domingo, 9 de dezembro de 2012

10000 A C - 10.000 BC (2008)


Título Original: 10.000 B.C
Ano de lançamento: 2008
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich, Harald Kloser
Elenco: Camilla Belle, Steven Strait
Sinopse: D'Leh (Steven Strait) é um jovem caçador de mamutes, que se apaixonou por Evolet (Camilla Belle). Quando um bando de perigosos guerreiros a sequestra, D'Leh é obrigado a liderar um pequeno grupo de caçadores em uma expedição para resgatá-la.

Por Tia RáUl Seixas, nascida 10.000 anos atrás

Então, a tia gatchenha de vocês, meus amores, ficou encarregada de dar a extrema unção pra essa bomba de fedor total, esse despacho lançado sem dó nem piedade nas nossas vidas em 2008, chamado 10.000 A.C. WHY ME?! Esse povo do blog tá começando a me perseguir, só me dá essas pérolas para eu ver! Maldade com a véia, não tenho mais saúde pra isso, gente... 

Enfim... como eu ia dizendo... Essa coisa é dirigida pelo nosso queridíssimo aqui no blog só que não Roland Emmerich e que detém no tomatometer - do site Rotten Tomatoes - a incrível marca portentosa de 92 % de reprovação da crítica. Tem como não amar uma bagaça dessas, gente? Sim, isso existe. E você achando que o mundo não ia acabar né? ♥

Então, pega sua lança, faz "uga uga" e vamos caçar mamutes - ou esfolar o Emmerich, né gente, porque PQP, não aguento mais... - VEM COMIGO!

Up!

Up, o quê? Não upa nada nessa porcaria a não ser sua impaciência e a raiva por perder minutos preciosos de sua vida. Vá fazer as unhas, cortar os cabelos, passar creme no rosto, cuidar de sua beleza, querida, que você ganha mais. E você, rapaz, que caiu nessa zona de paraquedas... Vai jogar bola com os amigos, dar aquele corno na sua esposa chata que fica aí reclamando da sua pança, ajudar sua mamãe nas atividades domésticas, gato. Invente, tente, faça um fim do mundo diferente! AINDA DÁ TEMPO DE VIVER NOSSOS ÚLTIMOS MOMENTOS ANTES DO MUNDO ACABAR! Enfim, pense em qualquer coisa, mas siga os conselhos da tia. PASSE LONGE DISSO!

Penso que Emmerich deveria ser processado por existir, uma vez que presentou (OI?) o mundo do cinema com lixos como 2012, Godzilla, Independence Day, Dia depois de Amanhã... Mas tipo, Tia Rá é sensível a causa, né? O cara é responsável por Star Gate produçãoooo.... Cinema em casa, infância, essa coisa toda de remember (#Nanaburacão) que não me deixa ainda fazer uma magia do botão com minha amiga Sylvia Ganush para despachar o cidadão pro além. 

Down!

Desce, e desce direto para o inferno, bomba ordináriaaaaaa! 

10.000 AC é um filme que não tem sentido de existir. Não é engraçado, não é assustador, não é épico, não tem suspense, nadinha de nada. OMG, como classificar isso, então? É uma aberração cinematográfica! Emmerich parece chorar implorando para que essa coisa ganhe o título de pior filme de todos os tempos a cada frame executado, minha gente! Não sou obrigada, Emmerich. Cadê a dignidade?

Mal encenado, mal dirigido, com efeitos especiais toscos, 10.000 AC traz no lombo de seus mamutes digitalizados num PC 386 um narrador insuportável que teima debilmente em recitar o que acontece na tela e  uma saraivada de diálogos sofríveis - saca só a parada:

- Nós vamos pelas montanhas. 
- Mas eles vieram das montanhas! Eles podem ser demônios, eles podem voar! 
- Mas eu não vi asas neles! Então eles não podem voar! 

Cêjura, tia?! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Juro, porque meu útero sofria de dores toda vez que alguém abria a boca pra falar nessa porcaria! A coisa toda é desse naipe do começo ao fim. Temos que aturar esse herói retardado, conduzindo um filme que sai do nada para lugar nenhum. Só pra reforçar o que tia já disse... O filme não tem cenas de ação legais, não tem enredo interessante, não tem atores que se sobressaiam. Não tem nada de destaque. É uma encenação de um programa de história do Discovery Channel, só que aqui a coisa é de quinta categoria. 

