sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pra virar filme... Ou não! - "Meu irmão robô" - Parte Única


MEU IRMÃO ROBÔ
Por Jason

  Eduardo estava furioso. 
  — Você pode fazer isso. Acabe logo com isso!
  Desde que o governo tinha ordenado que a população se livrasse dos robôs, através de campanhas alertando o quanto eles podiam ser perigosos, aqueles momentos se tornaram comuns. O estranho caso divulgado pela mídia pouco tempo antes, de um assassino serial andróide, alimentou ainda mais o ódio e a confusão na população.
  As pessoas se livravam de seus robôs, destruindo-os da maneira que podiam. Algumas atiravam pelas janelas suas tralhas, outras, por não conseguirem destruir, entregavam a polícia ou abandonavam em um lugar próprio para isso. Caso o androide fosse abandonado nas ruas, os proprietários corriam o risco de serem multados. Não havia um meio termo. Era exterminá-los ou exterminá-los. 
        A cidade estava um caos por causa disso.
  Agora, Lucas e Eduardo estavam ali, defronte para aquela coisa que imitava com perfeição uma criança. Uma criança loira, branca, uma criança "perfeita". Nove anos, olhos claros e pequenos como duas pedras preciosas. Um lindo e inofensivo menino.
— Eu não vou fazer isso — reclamava Lucas, com uma expressão típica de desamparo. — Ele é só uma criança. Olha pra ele...! Você tem certeza que quer acabar com ele?
— Ele é uma máquina — resmungava Eduardo — E essa... essa coisa é perigosa. Não adianta, a gente vai ter que fazer, queira você ou não, cedo ou tarde!
Lucas só tinha dezessete anos. Eduardo era dois anos mais velho. O primeiro era magro, branco e alto; o segundo tinha quase um porte de atleta, mas de estatura mediana e era moreno escuro. Lucas tinha cabelos loiros e lisos, Eduardo cabelos escuros e crespos. Um parecia a antítese do outro até na aparência. Lucas usava roupas escuras: tinha preferência por calças pretas, blusas cinza de botão, padronizado e alinhado como se vestiam todos os filhos de pais endinheirados da cidade. Eduardo era mais despojado. Sua roupa era uma blusa vermelha, cor de sangue, e a calça de jeans esfarrapado. Era fácil identificar se seus pais tinham dinheiro naquele mundo: usava tênis escuros caríssimos, da melhor marca e tecnologia que havia no mercado.
  A mãe de Lucas adquiriu aquela "criança robô" para dar um irmão para o filho, mas isso foi há dez anos. O custo de manutenção barato, e a falta de tempo de cuidar de outro filho natural, pesaram na decisão de compra. O modelo adquirido era semelhante a Lucas, e trazia características físicas comuns a toda sua família de ascendência europeia. 
Quando a ordem federal de destruir os robôs foi dada, os pais de Lucas não tiveram coragem de incinerar o androide, muito menos de entregá-lo a polícia depois de todos aqueles anos de convivência. Lucas se comprometeu a fazer, com a ajuda do vizinho e amigo Eduardo. 
Os dois conduziram a criança para um parque estadual, aberto especialmente para descartar os robôs. Posteriormente, todos eles seriam destruídos. Como em toda a sociedade, os robôs eram destacados do restante da população pela roupa azul clara que vestiam, com um símbolo preto na altura do peito que identificava seu fabricante. Não era nada bonita... A roupa lembrava uma toga medieval, destinada a vestir escravos.
O lugar era movimentado, cheio de gente. O dia estava como todos os dias na cidade: nublado, com nuvens negras carregadas de chuva bloqueando a luz solar, características do clima anual da cidade. 
