volta tempos depois só para morrer - e para deixar em evidência a precariedade dos efeitos especiais do filme, a maquiagem tosca e os baldes de sangue de mentira usados na produção. Outros personagens, como os babacas da escola, que também são mordidos, também são irrelevantes, sumindo durante o filme e retornando ao final. 

direção, novamente ela, é preguiçosa e burocrática, fria e, no momento que precisa dar ao filme uma descarga de tensão, apela para trilha sonora ruidosa para fazer suspense. E David Tennant, que interpreta o Peter Vincent, um astro de Las Vegas que lida com um programa sobrenatural com o nome "A hora do espanto" não tem metade do carisma do velhinho bagaceira do original e faz aqui um personagem antipático.

Cotação: 1,5/5

O fracasso do filme não é culpa de Colin Farrell (pé frio do jeito que é, não me admira que Vingador do futuro tenha sido também um fracasso). É um filme descartável e sem nenhuma originalidade, que é superior tecnicamente ao original - óbvio... - mas sem a mesma aura do original.

Aperta o play e vá na fé!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Trilha Sonora Les Miserables - 2012


Por Tia Rá

Olha gente, tem certos trabalhos que a gente vê ou ouve no cinema que, tipo... parece que pedem para você destruir de tão paloso horrível que é, né? O caso aqui em questão é uma doença grave, uma anomalia, uma aberração auditiva que quase me deixou com surdez permanente, me causou náuseas e um princípio de AVC. 

Aliás, antes que venham aqui queimar a tia na fogueira em praça pública, não, não sou experiente no assunto; não, não vou mudar minha opinião - portanto, larguem de choradeira e comoção, meus bbs mutantes!; e não, eu não vi o filme ainda, mas meus ouvidos não são pinicos, ok? Tudo acertado com a tia então? Podemos seguir em frente? SEUS LYNDOS!

Então... Lá vai eu, linda e maravilhosa, atrás dessa trilha sonora. Filme musical e tals, expectativa a mil para ver o filme e ouvir a trilha - eu AMO musicais, adoro trilhas sonoras. Consegui a trilha via net e comecei a ouvi-la. Cheguei ao final com a sensação de que tinham jogado um balde de vômito em minha linda face - e eu não tinha visto o agressor para dar uma voadora de salto 15 na cara dele. Entenderam o recado? Risos diabólicos

Estou falando da trilha sonora CANTADA (ou qualquer coisa parecida com isso, ainda estou tentando descobrir....), a "Highlights from the motion picture". Ainda não conferi a instrumental (se é que essa porcaria tem uma instrumental). Falo desta, que reúne o elenco principal, com Anne Hathaway, Hugh Jackman, Russel Crowe, Amanda Seyfried e cia Ltda.

Não vou falar das letras das músicas, uma vez que todas as letras são bonitas, letras bastante conhecidas - de quem já tem intimidade com o musical, né produção? - e elas contam uma história "completa" como "um todo" na trilha sonora. O problema... terrível é a interpretação do elenco. Tia Rá se pergunta com os seus botões se não seria o caso de procurarem durante a produção, ao invés de atores com algum potencial para cantar, cantores que fossem capaz de atuar.

Eu me recordo agora de um monte de filmes musicais de sucesso - ou não. E fico pensando: faltou, em "Les Miserables", alguém que tivesse o estalo para a coisa, entende? Alguém que apontasse o dedo e dissesse "você não serve pra isso, caia fora daqui, bitch!!!". Quem raios nesse mundo acreditou que Anne Hathaway sabe-pode-consegue cantar "I dreamed a dream", pela glória do Senhor Meu Pai? Anne, gemendo e morrendo como o personagem pede no filme, soa, na trilha, como uma pobre duma codorna que tá botando um ovo de avestruz, entendem o que eu quero dizer? NÃO TEM ESPAÇO PRA PASSAR, GENTE! Susan Bolha, gata, ensina pra ela como se faz! Porque isso é uma tortura auditiva das melhores. Saravá MEU PAI!!!

