sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A hora do espanto - 2011 (Fright Night 2011)





Título Original: Fright Night
Ano de lançamento: 2011
Direção: Craig Gillespie
Roteiro: Marti Noxon, Tom Holland (I)
Elenco: Colin Farrell, Toni Collete, Anton Yelchin
Sinopse: O veterano Charlie Brewster (Anton Yelchin) finalmente conseguiu o que queria: está com a turma mais popular e namorando a garota mais desejada de sua escola. Na verdade, ele está tão por cima que chega a desprezar seu melhor amigo. Mas os problemas começam quando Jerry (Colin Farrell) se muda para a casa ao lado. A princípio, ele parece um cara legal, mas há algo não muito certo – e todos, inclusive a mãe de Charlie (Toni Collette), não percebem. Depois de observar algumas atitudes bastante estranhas, Charlie chega a uma clara conclusão, Jerry é um vampiro em busca de presas no bairro. Incapaz de convencer alguém, Charlie precisa achar um meio de se livrar do monstro por conta própria nesta clássica comédia de terror dirigida por Craig Gillespie.

Por Jason

Estava passando pelo Youtube e acabei me deparando com este filme, que foi fracasso de público e crítica, e que eu estava ignorando por muito tempo - mas acabei, por curiosidade mórbida, conferindo. Vamos as considerações?


SOBE

O filme é uma baboseira sem tamanho, mas funciona como passatempo. Anton Yelchin convence como o adolescente que descobre que o vizinho é um vampiro e precisa matá-lo antes que ele acabe com sua vida, com a sua namorada e com sua mãe. É um ator, que, embora não seja um exemplo de talento dramático, é carismático. Há momentos interessantes, como a fuga da loira stripper de dentro do covil do vampiro. Collin Farrell é canastrissimo, mas parece se divertir com toda essa palhaçada. Aliás, só pelo fato de não vermos babaquices como vampiros que brilham com a luz do sol - e uma adolescente retardada interessada por um vampiro fada que disputa seu amor com um lobisomem bombado - já é um alívio absurdo. A direção de arte é boa, a fotografia também. Ah, e o filme passa rapidinho.

DESCE

Não sei se seria exigir demais de uma refilmagem de um trash como é a base deste filme, mas Toni Collete, uma atriz maiúscula  é completamente desperdiçada no roteiro e quase não tem o que fazer - o roteiro despacha sua personagem para uma cama de hospital e a esquece lá por um bom tempo - quando na verdade ela deveria representar o meio pelo qual o vizinho se aproximaria de Charlie e o atormentaria. 

O roteiro, aliás, é o item mais grave da produção. De repente, assim, de uma hora para outra, a mãe e a namorada de Charlie descobrem que o vizinho é um vampiro simplesmente porque ele.... explode a casa deles (?!). O espectador sente essa parte como uma das mais absurdas do filme, uma vez que ele vinha com um desenvolvimento interessante até aí. Após esse momento, o filme emenda uma sequência de fuga com carros com efeitos especiais vagabundos que termina de forma totalmente medíocre - e que demonstra que a direção não entende nada de ação. 

O amigo nerd de Charlie some logo no começo mordido pelo vampiro e volta tempos depois só para morrer - e para deixar em evidência a precariedade dos efeitos especiais do filme, a maquiagem tosca e os baldes de sangue de mentira usados na produção. Outros personagens, como os babacas da escola, que também são mordidos, também são irrelevantes, sumindo durante o filme e retornando ao final. 

direção, novamente ela, é preguiçosa e burocrática, fria e, no momento que precisa dar ao filme uma descarga de tensão, apela para trilha sonora ruidosa para fazer suspense. E David Tennant, que interpreta o Peter Vincent, um astro de Las Vegas que lida com um programa sobrenatural com o nome "A hora do espanto" não tem metade do carisma do velhinho bagaceira do original e faz aqui um personagem antipático.

Cotação: 1,5/5

O fracasso do filme não é culpa de Colin Farrell (pé frio do jeito que é, não me admira que Vingador do futuro tenha sido também um fracasso). É um filme descartável e sem nenhuma originalidade, que é superior tecnicamente ao original - óbvio... - mas sem a mesma aura do original.

Aperta o play e vá na fé!

Um comentário:

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