sábado, 22 de dezembro de 2012

Larry Crowne – O amor está de volta (2011)




Título Original: Larry Crowne
Ano: 2011
Direção: Tom Hanks
Roteiro: Tom Hanks e Nia Vardalos
Elenco: Tom Hanks, Julia Roberts, Bryan Cranston, Rita Wilson
Sinopse: Larry Crowne (Tom Hanks) trabalha há anos em uma loja, onde já foi escolhido por nove vezes como o funcionário do mês. Um dia, para sua surpresa, ele é demitido por não ter curso superior. Precisando recomeçar do zero, ele resolve se matricular na faculdade. Um dos cursos que realiza é o de oratório, ministrado por Mercedes Tainot (Julia Roberts), que está desanimada devido ao desinteresse dos alunos por sua matéria. A vida na faculdade faz com que Larry ganhe novos amigos, mude seu estilo de vida e se aproxime, cada vez mais, de Mercedes.

Por Lady Rá


Larry Crowne foi um fracasso de bilheteria e não foi bem recebido pela crítica. Mas se bilheteria fosse sinônimo de qualidade, "A Saga Crepúsculo" seria uma obra-prima. E se a crítica realmente ditasse o que o público deve ou não assistir a mesma saga não seria nenhum sucesso de público. Há vários motivos que levam um filme a ser bem sucedido ou não. Mas uma coisa pode ser considerada como fato: hoje em dia, não basta ter um grande astro no elenco de um filme para que este seja um sucesso. Tom Hanks e Júlia Roberts já não são mais garantia de sucesso de público. Os tempos mudaram, o cinema mudou de certa forma e o público mudou. Aonde quero chegar com tudo isso?     É que alguns críticos associaram o mau desempenho do filme nas bilheterias a sua suposta má qualidade. Mas não é bem assim. Larry Crowne está longe de ser um filme ruim, mas também está longe de ser excelente. Com certeza é melhor do que qualquer filme da Saga Crepúsculo (a comparação é estranha, eu sei, mas digo isso para reforçar a ideia de que que o sucesso ou fracasso de um filme pode ser muito relativo).

Larry Crowne, personagem título do filme que é produzido, escrito, dirigido e estrelado por Tom Hanks (um dos maiores astros do cinema de todos os tempos na minha opinião), é um amável gerente de supermercado que é demitido depois de vários anos trabalhando naquele lugar,  mesmo sendo um funcionário exemplar. O motivo? Ele não fez faculdade. Divorciado e endividado, Larry procura se virar como pode. Ele se matricula numa faculdade comunitária, arruma um emprego como cozinheiro de um restaurante, devido a sua experiência como cozinheiro da marinha e começa a vender suas coisas. Nessa nova fase Larry vai se envolver com a amargurada professora de oratória, Mercedes (Julia Roberts), que passa por uma crise no casamento. Além disso, ele faz amizade com uma colega de faculdade mais jovem que tem uma turma que gosta de andar de scooter pela cidade. E embora Julia Roberts seja a protagonista feminina e atue com competência, o que torna o filme mais agradável e justamente acompanhar a adaptação de Larry ao universo dos jovens.

O filme se passa no contexto da crise econômica nos EUA, mas não senti que Hanks tenha tido a intenção de fazer uma crítica social (e se foi a intenção dele, não funcionou bem), no máximo ele dá algumas pinceladas do assunto no roteiro. E tão pouco se trata de uma simples comédia romântica, embora o romance esteja presente. Larry Crowne funciona mais como a jornada de autoconhecimento de um homem que, numa certa altura da vida, descobre que sempre há novas possibilidades. O fracasso do filme com o público talvez de deva pelo estilo “anos noventa”, período em que Tom Hanks esteve no auge da carreira. Por mais que ele faça referências à crise econômica ou às redes sociais como facebook e twitter, o filme parece datado em estilo, pois Larry Crowne soa mais uma agradável comédia dos bons tempos de Sessão da Tarde, com seus velhos clichês e estereótipos.

Com a velha e boa mensagem de que nunca é tarde para encontrar a felicidade, Larry Crowne é um filme que tem “o jeitinho Tom Hanks de ser”. Talvez o seu conceito esteja um pouco fora de moda, para os padrões dos dias de hoje, mas isso não o torna menos agradável. O filme não é uma obra-prima e muito menos uma bomba. A direção de Tom Hanks não mostra nada de excepcional, mas é cuidadosa. O resultado é um filme divertido, sobre um homem que precisou se redescobrir. Um  passatempo inofensivo e nada mais.

Cotação: 3/5

Os astros Tom Hanks e Júlia Roberts são capazes de mais do que isso? Sem dúvida! Mas qual é o problema em fazer um filme despretensioso de vez em quando? 


TRAILER


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