  Muitos chegavam e deixavam seus androides lá, com algum funcionário do governo, e iam embora. Havia comoção em certos momentos, gente chorando, em geral crianças. Aquelas criaturas mecânicas e eletrônicas, por vezes tinham aspecto débil, como sequer imaginassem o que aconteceria com elas. E não, elas não sabiam. Mas, fenômeno curioso, a população correspondia bem ao chamado das autoridades. O local também não tinha nada de aterrorizante, ora! Era simples, com jardins, praças, bancos para se sentar e despedir. E havia até algumas tendas, onde os robôs podiam ser deixados à própria sorte depois de desativados. Quem necessitasse, poderia recorrer aos psicólogos de plantão, para atender aqueles que sofriam com a partida dos seus amigos robóticos. 
Para Lucas, entretanto, a ação era mais difícil do que se pensava. Lucas olhava para aquela criança e lembrava-se dos dias que tinha passado com ele. Sentado no banco, com as mãos juntas, rosto pálido, cabelos partidos e bem penteados, não havia como dizer que aquilo não era humano. O rapaz criou aquela coisa como se fosse realmente seu irmão. Para completar, seu martírio, a criança não humana tinha aquele incômodo olhar distante, como um autista. Virava os olhos para um lado e para o outro, como se não entendesse nada do que estava acontecendo. Ao ver que Lucas olhava para ele, sorriu debilmente. Lucas não teve coragem de corresponder àquele sorriso.
  — Deus, e se ele sentir dor? E... se eles sentirem? Nós nunca saberemos. Eu não vou fazer isso, eu não sou um assassino... Eu não consigo.
  — Lucas, preste atenção: — Eduardo o agarrou pelos ombros e o sacolejou: — Essas coisas não são humanas, são objetos sem valor algum! Todos os governos querem que joguemos essas coisas fora!
  — Mas não entendo... Ele nunca fez mal a ninguém, por que droga faria? Minha mãe o adotou como se fosse um filho — explicava Lucas, lamentando. — Ele é da família. Não consigo fazer isso. Não sei por que raios resolvi fazer isso. Não sei por que fui me comprometer a fazer isso...
  — Mas você vai ter que fazer, vai ter que aprender. Estamos em guerra contra essas coisas, Lucas. Uma hora, quando lhe chamarem pra um campo de batalha e você ver uma coisa dessas tentando lhe matar, o quê você vai fazer? Sair correndo?! Tudo o que pode andar e não é orgânico deve ser destruído, ou essas coisas vão nos matar.
Eduardo - Lucas não deixou de perceber um só momento -, além de revoltado, parecia neurótico. A presença do menino robô o incomodava.
Lucas se afastou. Precisava de ar. Rodou de um lado para outro. Olhou de novo para o menino. O garoto continuava sentado naquele banco, paralisado, no aguardo de seu trágico destino.
— Você vai ou não vai fazer?
— Me dá um tempo, pelo menos... só mais um minuto...
— Lucas...!
— Você não entende! — bradou — Quantas vezes eu vou ter que dizer? Sua família não teve um desses. Você não sabe o que é cuidar de alguém, cuidar de uma criança...
— Isso é uma COISA, não é uma pessoa! Ela não tem sangue, ela não tem ossos, ela não tem cérebro como a gente. Essa... Essa porcaria é um emaranhado de fios e adornos dentro de uma capa plástica, que pode virar uma arma e te ferir!
  Eduardo rodou o corpo. Olhou para o menino. Olhou para o amigo. Bufou de raiva. Retornou.
  — Por que seus pais não fizeram? 
— Porque não tiveram coragem, ora essa. Ele está com a gente... durante dez anos...
— Droga...!
— Eu sei que tem que ser feito, mas não é fácil, está bem? Eu preciso de um tempo para pensar...
  — Olhe pra ele... Vocês viveram dez anos com ele e não cresceu nem um milímetro, reparou? É um boneco. Um brinquedo. Não vale nada — rosnava Eduardo. — Você não tem muito que fazer. Basta chegar ali, num balcão de uma dessas tendas, dizer: “olha, eu trouxe essa porcaria para destruir”, assinar um documento e pronto, fim de papo. Eles vão abri-lo, ver o registro dele e despachar. 
