sábado, 29 de dezembro de 2012

Invasão do mundo - Batalha de Los Angeles (2011)



Título Original: Battle: Los Angeles
Ano de lançamento: 2011
Direção: Jonathan Liebesman
Roteiro: Chris Bertolini
Elenco: Aaron Eckhart, Bridget Moynahan, Michelle Rodriguez
Sinopse: Battle: Los Angeles conta a história de um sargento da Marinha (Aaron Eckhart) e seu novo pelotão em batalha contra uma invasão alienígena nas ruas de Los Angeles. 



Por Tia Rá.

Eu tinha falado em um post dias atrás daqueles filmes que pedem para que sejam impiedosamente massacrados. Sabe aquelas produções que imploram para serem detonadas pela crítica e pelo público, até que não sobrem nem os farelos pra gente velar? Então, é o caso do filme aqui em questão.

Tia Rá já está com complexo, chocada, aterrorizada, com um sintoma de síndrome ou seria fobia, meu povo? dessa maneira porca vagabunda de filmar de Michael Bay, que outros diretores adotaram e que insistem em clonar até a gente não suportar mais. Porque Batalha de Los Angeles é um típico Michael Bay: explosões, explosões, explosões em detrimento de dramaticidade, de personagens, de roteiro. E mais explosões. Mas Batalha não é de Bay, é de Jonathan Liebesman, seu pupilo de outras épocas, o que só prova a minha tese de que diretores de aluguel medíocres estão se reproduzindo como pokemons em orgia por Hollywood - e pior, estão sendo produzidos por uma matriz imprestável.

Liebesman tem um jeito peculiar de dirigir o filme no entanto, diferente de sua matriz: ele suja a fotografia dele, deixa tudo acinzentado e porco tal qual sua direção. A montagem de video clipe confusa e a produção com ares de jogo para XBox deixa tudo picotado e enfumaçado, o que, na cabeça doentia dessa lesma, é para dar um clima de guerra suspense. Sacode a câmera do começo do filme ao final a ponto de que nós, pobres espectadores, ficamos nauseados, com tamanha falta de criatividade e por pouco entendermos o que se passa na tela a não ser.... explosões. A barulheira é infernal o tempo todo e os personagens são todos descartáveis. E não, o filme não tem roteiro. 

Em um filme "normal", quando temos ao menos meia hora para desenvolver todos os personagens - ou pelo menos o central -, Batalha resolve tudo em 5 minutos, começa com correria, apresentando um sem fim de personagens completamente desinteressantes. Não ajuda em nada o fato de que Aaron Eckhart estar no filme, um ator que não desperta simpatia e que a câmera de Liebesman não consegue focar com tanta gente desinteressante em cena e com tanto problema para ser resolvido (COM TANTA CORRERIA). Pior: a entrada de mais gente, como Michelle Rodriguez, não acrescenta em nada a trama a não ser mais gente para correr dos aliens que, pobres coitados como são, sofrem da mesma doença dos ETs de Roland Emmerich - aquela sina de explodirem tudo pela frente, mas aos poucos. 

Não sei o que daria para salvar dessa porcaria, mas acredito que a direção de arte  é talvez a parte mais bacana do filme, uma vez que recria cenários destruídos com perfeição. Tudo está revirado e sob escombros, carros abandonados e prédios  detonados. Mas é pouco diante de tanto desastre. Os efeitos especiais são porcos. Temos que suportar situações de patriotismo, de heroísmo  completamente deslocadas dentro do roteiro, e discussões patéticas antes daquele sacrifício básico dos soldados que vem acompanhado de.... EXPLOSÕES. E quando o menino chorando diz "fuzileiros não desistem", para depois sermos levados para uma discussão horrorosa e cagada de novela mexicana entre Aaron e o soldado, eu controlei minha linda massa encefálica para que o mesmo, cagado de ofensa, não tivesse um derrame.

Mais ainda, somos forçados a aturar a presença de um inimigo que não é desenvolvido e não causa medo. Sinto que os Predadores sentiriam vergonha pela total falta de personalidade e habilidade destas criaturas espalhafatosas e genéricas. Eles surgem antes do tempo, tirando todo o possível impacto que isso poderia causar se o roteiro do filme guardasse a revelação para mais adiante. De quebra, somos brindados com uma cena de atropelamento trash de um alien, uma autópsia de um ET como desculpa para mostrar nojeiras e chocar o espectador - o que não acontece, porque só deixa o filme com ares de trash - antes, percebam, de mais uma EXPLOSÃO. E, como não poderia deixar de ser tradição em um estilo Bay de filmar, uma trilha sonora vagabunda gritando nos nossos ouvidos o tempo inteiro. 

O final do filme só vem para nos brindar com o fracasso. Vagabundagem tem limite, né povo? Tamanha explosão só poderia resultar em uma bomba monumental.

Cotação: 0/5

Não sou obrigada, sorry. 
CA-BOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMM!!!!

Um comentário:

  1. Ruim... pensa no arrependimento a hora que vi isso. Não sei o que me dá mais raiva: se é a (falta de) história ou o discurso "heroico nacionalista ufanista bairrista" desses marines. Sei lá, esse filme parece mais uma campanha de marketing do exército americano pra recrutar jovens...
    "Já subjugamos na guerra alemães, soviéticos, árabes... o que podemos fazer agora? Já sei, ETs!!"

    ResponderExcluir

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...