domingo, 2 de dezembro de 2012

A Dama e o Vagabundo (1955)




Título Original: Lady and the Tramp
Ano: 1955
Direção: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske
Roteiro: Ward Greene, Erdman Penner, Joe Rinaldi, Ralph Wright, Don DaGradi, Joe Grant (conceito), Louis Pollock (não creditado)
Elenco de vozes: Larry Roberts, Barbara Luddy, Peggy Lee
Sinopse: Dama é uma cadelinha da raça cocker spaniel, que vive na mordomia e no acolhimento da casa de seus donos, a aristocrata "Querida" e seu esposo. Ela sempre recebeu carinho e tudo que queria, só que com Querida grávida, ela começa a se sentir em segundo plano. É justamente nessa fase que ela conhece Vagabundo. Ele é um cachorro de rua, vira-lata e que tem se virar para sobreviver. Até que um dia a dona de Dama viaja e deixa o bebê recém-nascido sob os cuidados de Tia Sarah, uma mulher que tem dois malvados gatos siameses. Eles armam uma tremenda confusão e culpam a cadelinha, que para se proteger tem de fugir. Dama então se perde na cidade, e vai depender da ajuda de Vagabundo para sobreviver e também para voltar aos seus donos humanos.

Por Lady Rá

Um verdadeiro clássico do cinema é aquele que resiste ao tempo e continua a encantar gerações. Um belo exemplo é a animação da Disney, A Dama e o Vagabundo, lançado em 1955. Mas o que tem essa história que sem mantém viva até hoje? Os temas abordados como as diferenças de classe, o amor em família, o valor de um verdadeiro lar, são atemporais. Dama é uma cachorrinha de raça que desde pequena foi criada no conforto de um lar. Ela é amada por seus donos e faz tudo por eles. Quando descobre que eles terão um filho, ela começa a se sentir abandonada. Mas quando o bebê nasce ela percebe que continua a ser parte daquela família e faz de tudo para protegê-la. Sua vida tranqüila vira de cabeça para baixo durante uma viagem de seus donos, ela e o bebê ficam aos cuidados de Tia Sarah, uma senhora intransigente que não entende o valor que a cadelinha tem naquela família. Assim ela acaba fugindo e conhecendo um cão vira-lata que sempre viveu nas ruas.

O que torna A dama e o vagabundo tão interessante é a excelente construção do roteiro, a narrativa se desenvolve com calma, de modo que os personagens centrais possam ser bem desenvolvidos, mas sem jamais se tornar arrastado. Os personagens são carismáticos e o público rapidamente se envolve com eles. Mas não se trata apenas de uma história infantil sobre animaizinhos simpáticos, A Dama e o Vagabundo vai além, ensinando para as crianças (e porque não, para os adultos?) que a posição social não é o mais importante. Na história os cachorros com lar usam uma coleira, Aquele acessório, na visão de alguns, simbolizava a responsabilidade, para outros mostrava a diferença entre os ricos e os pobres. Isso pode ser percebido pela reação dos cachorros aprisionados no canil para onde a Dama é levada em certo momento do filme.

É impossível não se encantar pela Dama, acompanhando seu crescimento e sua devoção aos donos. Algumas cenas chegam a comover, como o momento em que ela conhece finalmente o bebê do casal, ou quando tenta impedir seus donos de viajarem pensando que eles deixarão o filho sozinho.  E chega a ser empolgante ver a cadelinha tentando proteger a casa e o bebê dos gatos malvados da Tia Sarah. Mas divertido mesmo é acompanhar as aventuras da Dama e do Vagabundo pela cidade. Não há nada de mais belo no filme do que a clássica cena do jantar italiano do casal de cachorrinhos. Tudo acompanhado por uma trilha sonora espetacular.

O desfecho, que com certeza era o esperado por todos, reforça a mensagem transmitida ao longo do filme: o amor da família, a amizade e a lealdade são os sentimentos mais importantes. Um verdadeiro clássico!

Cotação: 5/5

Clássico absoluto da era de ouro da Disney, que continuará encantando gerações.

O filme está disponível no youtube:


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