Lucas não se mexeu. Franziu a testa, com os olhos arregalados. 
— O quê você prefere: que depois a polícia vá até sua casa e pegue essa coisa a força na frente de seus pais? Seria um escândalo, todo o prédio onde a gente mora ia saber! Meu Deus, que vergonha!
  O jovem odiava admitir, mas Eduardo estava certo. Se a polícia aparecesse por lá, morando no topo da cidade como morava, num apartamento de luxo, todo mundo comentaria! Seria a vergonha da turma ...e mais ainda, seus pais deveriam sentir vergonha de receberem multas — por não terem a coragem de desintegrar um simples robô.
— Tá bem, tá bem, eu sei... Mas é que, eles poderiam inventar algo menos... Menos traumático... Entende?
Eduardo torceu a boca. O menino ainda não se mexia.
— Você está vendo isso aqui no peito dele? — perguntou Eduardo, apontando para o peito do menino. — Isso é um símbolo da fábrica, para que a gente nunca se esqueça de onde essas coisas saíram. Essas coisas não choram, não sentem dor, não sabem de nada. Não pensam, não sentem amor. Nada. Nadinha...
  — Eu já entendi. Não precisa me lembrar disso a cada dez segundos, Eduardo! 
  Eduardo cruzou os braços. Lucas pediu que deixasse os dois a sós ao menos por um minuto. Depois recuou, com uma expressão chateada. Afastou-se um pouco, dando as costas, mas de modo que ouvisse toda a conversa entre os dois. O dilema estava lançado. 
  Lucas não sabia como proceder dali em diante. Ele foi até o menino e sentou ao seu lado. O menino olhou para ele e sorriu, imitando a mesma inocência de um sorriso de uma criança humana.
  — Por que você me trouxe pra cá? 
  — Para passear — respondeu Lucas, engasgado.
  — O que a gente está fazendo aqui, nesse parque? Por que você está brigando com ele? Ele não é seu amigo?
  Havia um fio de inocência naquela voz mansa, e naquele timbre choroso, que Lucas jamais esqueceria. Mas o excesso de questionamentos, de certa forma, começou a irritá-lo.
  — Pare de me fazer perguntas, está bem...? Eu estou pensando. Eu tenho que pensar em algo.
  — Pensando em quê...? Não entendo. O que você vai fazer...? — e ele insistiu. — O que foi, Lucas? O que aconteceu? Fale comigo, meu irmão.
  Lucas não suportou e se virou para ele, abrindo o jogo.
  — Eu estou pensando em como vou te deixar aqui, nesse parque. Você não vai poder voltar comigo para casa, você consegue entender?
  — Você vai... me abandonar? Vai me deixar aqui? — o menino fez uma cara desespero: — O que eu fiz de errado? Por que você vai fazer isso comigo? Foi alguma coisa que eu te disse? Eu peço desculpas então, você é meu irmão. Eu te amo meu irmão.
  — Não, você não ama. Eu não quero saber, está bem...?
— Mas... eu... eu me lembro de cada momento que passamos juntos, meu irmão. Você se lembra de quando estávamos brincando na praia, veio uma onda e me derrubou... e eu quase me afoguei? Você me salvou...! — lembrava o menino. — E de quando você ficou doente, e eu te levava comida na sua cama. De quando você me levava para passear e me apresentava para os seus amigos, como sendo seu irmão. E de quando eu lia todas as histórias que eu conhecia do mundo para você. Sobre todos os lugares. E de quando viajávamos...
— Faz muito tempo. Eu não lembro. Não me lembro de nada disso. E por mim, você podia apagar todas essas lembranças. Porque não faz mais diferença, não importa mais, está bem? Eu cresci. Não sou mais criança, mas você nunca vai crescer. Porque você é só uma coisa sem valor, você nem é humano.
