domingo, 23 de dezembro de 2012

A casa do espanto - 1986 (House - 1986)


Título Original: House
Ano de lançamento: 1986
Direção: Steve Miner
Roteiro: Ethan Wiley, Fred Dekker
Elenco: William Katt, Donald Willis, 
Sinopse: Roger Cobb (William Katt), é um veterano da guerra do Vietnã cuja carreira como escritor de histórias de horror, sofre uma reviravolta, quando misteriosamente seu filho Jimmy desaparece ao visitar a casa de sua tia. A obcecada procura por seu filho destruiu toda sua carreira como escritor e até mesmo seu casamento, mas agora, com a súbita morte de sua tia, ele retorna a casa onde seu pior pesadelo tem início. Os demoníacos seres que habitam a assustadora casa o forçam a enfrentar uma angustiante jornada ao passado, na qual ele reencontrará seu filho. Roger precisa combater as forças do mal que o assombraram por toda vida, a fim de salvar a ele e a seu filho da morte certa.


Por Jason

Tia Rá em uma participação especial

E continuo caçando essas podreiras dos anos 80, desta vez agora com um clássico trash sessão da tarde muito lembrado por fãs do gênero. A casa do espanto traz na bagagem tudo que transformou outros filmes em clássicos terrir e que  marcaram a infância de muita gente: um balde de clichês, trama ordinária, atuações canastrissimas, efeitos pobres, péssimo roteiro, direção horrível e uma trilha irritante e brega que atordoa o espectador toda vez que supostamente algo aterrorizante vai acontecer no filme. Tudo assinado por Roger Corman como um dos produtores. Não é o máximo, gente? Não, não é.

Sou fã de Corman e seu Carnossauro, um trash de última categoria que volta e meia passava na tv aberta em sessões do fim de semana. Mas aqui, a situação é diferente. Sai a criatividade e a diversão e o filme remenda uma trama em torno de Roger Cobb, que perdeu o filho na casa da tia. Depois que ela morre, ele volta para lá onde estranhos fatos acontecem. Disposto a descobrir o que há na casa, ele monta uma espécie de  tática militar - uma vez que é veterano de guerra do Vietnã  lembremos - para investigar a aparição dos monstros e fantasmas que povoam a residência deixada pela velha tia. Não satisfeito, decide que o melhor jeito de matar um fantasma ou aparição ou zumbi ou qualquer porcaria que seja é usando... uma arma!!!!

Auto retrato de nossa querida Lady Rá.
Difícil de engolir o fato de que William Katt, o Roger, é um veterano de guerra do Vietnã. Mas é de matar de rir mesmo o momento em que ele é surpreendido por um monstro de borracha do armário ou os cenários de plásticos da floresta asiática da guerra, com suas explosões de fumaça de quinta categoria e seus soldados que falam frases de efeito o tempo todo com diálogos escritos por uma criança de cinco anos. E a monstra bizarra feita de borracha, assassinada por objetos voadores, gente? E o que dizer da mão assassina mergulhada no sanitário? E a revelação final sobre o filho do personagem central? Céus! É bizarro. 

O tempo foi muito cruel com o filme. Se era divertido assistir a esse terrir quando pequeno, vê-lo hoje se tornou um martírio e um exercício de paciência: a montagem do filme é arrastada e Katt, uma especie de antepassado de Jesse Eisemberg, é simplesmente inexpressivo, sem carisma, sem talento e sem nenhuma capacidade dramática. É só fazer uma comparação com outro clássico podreira, "Uma noite alucinante" e ver como este ainda resiste em muitos aspectos em diversão comparado a concorrência. Que seja trash, mas ao menos um trash digno.

Eu. Só que não.
A vontade de fazer terror criando suspense em plena luz do dia e exibindo a precariedade da produção também não ajuda. O excesso de tosqueira, que deveria fazer o espectador dar boas gargalhadas, aqui prejudica a diversão. O resultado é horrível. Fraco, mal dirigido, mal produzido, pessimamente encenado, sem criatividade e entediante.

Cotação: 0/5

Lixo nuclear.


2 comentários:

  1. William Katt foi meu heroi de infancia na serie super heroi americano , o filme ta muito engraçado

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  2. Me desculpe a franqueza, mas você não entendi é nada de cinema.

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