Mas Anne é o menor dos problemas graves da trilha sonora. Amanda Sofrida cantando parece um pardal piando enlouquecidamente com dor de barriga. E só na cabeça de Russell Crowe ele é cantor, gente. No máximo, pra ele, um número musical num desenho flopado Disney - e mesmo assim, com muita boa vontade da Tia, tá, Ru? Russell tem uma voz horrível, embolada, grave e pesada. Ele não consegue sustentar nenhuma nota mais alta do que um sussurro. Em "Stars", que traz uma letra linda, reparem, Russell começa bem, mas a partir da metade, a música pede que ele suba as notas e o cara, sem potencial algum para a coisa, destrói completamente a canção com um berro no final como se fosse um bezerro desmamado O_O.

Em contrapartida, Hugh Jackman é um orgasmo sonoro. Embora ele se esprema e fique suando a camisa (ui...) para cantar "Suddenly" e duelar em "Look Down", Jackman parece ter mais habilidades nos vocais (aiinnn...) do que a maioria do filme. Vem cantar, vem sussurrar em minha casa, diliça!. E o resto, tia? O resto é o resto mesmo, sem importância alguma, amores. Mas nada é capaz de salvar a trilha da comparação de outras versões do musical e aí, povo, a coisa fica muito pior: ela termina soando como aquilo que acontece quando a gente espera o Luciano Pavarotti - e vem a Xuxa no lugar dele, entendem a situação?

Aí, depois chamam a tchia aqui de troll, né, gente... 

Cotação: 0/5

Tia Rá quase tem um derrame ouvindo esse desastre auditivo. Chuta que é macumba pesada.

Treco Lista

1. Hugh Jackman, Russell Crowe & Convicts - Look Down (2:22)
2. Hugh Jackman & Colm Wilkinson - The Bishop (1:35)
3. Hugh Jackman - Valjean's Soliloquy (3:19)
4. Hugh Jackman, Anne Hathaway, Factory Girls & Cast - At The End Of The Day (4:27)
5. Anne Hathaway - I Dreamed A Dream (4:38)
6. Hugh Jackman & Russell Crowe - The Confrontation (1:56)
7. Isabelle Allen - Castle On A Cloud (1:12)
8. Sacha Baron Cohen, Helena Bonham Carter & Cast - Master Of The House (4:52)
9. Hugh Jackman - Suddenly (2:33)
10. Russell Crowe - Stars (3:01)
11. Eddie Redmayne, Aaron Tveit & Students - ABC Cafe / Red and Black (4:22)
12. Amanda Seyfried, Eddie Redmayne & Samantha Barks - In My Life / A Heart Full of Love (3:13)
13. Samantha Barks - On My Own (3:12)
14. Cast Of Les Miserables - One Day More (3:40)
15. Eddie Redmayne, Daniel Huttlestone & Students - Drink With Me (1:42)
16. Hugh Jackman - Bring Him Home (3:38)
17. Students & Cast Of Les Miserables - The Final Battle (3:17)
18. Russell Crowe - Javert's Suicide (3:01)
19. Eddie Redmayne - Empty Chairs At Empty Tables (3:13)
20. Cast Of Les Miserables - Epilogue (6:20)



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O orfanato - 2007 (El Orfanato - 2007)

 
Título Original: El Orfanato 
Ano de lançamento: 2007
Direção: J.A. Bayona
Roteiro: Sergio G. Sánchez
Elenco: Belen Rueda, Geraldine Chaplin, Mabel Rivera
Sinopse: Laura (Belén Rueda) passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos, a quem considerava como se fossem seus irmãos e irmãs verdadeiros. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón, que passa a criar contos fantásticos. Entretanto à medida que os contos ficam mais estranhos Laura começa a desconfiar que há algo à espreita na casa.
 