  — Mas para mim importa. E só importa porque você é meu irmão, não porque eu me lembro.
  O menino tentou abraçá-lo, Lucas recuou e se levantou. O menino insistiu, Lucas o empurrou. Mais uma tentativa, e o menino caiu sobre o banco.
  — Pelo amor de Deus, pare! Não diga mais nada, não diga nada, está bem! — Lucas segurou as mãos do menino e apertou: — Escute bem o que eu vou te dizer... Você vai ter que ouvir o que eu disser!
  — Você vai me abandonar? Você pensou em me abandonar?! Mas você disse que é meu irmão!
  — Você não é humano, porcaria! — Lucas deu um berro: — Você não é como eu por dentro, entendeu?!
  — Mas não importa! Nós somos irmãos — repetia debilmente. — Não importa. Não importa.
  — Pare! Pare com isso! Pare!
O menino arregalou os olhos e fez uma expressão de choro. Mas era incapaz de derramar uma única lágrima. Lucas estava com um nó na garganta. As palavras desapareciam, naquela sensação de perda iminente e naquele destino trágico que se desenhava diante deles.
  — E só por que sou diferente... você quer se livrar de mim?
  — Não, não é isso... Não é isso...
  — Tudo bem, já chega! — reclamou Eduardo, retornando. — Eu vou dar um jeito nisso!
  Eduardo agarrou o menino pelo braço e o arrastou. O menino começou a se debater e a lutar. Lucas se desesperou.
  — Larga ele, Eduardo! Larga! Ele tá assustado!
  — Que droga, eu não vou deixar essa coisa machucar alguém porque você não quer fazer isso! Eu sou seu amigo, cara! Eu sou de carne e osso! Você tem que se desapegar dessa coisa!
  — Não faça isso!
  — Vamos, me ajude a levá-lo pra lá!
  O menino reagiu com um empurrão. Eduardo, ofendido, deu um soco na cabeça do garoto, derrubando-o no chão.
Silêncio.
Os dois se entreolharam. Lucas, visivelmente atordoado, tentava serenar sua respiração. Eduardo, cheio de fúria, estava determinado a acabar com aquele sofrimento. O menino ergueu as mãos, zonzo, pedindo ajuda para se levantar. Arrastou-se no chão e Eduardo o empurrou novamente, pela cabeça. A criança estava desorientada.
— Encontre uma pedra... — ordenou Eduardo — rápido... uma pedra grande! Eu preciso de uma pedra... Alguma coisa pesada!
— O que você vai fazer?
  — Traga uma pedra! Eu preciso de uma pedra grande!
  — Oh, Deus! Não... Eu não vou deixar que faça isso...! 
  — Você não tem escolha, Lucas!
  — Meu irmão, não deixe que ele toque em mim! Ele vai me machucar, ele quer me ferir! 
  — Lucas, saia de perto dessa coisa...! Você não viu nos noticiários? Não viu o que uma dessas coisas foi capaz de fazer com crianças?
— Ele não é um assassino serial! Robôs não podem nos fazer mal, eles seguem regras, seguem leis que respeitam para proteger o ser humano, Eduardo... Aquele foi um caso isolado, Eduardo!
— Eles podem fazer o que quiserem desde que achem que estão certos... mesmo que para isso precisem matar você ou me matar...
  O menino se agarrou nas pernas de Lucas. Havia pavor e medo, naquela sua voz trêmula e falha. Havia choro naquele rosto e naquele olhar desesperado. Mas nenhuma lágrima. Nenhuma lágrima. O menino emulava um sentimento humano que, em sua expressão, era quase verdadeiro. Quase.
  — Não me deixe aqui, por favor! — implorava. — Não me deixe, eu estou com medo!
  Ele apertou o corpo de Lucas contra o seu. Lucas lutava para escapar dele, empurrando-o com violência.
  — Você não tem medo! — gritava Lucas. — Você não sente medo! PARE! Solte-me...
