quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

De repente, California - 2007 (Shelter - 2007)




Título Original: Shelter
Ano de lançamento: 2007
Direção: Jonah Markowitz
Roteiro: 
Elenco: Trevor Wright, Brad Rowe, Tina Holmes 
Sinopse: Forçado a desistir do sonho de entrar para uma prestigiada escola de arte, a fim de cuidar da sua família, Zach (Trevor Wright) habitua-se a uma vida onde omite as suas próprias necessidades em favor de cuidar de sua irmã mais velha, Jeanne (Tina Holmes) e o seu sobrinho, Cody que o considera um verdadeiro pai. Quando o irmão mais velho do seu melhor amigo, Shaun (Brad Rowe), regressa a casa para procurar inspiração para um novo livro, Shaun e Zach acabam por desenvolver uma grande amizade. Apesar de namorar com a jovem Tori (Katie Walder), Zach aos poucos deixa-se relacionar emocionalmente com o escritor que não esconde o facto de gostar muito dele. E apesar de se sentir atraído por Shaun, Zach vai estar cheio de dúvidas e terá receios de enfrentar a sua verdadeira identidade, a sua família e amigos. Quando finalmente o jovem assume os seus sentimentos, eis que irá surgir outro dilema na sua vida deixando-lhe a pensar naquilo que é mais importante para si, se o amor e os estudos ou se a sua família.

Por Jason


Filme superficial, que abusa dos clichês e de temática gay.

Trata de Zach, que leva uma vida ordinária, servindo lanches em uma lanchonete, curtindo a vida surfando, tem um amigo sequelado, uma namorada incompreensiva e sonha em entrar para uma faculdade de artes. Para completar o martírio, sua irmã tem um filho e joga a responsabilidade nas costas do mesmo, enquanto se envolve com um cara que não gosta de crianças e quer sumir com ela no mundo.

A chegada de Shaun, irmão do amigo dele Gabe, muda tudo. Shaun é uma pessoa que vive da arte, é escritor, fez sucesso com um livro três anos antes, e está tentando retomar a carreira. Shaun é gay assumido e bem resolvido. Zach fica confuso no começo pela presença e aproximação dele. Os dois curtem surfar e, após um dia de surf, resolvem tomar uma cerveja - e o inevitável acontece. Claro que vai rolar, depois disso, uma confusão mental com o jovem, que não saberá o que fazer com aquele sentimento estranho. Na dúvida, ele opta por se entregar a Shaun e viver esse romance. Claro, a irmã dele e o irmão de seu agora namorado descobrirão e por não se aceitar, Zach decide expulsar Shaun de sua vida e se isolar de sua irmã manipuladora, além do seu amigo. A irmã Jeanne rejeita a ideia de o filho ter contato com um gay e posa de boa mãe - quando na verdade, só quer se livrar do menino para cair na farra e no mundo com o seu namorado.

É um filme raso e superficial porque carece de estofo dramático. Tem direção burocrática e parece filme feito para a televisão. Todos os atores são caricaturas de personagens - a exceção é a atriz Tina Holmes, que interpreta Jeanne. É um personagem interessante e um tanto complexo (mais até do que o casal central) porque ela dá alguma dimensão ao personagem quando começa a suspeitar que o irmão é "bicha", nas palavras dela -, e mais tarde rejeita a ideia de seu irmão ser gay. Jeanne espera que o irmão seja o pai que o menino não tem, mesmo que para isso ele tenha que abdicar de sua vida e de seus sonhos. Estes sonhos, aliás, são alimentados por Shaun. Jeanne considera a relação dos dois um tipo de amor de verão e sexo casual ao se sentir ameaçada por Shaun. 

O pior é a dupla central Zach e Shaun, péssimos, que não conseguem passar verdade em nenhuma cena, principalmente aquelas de envolvimento amoroso ou de discussão (a cena em que os dois discutem e Zach o expulsa da sua vida é uma vergonha). Há ainda a problemática da adoção que surge no filme de paraquedas, uma vez que Jeanne quer ir embora e quer deixar o filho com o irmão - mas não quer que ele se envolva com um rapaz por achar que será uma péssima influência para o menino. Por fim, a trilha sonora é bonita, o visual é até interessante, com destaque para as paisagens da Califórnia  Mas De repente Califórnia nao acrescenta nem muda nada no gênero. É mais do mesmo.

Cotação: 1/5

Fraco e superficial. O filme está disponível no link abaixo.



2 comentários:

  1. Muito bom! Um filme comovente e tocante, uma história que aborda a questão da homossexualidade de uma forma sutil e precisa que leva à reflexão. Gerencia a narrar uma história bonita e pacífica que navegar entre o ambiente de trabalho mais melodrama sentimental e realismo mágico corantes social e pretensões ideológicas.

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