domingo, 30 de dezembro de 2012

Poder Sem Limites - 2012 (Chronicle - 2012)



Título Original: Chronicle
Ano de lançamento: 2012
Direção: Josh Trank
Roteiro: Max Landis, Josh Trank
Elenco: Dane DeHaan, Alex Russell, 
Michael B. Jordan, 
Michael Kelly

Sinopse: 
A história do filme fala de um jovem chamado Andrew (DeHaan), seu primo Matt (Russell) e seu colega de escola Steve (Jordan), que juntos adquirem uma habilidade paranormal conhecida como telecinese após entrarem em contato com um objeto desconhecido. O trio passa a utilizar suas novas habilidades para obter ganhos pessoais, até que Andrew decide usar seu poder para fins obscuros. 




Por Jason

Eu confesso que me surpreendi um pouco com esse filme, de realização interessante e um roteiro curioso. Logo no começo, sabemos que o personagem principal Andrew tem uma vida desestruturada e sua melhor companhia é uma filmadora. O rapaz se detesta por ser quem ele é, tem que conviver com o pai alcoólatra, uma mãe doente em estado terminal que a família não tem dinheiro para cuidar, o fato de ser rejeitado por todo mundo e de sofrer bullyng na escola. E quando ele tem a oportunidade de acertar as coisas - quando ele desenvolve poderes depois de encontrar um artefato estranho, com o seu primo e um amigo - as coisas fogem de controle. 

O roteiro traz aquela questão de que todo poder dado a nós reflete quase que obrigatoriamente numa responsabilidade que muitos não podem ou não estão dispostos a assumir. O personagem começa a perder o domínio sobre seus poderes, ignorando os novos amigos e se vingando dos que o fazem mal, aqui e ali, até chegar o ponto de cometer delitos que vão culminar na cena de confronto e fuga da terceira parte da produção. 

Os efeitos especiais são o básico e nem sempre funcionam - não esperem um festival deles: as cenas de voo onde foram usadas fundo azul lembram efeitos baratos feitos para a TV e as sequências de ação são deixadas para o confronto final entre dois dos personagens - é onde mais se usam efeitos, além das citadas cenas de voos. Achei curiosas algumas posições de câmeras, muito criativas. O filme brinca o tempo todo com diversos pontos de vistas de câmeras dos cenários, seja na filmagem "câmera na mão" do personagem, no começo do filme, até quando o mesmo passa a usar seus poderes para manter as câmeras em posições diferentes, inclusive com voos e acrobacias. 

Quando a ação começa na terceira parte, o diretor começa a transferir as imagens do que acontece para outras câmeras, seja as de segurança do hospital, dos prédios  dos carros de polícia, helicópteros ou dos celulares das testemunhas. É uma forma do espectador se tornar testemunha de tudo e é também uma maneira econômica e criativa de fazer filme. No campo de atuação, porém, o filme é péssimo. Todos os atores são ruins, com exceção dos pais do personagem principal que não comprometem. Alex Russell, que como o primo do rapaz faz o contraponto à sua falta de controle, é um desastre em cena e não consegue segurar a atenção nem despertar empatia. O mesmo vale para os coadjuvantes, da loira do Blog até o garoto negro popular da escola, o Steven (Michael B Jordan), todos eles não demonstram entendimento em atuação nem melhor capacidade dramática. 

Outro ponto que pesa contra está no roteiro. Embora ele estabeleça bem o personagem central - seu relacionamento turbulento com o pai e mais atencioso com a mãe, - e a descoberta dos poderes, a maior parte do filme se passa com os rapazes testando suas novas habilidades e a escondendo, ou arranjando maneiras de desenvolverem (enquanto têm hemorragias pelo nariz e parecem ligados uns aos outros). É uma espécie de primeiro episódio de Heroes, o que deixa a produção com cara de "filme de origem" de super heróis. Seria um problema contornável, não ficasse evidente a falta de atores melhores e atuações mais dignas, que faz Poder sem Limites carecer de dramaticidade e terminar não sendo tudo aquilo que poderia ser. 

Cotação: 3/5

Não é a redenção, mas vale uma conferida nem que seja pela forma curiosa e criativa de filmar da direção usando diversos pontos de vistas de câmeras do cenário.

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