  — Não!
  — Me SOLTA! Soltaaaa!
  — Não me deixe aqui, meu irmão! Não! Não faça isso! Não faça isso comigo? O que foi que eu fiz de errado? Eu sempre fui bom com você! Eu sou seu irmão!
Os olhos de Lucas se encheram de lágrimas.
  — Saia de perto de mim. Você não é meu irmão! SAIA!
De repente, um grito. Não tinha sido um grito humano. Parecia coisa de outro mundo. Um grito de dor, de fúria, acompanhando o som de uma pancada e de algo se abrindo como se fosse um coco.
  Os olhos marejados de Lucas, grandes como duas laranjas, desviaram-se para Eduardo. Estava apavorado. Depois se moveram para o menino, cuja cabeça rodava sobre o próprio pescoço. Havia um rasgo nela, por onde escapavam alguns fios e um tipo de líquido, escorregadio e esbranquiçado. Havia um incômodo odor de óleo queimado. Sujeiras. Inexplicável. Frágil... Eduardo tinha o acertado na cabeça, com uma pedra do tamanho de uma bola de futebol. 
  O menino foi enfraquecendo, soltando-se, pouco a pouco, do corpo de Lucas. Estava com os olhos esbugalhados de horror, como se fosse um homem que vê a própria a morte. Lucas começou a chorar, desesperado, segurando o corpo da criança para que não caísse no chão.
  — Eduardo... o que você fez...? — perguntou, com o rosto ensopado de lágrimas. — Oh meu Deus... Deus! Deus! Ele... morreu...!
Eduardo, sem nenhuma comoção, lhe respondeu.
— Eu fiz o que você tinha que fazer. Agora se afaste, tenho que terminar isso! Essa coisa não morre assim tão fácil... 
A criança, lentamente, foi arriando no chão e o corpo se arqueando, envergando como se sentisse dor. Ela ainda respirava. Mas os fluidos estavam escapando. As mãos de Lucas estavam sujas e ele, cheio de aflição, tentava inutilmente conter aquele vazamento. A cena era grotesca. 
  Quando Eduardo se preparava para mais um violento golpe com aquela pedra, Lucas se deitou sobre o corpo do menino, impedindo que ele prosseguisse com aquele terrível ato de violência. Ninguém na praça dava a mínima para o que acontecia, ali, entre os três. Ninguém, além de Lucas, se comovia com aquele gesto contra a criança robô. 
— Lucas, se afaste...
— Eu te amo, meu irmão — disse a criança. — Por que você fez isso comigo? 
Lucas estava inconsolável.
—... Isso não pode ser certo... 
— Vamos, Lucas... Saia de perto dessa coisa! Sai de perto dela, agora!
— Não...
  — Sai de perto dele! Sai! Saia!
Eduardo o puxou, com uma raiva indescritível. Lucas segurou em uma das mãos do menino. Eduardo levantou a pedra, sem titubear, e a arremessou em direção ao rosto da criança. 
  Lucas sentiu o exato momento em que o robô perdera as forças, quando sua mão lhe escapou e não conseguiu mais se fechar. Estava feito. 
  Eduardo era incapaz de compreender que sentimento era aquele que o amigo sentia, por aquela coisa que não era humana por dentro.
— Sabe, Lucas... no fundo, eu sempre soube que essas coisas eram perigosas... Um dia, mamãe contratou uma empregada robô para os serviços domésticos. Ela parecia gente e era de aparência bonita. Sabe o que aconteceu, Lucas...?
Ele, em choque, deitado sobre o corpo do menino, não respondia. 
— Elas não têm sentimentos, não tem remorsos, não sentem culpa. São como psicopatas... não se importam com nada, nem com ninguém. Uma hora, as crianças precisam crescer e abandonar seus brinquedos para sempre. Poucos dias depois, minha mãe encontrou a infeliz na cama com o meu pai... e nós a destruímos.

FIM 

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