domingo, 6 de janeiro de 2013

Doomsday - O juízo Final (Doomsday - 2008)





Título Original: Doomsday
Ano de lançamento: 2008
Direção: Neil Marshall
Roteiro: Neil Marshall
Elenco: Rhona Mitra, Bob Hoskins, David O'Hara, Malcolm McDowell
Sinopse: Em 2007, na Inglaterra, uma praga mortal conhecida como "Vírus do Anjo da Morte" acaba rompendo as barreiras dos laboratórios, casusando uma epidemia que mata centenas de milhares de pessoas. Desesperado, o governo britânico evacua as áreas infectadas na tentativa de salvar os sobreviventes, e ainda constrói um muro que impede o acesso a essas áreas. Trinta anos se passam, o muro ainda está de pé e as pessoas praticamente se esqueceram daquele passado tenebroso. Até que o vírus novamente se espalha, fazendo com que o governo outra vez entre em ação, mas agora numa corrida para encontrar a cura.


Por Tia Rá

Olha, gente. Uma palavra resume a minha expressão após este filme. CHOQUE. Estou chocada com a precariedade disso, com a doidera, com a loucura, com a trasheira absurda dessa porcaria. Não sou obrigada a isso, gente! 

Vamos apelar para a honestidade, gente? Então... O filme até que começa prometendo. Ele nos mostra, durante cerca de dez minutos, como uma epidemia de um vírus devastou uma parte do Reino Unido, forçando a construção de uma muralha para isolar os doentes numa zona de contaminação - e a personagem principal, quando criança, que tem um olho ferido num tiroteio. Tempos depois, um foco do vírus aparece em Londres após uma batida policial. Descobre-se que dentro da zona de contaminação, há um grupo de sobreviventes resistentes ao vírus.  Então o governo resolve enviar uma equipe para resgatar estas pessoas com a finalidade de encontrar uma cura - e a equipe será liderada por aquela guria de um olho só lá do começo. Uma vez lá dentro, a equipe é surpreendida e capturada por uma gangue sádica de canibais. 

Ok, eu aceito canibais no filme. Eu aceito gente vomitando, cheia de feridas e podridões. Eu gosto de ver cabeças sendo cortadas e rolando escada abaixo, sabe gente.... Gosto de gente se mordendo, torturas, suicídios, essa coisa toda bizarra. O problema maior do filme não é sua violência desenfreada nem o seu gore - sobra de pessoas assadas vivas até um coelho explodido e uma vaca atropelada (hahahaaha). O diretor Neil Marshall explora tudo, todo o sangue, cabeça explodindo com tiro, mãos cortadas, cabeças cortadas, carne, sangue, vômito, cabeça rolando, canibais comendo gente, cabeça rolando de novo, feridas, cabeça rolando mais uma vez... tudo sem nenhum pudor. A direção de arte e cenários é precisa em mostrar todo o caos e destruição deixado pelo vírus  e os efeitos especiais, pontuados, cumprem bem sua função. Mas...

A trilha sonora é horrível e ordinária e, completamente deslocada, compromete o resultado final que já não é muito bom. Fiquei irritada o tempo todo com essa porcaria tocando no filme, que PÉ NO SACOOOO!!! O que pesa mais contra o filme, no entanto, é a sua indefinição de gêneros. Juízo Final é um filme completamente sem personalidade, um samba de crioulo DOIDO! Vamos ao passo a passo? VEM COMIGOOOOO!!!

Começa como um Resident Evil 2 (lembra, daquela podreira, dos portões fechados, gente morrendo, etc, etc, etc), Eu sou a lenda (todo mundo correndo, cidade um caos, etc), e todos os filmes de zumbis e epidemias que eu já vi na vida (porque eu tou com preguiça disso hoje). Dá ares de que será um filme de suspense e terror, mas com dez minutos vira um filme de ação e uma correria descabida descontrolada, onde gente vai aparecendo e sumindo sem acrescentar nada. Bob Hoskins, por exemplo, é um desses casos, mas o mais grave é Malcolm McDowell, um desperdício chocante. A heroína, uma espécie de Alice/Ellen Ripley de Resident Evil/Aliens/Novela de Manoel Carlos piorada, encarnada na bela Rhona Mitra, uma dublê de Aline Morais sem aquela boca em 3D, tem até um quê de Snake Plissken de Fuga de Nova York (ela perdeu um olho quando pequena e usa um olho eletrônico com uma câmera, quando ela está sem ele, usa um tapa olho). Sabe lutar, é durona, mas nunca chega a conquistar o espectador (e tem uma mania Kate Beckinsale de fazer bico o tempo todo. Isso não é bom, querida, tsc tsc tsc). 

No meio do caminho, o filme vira um tipo de Mad Max, com guerreiros canibais vestindo tangas e figurinos sadomasoquistas incorporando uma Cúpula do Trovão com um show bizarro (Tina Turner, amiga, só faltou você entrar ali em cena para cantar um rock) em que as caças - seres humanos - são assadas e comidas (!!!!!!!). Mas eis que, de repente, entra em cena um arqueiro (que logo some) e o filme ganha ares de produção medieval (MEUPAIETERNOOO!!!!!!), com direito a lutas de espadas (OI?), cavaleiros com armaduras (Cêjura, tia?), vilas medievais (REALLY?), um castelo (OMG!), uma arena romana (MELDELS O_O) e tudo o que você menos imaginar. Mas aí.... Aí o filme vira uma perseguição, assim, de repente, do nada (!!!!!!!!!!!!!!!!!!) numa estrada abandonada com direito a uma propaganda vagabunda de um Bentley, esportivo de luxo indestrutível que Rhona dirige em alta velocidade com vidros abertos e sem nenhum vento na cara, com os cabelos impecáveis (RINDO HORRORES), enquanto rola uma briga tragicômica dentro dele, numa salada bizarra e difícil de engolir.

É visível que o filme tentou mostrar um tipo de regressão social, aqui e ali, em que a sociedade se aniquilou dentro da zona contaminada a ponto de voltar no tempo, nos costumes, nos seus ideais, modo de vestir,  etc. Mas tudo soa completamente forçado, ridículo, podre, pobre, bizarro e porco.

Cotação: 0/5

Neil Marshall fumou toda a maconha do planeta e fez isso, um terreiro de macumba completo. CHUTA QUE É MACUMBA PESADA!!!! 


2 comentários:

  1. Não achei forçado, gostei bastante do filme, nota 4,5 de 5 pra mim, as cenas de ação foram muito boas, a Rhona Mitra convence bem como heroína de ação, as duas sociedades formadas dentro do cercos couberam bem na minha opinião, o pai com uma sociedade mais sucinta com mais regras e seu filho como um punk, coisa de adolescente. O filme não força a barra pra protagonista reencontrar sua mãe (aplaudi por não terem feito isso). Basicamente é diversão garantida, pra mim o bom cinema é isso, como uma vez disse Danny Trejo "um bom filme precisa de quatro B's: Balas, bombas, brigas e beldades"

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  2. kkkk Sabe aquele filme que todos dizem ser ruim mas vc ama? É tipo assim pra mim com esse filme. Estou ciente deq foi mal nas críticas, mas porra esse filme é d+. Além do mais, discordo do seu posicionamento acerca da trilha sonora.

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