A trama. Céus, a trama. COMOLIDAR?

O prólogo explica não só por cenas mas por narração OFF (porque o espectador do filme são crianças de sete anos, remember) que lá naquele período do homem das cavernas uma piriguete de olhos azuis é encontrada por uma tribo. Uma bruxa cabocla médium parapsicologa não me culpem, não sou eu tem uma conexão paranormal com o futuro depois de um rápido contato com a piriguete mirim (Mãe Dináh, socorre eu aqui). Aí, rola uma profecia tosca com a mãe véia do exu, que conta como a tribo se safará da fome e da destruição empregada por outra tribo montada em demônios de quatro patas (rórses em inglês, né Nana?). Enfim, corta tudo, entra em cena Camilla Belle e Steven Strait (é Istreiti, né, Nana?).

Ex caso amoroso de Emmerich (só isso explica a presença dessa anêmona no filme) Steven é um caso a parte. Inexpressivo como uma porta, coberto pelos figurinos e maquiagem de quinta, o cara se resume apenas a soletrar o diálogo do roteiro (???) enquanto mostra seu corpo desnudo e forma um par sem química com a outra porta do filme, Camomilla. Camomilla, por sua vez, com sua eterna cara de paquita da Xuxa, parece um zumbi, zanzando de um lado para outro usando lentes ordinárias de contato azuis. Bonita, mas flopada e péssima atriz, ela não consegue fazer com que nos importemos em nenhum momento com ela - pra mim ela tinha que morrer logo no começo mesmo pra trama ficar mais interessante. 

Ah, esse fiapo de trama foi criado pelo marido de Emmerich, Harald Roberta Kloser, responsável por outro lixo, 2012, e avança descontroladamente no tempo, com a bruxa tomando um choque de 220 volts conectada com o futuro (eu ri) enquanto os homens da tribo vão em busca da sequelada Olhos Azuis (Camomila) para encontrar a tribo que a raptou como uma escrava - e destruiu seu clã matando sua família - como explicou o narrador no começo, alguém lembra? Mas Emmerich é tão burro que subtrai essa sequência dramática essencial na trama - que deveria aparecer para o público embarcar no drama da piriguete: ele não mostra o sofrimento da menina e ela, como é inexpressiva, não consegue passar nada de emoção. Então... rola uma briga numas piramides seguindo, claro, muita destruição. Fim.

Da maquiagem, feita pela equipe da RedeTV, passando pelos figurinos pobres e a fotografia tosca vinda das encenações do programa Fala que eu te escuto, nada ajuda o filme. E tem os vícios de Emmerich, né... em fazer aqueles planos National Geographic cheio de paisagens digitais  achando ele que tá abafando e esquecendo que seu filme não tem peso dramático algum. Logo, não adianta paisagem fictícia estilo cartão postal, querido. Temos que aturar as desculpas esfarrapadas para mostrar seres pré históricos feitos em péssimo CGI, como mamutes e homens das cavernas correndo naquele fundo azul horroroso como um rito de passagem, tigre dentes de sabre que entra na trama e some apenas pra mostrar os efeitos, florestas no meio do nada e uma galinha vitaminada radioativa comedora de gente que grita que nem um guiné. 

Tamanho espetáculo trash só poderia auxiliar Emmerich a construir sua reputação como um dos piores diretores do planeta e sua eterna vontade e habilidade de destruir o mundo, a história do homem, a sua paciência - e, no bolo, todos os gêneros da ficção.

Cotação 0/5

Trash com certificado O horror, o horror de podreira atômica. CHUTA QUE É MACUMBA PESADA!

Um comentário:

  1. Não sei qual seu problema com Roland Emmerich, mas concordo que 10.000 B.C é um dos filmes mais fracos desse diretor, é portador de alguns problemas, porém mesmo assim eu gosto bastante desse filme, pois eu o assistir quando mais era criança, e até hoje gosto dele, uma coisa que é visível é que os efeitos especiais são muito bem feitos, é claro que as atuações e o roteiro são bem fracos, mas se o importante é conseguir ser divertido, então essa película consegue se sair bem nesse aspecto.

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