sábado, 19 de janeiro de 2013

Os miseráveis - 2012 (Les Miserables - 2012)


 Cante. Desafine. Fique surdo. Se mate.

Título Original: Les Miserables
Ano de lançamento: 2012
Direção: Tom Hooper
Roteiro: William Nicholson
Elenco: Amanda Seyfried, Anne Hathaway, Helena Borham Carter, Hugh Jackman, Russell Crowe, Sacha Baron Cohen
Sinopse: O longa é uma adaptação da célebre obra Os Miseráveis (1862), do escritor francês Victor Hugo e contará a história de Jean Valjean um homem libertado da prisão, que refaz a sua vida se tornando proprietário de uma fábrica, político e, posteriormente, acaba adotando a filha de Fantine, Cossette.

Por Tia Rá

Vamos começar da seguinte maneira: vocês não me perturbam e eu não perturbo vocês, certo? Sou uma senhora de idade, cega e surda, que acaba de assistir a um filme baseado em um obra conhecida de Deus e o mundo e, bem... err... 

Vamo' lá trolar mais um filme, produção? Porque eu não sou obrigada a essa lástima!


SOBE!

Não sobe o tom não porque se não todo mundo desafina aqui HAHAHA! 

A cantoria miserável de Os miseráveis, com o perdão do trocadilho, surge logo no começo, com um Hugh Jackman TODO CAGADO no meio de um monte de trabalhadores CAGADOS tentando colocar um navio dentro do cais puxando cordas. Daí podemos tirar que meu Hugh Jackman se entrega completamente ao papel se entregue pra mim coisa linda, vem com a titia, vem. Pela primeira vez podemos ver o talento enorme esse talento, ui do ator que incorpora todo o drama de uma pessoa que teve a vida consumida pela miséria e é humilhado pela sociedade, espancado e tratado como um animal tadinho. De todos, meu Hugh é o único que consegue desaparecer no papel de miserento que muda de vida e vira prefeito da cidade olha que tudo esse reborn, mas é caçado pelo seu passado. 

Tom Hooper dirige o filme como pode, né gente, porque tem fotografia bonita, direção de arte, figurinos e efeitos especiais pontuais, essa coisa toda pomposa, cheia de circunstância, etc e tals. FEEENNN.

DESCE!

Falar na moral, sabe gente? Na boa, sem grilo, sem consumição dos infernos, sem xiitismo ou palhaçada? Porque não sou obrigada a aturar essas vozes horrorosas destruindo clássicos. O problema dessa porcaria é mesmo a opção de Hooper de filmar Os miserentos praticamente todo com cantoria do começo ao fim são quase três horas de duração sem um intervalo para seus tímpanos respirarem. É coisa que funciona num teatro, numa ópera, ou lá em "Moulin Rouge", mas num filme como esse virou uma coisa pavorosa, uma TORMENTA interminável. E não é porque a obra original se trata de um musical ou o inferno que ela deve ser apresentada da mesma forma na tela HELLOOOO!!!!! - seria um arrojo se Hooper optasse por diálogos convencionais e pontuasse os números aqui e ali. Quem sabe uma aura pop na coisa, hein hein hein hein? Ou seja... Faltou ao filme algum filho de Deus que cortasse alguns números (porque nem todos são precisos vamo' combiná), os trocasse por diálogos, inovasse e deixasse o peso dramático para os atores atuarem (ou escolhesse gente melhor pra cantar, porque PELAMORDEDEUS!!!!). 

Todas as vezes que alguém começa a cantar no filme, a qualidade cai absurdamente e a cantoria parece que não vai terminar nunca. A coisa já começa errada com Russell Crowe abrindo a boca para cantar - e ele cantando é o horror, o horror... É digno de filme trash, né gente? CÉUS! ALGUÉM PRECISAVA DIZER PRA ELE: VOCÊ NÃO PODE/NÃO SABE/NÃO DEVE CANTAR!!! Porque, sério, é dele a pior atuação e o pior momento do filme, quando destrói completamente a canção "Stars" antes do filme avançar no tempo. Faz uma comparação: ouve Russell destruindo a música e ouve a versão de Les Miserables 10th Anniversary, aí a gente discute, entende? É música pra quem pode. Pra quem tem voz. Não adianta chegar lá e fazer cara de garça botando ovo olhando pras estrela e guinchando que nem um urubu PORQUE NÃO ROLA! 

Mas vamos falar da nossa querida aqui do blog, Annal Retaway? 

Annal Hathaway é a namoradinha das Américas superestimada do momento. Primeiro, ela fez a Mulher Rato lá no Batman um minuto de silêncio para esta vítima do Uóscar troll por favor! RISOS. Ou seja, fizeram ela acontecer e até perceberem que ela não é aquilo que acham que ela é vai levar tempo, né gente? Mas quem sabe se ela ganhar um Uóscar ela não faz a Reese Whitespuma e SOME PRA SEMPRE? Vamos ficar na torcida! Porque Annal Retaway não consegue emocionar em nenhum momento como Fantine, que é expulsa de uma fábrica e é arrastada rapidamente para prostituição, onde vende seu cabelo, vende seus dentes e é forçada a se vender pra ganhar dinheiro - após o seu primeiro programa emocionante só que não, ela canta "I dreamed a dream" dentro de uma banheira velha num muquifo. E.... E... Er... E nada. 

Tudo acontece tão rápido e juro que quando ela tentou estender a nota mais alta da música fazendo aquela cara de rato em desespero, eu comecei a rir descontroladamente. Foi h-o-r-r-í-v-e-l GARGALHADAS MALIGNAS. E o que dizer daquela rinchada dela no meio da música? Cadê as lágrimas, gata? E o desespero, o pânico? Tu tá literalmente fu...! CHORA, POHA! E a fia de Deus tá lá rinchando que nem uma rasga mortalha! WTF? Victor Hugo se revira no além! LOL 

Em seguida, quando é pega por meu Hugh Jackman que lhe faz uma promessa de proteger sua filha, e toda aquela chateação dos infernos interminável, Annal não para de fazer cara de assustada o tempo todo e se esfregar numa parede não entendi esse artificio dramático dela, será que eram as pulgas? REFLITAM! enquanto tenta cantar ao mesmo tempo. Fica doente rapidamente e morre. THE END. Não há justificativa para premiá-la por nada. Canta mal (ela estragou a música), e atua pior ainda Susan Bolha, gata, me SALVA!

A Amanda Sofrida não resta muito a fazer, só cara de menina virgem e cantar que nem um pardal ou periquito com diarreia. Talvez se retirassem um pouco a parte da cantoria, muitos dos atores conseguissem desempenhos melhores (é o caso de Helena Boham Carter e o próprio Russel Crowe, quem sabe a própria Annal, né?). O resto do elenco é o resto, nem tem importância nessa coisa toda. Mas Os miserentos, apesar de ter canções lindas (quem conhece a obra sabe disso) nunca consegue conquistar o espectador. Faltou aqui um arrojo de "Moulin Rouge", faltou coragem, faltou uma melhor escolha do elenco. Faltou um monte de coisa neçapoha, pronto. Oito indicações ao Oscar só podem dizer ao mundo que os eleitores da Academia andam fumando maconha e delirando coletivamente com LSD. 

Cotação: 0/5

Os miserentos é um filme chato, que passa demoradamente sem nenhuma emoção e sem se conectar com o espectador em quase momento algum. Apele para o musical em três CDS chamado Les Miserables Complete Symphonic Recordings - reveja as outras adaptações e esqueça para sempre que o filme de Tom Hooper existe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...