quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Procura-se um amigo para o fim do mundo (2012)




Título Original: Seeking a Friend for the End of the World 
Ano: 2012 

Direção: Lorene Scafaria 
Roteiro: Lorene Scafaria 
Elenco: Steve Carell, Keira Knightley, Adam Brody, Rob Corddry, Gillian Jacobs, Melanie Lynskey, William L. Petersen. 
Sinopse: Dodge (Carell) foi abandonado pela esposa após descobrir que um meteoro se chocará com a Terra em um curto espaço de tempo. Seus planos de viver alguns dias de amor enquanto o fim se aproxima começam a se realizar, quando ele se aproxima de sua vizinha (Keira Knightley), que se convida a participar da - antes solitária - jornada, carregando nada além de seus discos favoritos.

Por Lady Rá

Você já se interessou em ver um filme só porque achou o título legal? Pois então, foi o que me levou a conferir “Procura-se um amigo para o fim do mundo”. Lendo a sinopse, percebi que se tratava de um gênero que eu curto bastante: dramédia/comédia dramática, ou seja, filme que trata de um assunto sério com leveza e humor. No longa, um meteoro vai colidir com a Terra em 21 dias. E este é o tempo que Dodge (Steve Carrel) e Penny (Keira Knightley) tem para acertarem as contas com o passado. Os dois são vizinhos que nunca se encontraram, mas com o mundo na iminência do fim, eles acabam se conhecendo por acaso e fogem juntos durante uma confusão no bairro deles, apenas com a roupa do corpo, um cachorro adotado por Dodge e alguns discos de Penny. Assim, eles acabam ficando cada vez mais próximos e juntos decidem procurar aquelas pessoas que são mais importantes para eles. Dodge quer encontrar um antigo amor e Penny voltar para sua família. O plot é bacana e poderia render um filme tocante e divertido, porém isso não acontece.

Sobe

Não sou grande fã de Keira Knightley, mas aqui ela se esforça. E apesar do seu visual de espantalho de horta e de soar um pouco forçada com suas caras e bocas, é uma grata surpresa vê-la interpretando uma personagem cômica e diferente das mocinhas de época de filmes excessivamente dramáticos que ela costuma fazer. Sua química com Steve Carrel é ótima e os dois seguram bem o filme (ele mais do que ela). Steve, por sua vez, embora faça a linha “apático”, não deixa de estar envolvente no filme, de modo que se torna uma experiência agradável acompanhar sua trajetória. Além disso, o longa tem um bom acabamento, a fotografia é realmente elegante e a trilha sonora é excelente, as canções parecem terem sido escolhidas a dedo.

Desce

O problema é que isso não basta para que o filme seja bom, pois ele carece do elemento principal: uma trama consistente. O argumento inicial é interessante, pois a ideia de mostrar o relacionamento de duas pessoas aparentemente perdidas nos dias que antecedem o fim do mundo poderia render bastante uma boa reflexão. O problema é que a roteirista/diretora Lorene Scafaria parece ter perdido o controle deu seu próprio filme, como um motorista que dirige embriagado. O filme não se estabelece nem como comédia ou drama, ou como comédia romântica ou road-movie, pois flerta com vários estilos sem focar em qualquer um deles. Penny e Dodge passam o filme inteiro se metendo em situações bizarras e algumas até patéticas, que são simplesmente jogadas no roteiro, sem nenhuma conexão com o resto. A ideia de fim do mundo se perde no meio do caminho de forma que por alguns momentos até esquecemos o que levou os protagonistas àquela situação.

O roteiro tem inúmeras passagens e personagens desnecessários, como o ex-namorado de Penny ou o seu amigo colecionador de armas. Colocar personagens esquisitos com atitudes estranhas ou patéticas na clara (e forçada) tentativa  de fazer humor não basta para que um filme seja divertido. E isso em nada contribui para a narrativa do filme ou para evolução dos personagens principais. Outro exemplo é aquele momento em que Dodge se encontra numa festa de amigos, onde todo mundo quer se drogar porque o mundo vai acabar. E se Penny viaja com uma coleção de discos, sua relação com a música jamais é explorada de forma satisfatória. A impressão que dá, é´que a roteirista usou esse artifício porque julgou que seria  “legal”. Tudo isso sem mencionar a forma bizarra como Dodge e Penny se conhecem: “- Você quer entrar?”/ “- Eu prometo não roubar nada se você não me estuprar” Com diálogos rasos e clichês sobre relacionamentos familiares e amores mal resolvidos, o que poderia ser um belo e divertido filme com uma mensagem sobre viver intensamente e sobre o que realmente importa na vida, acaba sendo uma decepção.

Resumo da ópera:

Ainda que a trama se desenrole como um carro desgovernado, o desfecho é satisfatório e  o filme consegue emocionar em alguns momentos, novamente graças à química dos atores, especialmente pelo carisma de Steve Carrel. Destaque também para a participação de Martin Sheen, em um dos raros bons momentos do filme.

Cotação: 2/5

É assistível. Uma pena que a trama seja mal desenvolvida, poderia render algo bem melhor.

TRAILER


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