segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A casa silenciosa - 2011 (Silent House - 2011)





Título Original: Silent House
Ano de lançamento: 2012 (Brasil)

Direção: Chris Kentis, Laura Lau
Roteiro: Gustavo Hernandez, Laura Lau
Elenco: 
Adam Barnett, 
Adam Trese, 
Elizabeth Olsen, 
Eric Sheffer Stevens 






Sinopse: Sarah e seu pai se hospedam em uma casa de fazendo no interior do Uruguai para reformá-la. Porém, de madrugada, Sarah começa a ouvir sons no andar de cima que vão aumentando até que seu pai decide subir para ver o que está acontecendo. A menina permanece sozinha no andar de baixo esperando o pai voltar. É a partir daí que o medo de Sarah começa.


Por Jason

A jovem Sarah (Elizabeth Olsen), seu pai John (Adam Trese) e seu tio Peter (Eric Sheffer Stevens) estão arrumando uma antiga da casa de campo da família, agora abandonada, no intuito de colocá-la à venda. Quando os dois homens entram em uma discussão, Peter resolve descansar e ir até a cidade, deixando Sarah e seu pai sozinhos na casa. Só que, aos poucos, fatos estranhos acontecem dentro do imóvel, deixando Sarah cada vez mais apavorada.

Como visto, o plot do filme não tem nada de original - é um filme de casa assombrada como muitos outros que aparecem todos os anos nos cinemas. Não vamos discutir aqui o fato de ser uma refilmagem - mais uma, entre milhares - que Hollywood já se habituou a fazer cada vez mais em menor tempo. O filme é uma refilmagem do uruguaio La Caza comandado pela direção de Mar Aberto e é filmado como se fosse num plano único, sem intervalos de montagem. O recurso (ou truque), embora não inovador, é eficiente em termos de continuidade porque provoca uma espécie de medo real em tempo real - para que nunca se saiba de onde virá o próximo susto. 

Ajuda a fotografia e o cenário da casa, um imóvel com um sem fim de quartos e corredores mal iluminados bagunçados, em que Sarah corre de um lado para outro tentando fugir sabe lá de quem ou o quê. Sem energia, com aspecto decadente, a casa é parte da trama e tem papel decisivo na criação do ambiente de horror presenciado pelo espectador. Eficaz também a forma como a direção conduz luzes pelo ambiente, ora mais próximas da protagonista, ora se afastando, de forma que o espectador vê apenas vultos e figuras disformes passando pelo cenário.

Mas, apesar do final impactante e revelador que pega o espectador de surpresa e que você não virá aqui porque não sou a aloprada da Tia Rá, A Casa Silenciosa começa fracassando pela escolha da protagonista, a insossa Elisabeth Olsen. Olsen, em determinados momentos da trama, parece rir como uma hiena ao invés de chorar, se espreme como se fosse botar um ovo em momentos de pavor e não consegue passar o drama e horror que a personagem pede. O momento da revelação final, em que a situação muda radicalmente, por pouco não perde seu poder pela sua ineficiência da atriz em transformar sua personagem em um atrativo a mais do filme - a casa parece mais interessante.

Joga contra o conjunto também o rápido começo da produção, uma deficiência do roteiro, em que a relação familiar é pouco desenvolvida e os personagens pouco explorados - e o personagem tio de Sarah é o mais prejudicado. Sem esse veículo, é difícil para o espectador torcer por ela e aceitá-la ao final. O filme também falha ao flertar com outros gêneros, principalmente com o sobrenatural - há um tipo de Samara e aparições que volta e meia surgem e cuja verdadeira natureza será revelada ao final - sem contar os outros clichês, como uso de sons de porta batendo, passos pela casa, pelo porão, trilha sonora subindo repentinamente e até uma polaroid que é usada como recurso de horror. 

Um festival de confusão e obviedades.

Cotação: 1,5/5

Vale pela curiosa forma de filmagem de câmera na mão sem cortes e pela revelação final.


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