 
 
Por Tia Rá

Olha gente, eu fico louca da vida quando eu vejo um filme que tem potencial, sabe.... mas alguém vem e atira o potencial no raio que o parta para me mandar uma produção que fica aquém do que se pode ter, e de brinde um final miserável de porco. Sim, eu tinha uma listinha aqui para fazer daqueles filmes que mandam um missil "OI???" no final - e você se sente como se tivesse tomado um tapa na sua cara e por lerdeza não tivesse como reagir, rs. Pelo menos foi assim que me senti quando vi O Orfanato e espero que meus bbs mutantes compartilhem da mesma ideia que eu se não... se não, não posso fazer nada por vocês, paciência, né? rs.
 
Enfim, me recomendaram, insistiram para que eu visse, eu falei com o Jason para que ele visse no meu lugar, ele se esquivou e lá fui eu ver o troço. Sabe, eu achei o filme interessante, como eu disse, a ideia é boa. O problema é mesmo o roteiro. O orfanato é todo cagado de toneladas de clichês do genero. É porta batendo, ruído de passos, sons de pessoas, de vozes, casa assombrada, menino deformado usando máscara (Jason, não desce pra o play!), um atropelamento de uma velha que fica toda esbagaçada alá filme de terror adolescente anos 90, trilha sonora batida, e tudo chapado de outros e mais outros e muitos outros filmes do gênero... enfim, mais do mesmo, uma salada nada imaginativa que a gente já viu em tudo quanto é canto por aí. A tira colo, a gente atura até uma velha parapsicologa medium cabocla - não sou eu, gente! Não me culpem -, que faz contato com o lado de lá e faz aquela cópia descarada de "Poltergeist" meets "Os outros" né gente.... falando sobre os mortos, com os mortos, sobre essa outra dimensão, sobre essa coisa toda e talzzzZZZZZZzzz... ROINC.

O filme embute aqui e ali aquele duelo entre ceticismo e crença, pouco desenvolvido, no entanto (o marido da mulher é cético, mas o roteiro esqueceu disso, deixando apenas uma linha de diálogo para tal). Mas Tia Rá dá a Cesar o que é de Augusto, né gente... O filme vale pelos atores - tem o "Sr Barriga" lá do Chaves em participação como o homem que guia a velha no outro plano - e a dupla principal se defende bem (Belen Rueda é a melhor e é a mais segura no papel). O diferencial aqui em relação a outras porcarias que todo ano são atiradas no cinema e na nossa cara sem que possamos nos defender é que a direção é regular, transmite segurança, sabe quando cortar ou quando enfatizar um momento de suspense com o que tem nas mãos (a cena em que a medium-cabocla-paranormal-macumbeira-mãe-de-santo faz contato com a gurizada gritando do outro lado é tensa). Outro ponto positivo é a parte técnica. Excetuando a trilha sonora ordinária e genérica, a fotografia do filme e a direção de arte são precisas na reconstituiçao do orfanato e do seu clima sombrio, sem contar os pontos escondidos da casa, salas fechadas, lugares ocultos nas paredes, etc.
 
Mas tem o pior, né gente? Então... o roteiro quer me dizer que os amigos da pobre Laura (Rueda) foram mortos quando pequenos e as almas dos guris ficaram presas ali no orfanato, como dizia a medium cabocla parapsicologa paranormal estranha e velha, "quando se tem um evento muito ruim, cria-se uma ferida ali que nao cicatriza" né... Mas o menino Simon, filho adotivo de Laura, brincando com o Tomas que era o menino deformado e rejeitado, caiu no porão e morreu ali no mesmo lugar que o Tomas. Aì, Laura descobriu o corpo do menino, foi lá, tomou aquelas pilulas, morreu e passou para o outro lado pra tomar conta da gurizada.

Tipo, é isso. É isso, gente. Só isso. O mistério é esse. FIM.

Alguém mata o roteirista, produção? Não sou obrigada, né? Grata.

Cotação: 2/5
A direção tem potencial, mas O orfanato é uma sucessão de clichês dificeis de suportar até pra mim, que sou tolerante hein....
 
Assista aqui, ó...
 
 
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