quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O orfanato - 2007 (El Orfanato - 2007)

 
Título Original: El Orfanato 
Ano de lançamento: 2007
Direção: J.A. Bayona
Roteiro: Sergio G. Sánchez
Elenco: Belen Rueda, Geraldine Chaplin, Mabel Rivera
Sinopse: Laura (Belén Rueda) passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos, a quem considerava como se fossem seus irmãos e irmãs verdadeiros. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón, que passa a criar contos fantásticos. Entretanto à medida que os contos ficam mais estranhos Laura começa a desconfiar que há algo à espreita na casa.
 
 
 
Por Tia Rá

Olha gente, eu fico louca da vida quando eu vejo um filme que tem potencial, sabe.... mas alguém vem e atira o potencial no raio que o parta para me mandar uma produção que fica aquém do que se pode ter, e de brinde um final miserável de porco. Sim, eu tinha uma listinha aqui para fazer daqueles filmes que mandam um missil "OI???" no final - e você se sente como se tivesse tomado um tapa na sua cara e por lerdeza não tivesse como reagir, rs. Pelo menos foi assim que me senti quando vi O Orfanato e espero que meus bbs mutantes compartilhem da mesma ideia que eu se não... se não, não posso fazer nada por vocês, paciência, né? rs.
 
Enfim, me recomendaram, insistiram para que eu visse, eu falei com o Jason para que ele visse no meu lugar, ele se esquivou e lá fui eu ver o troço. Sabe, eu achei o filme interessante, como eu disse, a ideia é boa. O problema é mesmo o roteiro. O orfanato é todo cagado de toneladas de clichês do genero. É porta batendo, ruído de passos, sons de pessoas, de vozes, casa assombrada, menino deformado usando máscara (Jason, não desce pra o play!), um atropelamento de uma velha que fica toda esbagaçada alá filme de terror adolescente anos 90, trilha sonora batida, e tudo chapado de outros e mais outros e muitos outros filmes do gênero... enfim, mais do mesmo, uma salada nada imaginativa que a gente já viu em tudo quanto é canto por aí. A tira colo, a gente atura até uma velha parapsicologa medium cabocla - não sou eu, gente! Não me culpem -, que faz contato com o lado de lá e faz aquela cópia descarada de "Poltergeist" meets "Os outros" né gente.... falando sobre os mortos, com os mortos, sobre essa outra dimensão, sobre essa coisa toda e talzzzZZZZZZzzz... ROINC.

O filme embute aqui e ali aquele duelo entre ceticismo e crença, pouco desenvolvido, no entanto (o marido da mulher é cético, mas o roteiro esqueceu disso, deixando apenas uma linha de diálogo para tal). Mas Tia Rá dá a Cesar o que é de Augusto, né gente... O filme vale pelos atores - tem o "Sr Barriga" lá do Chaves em participação como o homem que guia a velha no outro plano - e a dupla principal se defende bem (Belen Rueda é a melhor e é a mais segura no papel). O diferencial aqui em relação a outras porcarias que todo ano são atiradas no cinema e na nossa cara sem que possamos nos defender é que a direção é regular, transmite segurança, sabe quando cortar ou quando enfatizar um momento de suspense com o que tem nas mãos (a cena em que a medium-cabocla-paranormal-macumbeira-mãe-de-santo faz contato com a gurizada gritando do outro lado é tensa). Outro ponto positivo é a parte técnica. Excetuando a trilha sonora ordinária e genérica, a fotografia do filme e a direção de arte são precisas na reconstituiçao do orfanato e do seu clima sombrio, sem contar os pontos escondidos da casa, salas fechadas, lugares ocultos nas paredes, etc.
 
Mas tem o pior, né gente? Então... o roteiro quer me dizer que os amigos da pobre Laura (Rueda) foram mortos quando pequenos e as almas dos guris ficaram presas ali no orfanato, como dizia a medium cabocla parapsicologa paranormal estranha e velha, "quando se tem um evento muito ruim, cria-se uma ferida ali que nao cicatriza" né... Mas o menino Simon, filho adotivo de Laura, brincando com o Tomas que era o menino deformado e rejeitado, caiu no porão e morreu ali no mesmo lugar que o Tomas. Aì, Laura descobriu o corpo do menino, foi lá, tomou aquelas pilulas, morreu e passou para o outro lado pra tomar conta da gurizada.

Tipo, é isso. É isso, gente. Só isso. O mistério é esse. FIM.

Alguém mata o roteirista, produção? Não sou obrigada, né? Grata.

Cotação: 2/5
A direção tem potencial, mas O orfanato é uma sucessão de clichês dificeis de suportar até pra mim, que sou tolerante hein....
 
Assista aqui, ó...
 
 

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Análise interessante, mas discordo de alguns pontos. Achei o filme maravilhoso. Muito melhor que a tonelada de bagaceiras que são lançadas constantemente por Hollywoooodsonnnnn...
    A parte do jogo de esconde esconde que Laura faz, para "invocar" os fantasminhas, foi de arrepiar. Quase me mijei nas calças!
    E o seu barriga foi demais, kkkkkk.
    Nessa mesma linha, Tia Rá, tu já assistiu Os Olhos de Júlia? Se não, fica a dica, dá uma olhada.

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    Respostas
    1. Oi, gatãooooo!

      Sim, o filme é muito melhor mesmo que muita bagaceira por aí rsrs. Mas, na humilde opinião dessa velhinha aqui, ainda é um amontoado de clichês e de coisas recicladas de outros filmes, infelizmente. Ah, a brincadeira para invocar a gurizada realmente foi interessante e tensa. Tia Rá ficou toda CAGADA!

      Ainda não assisti os Olhos de Julia, mas já ouvi falar nele, creio que ele estava na minha fila de downloads... hummm... vou procurar, obrigado pela dica!!!

      Bjs,

      Tia Rá

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