quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Psicose (Psycho, 1960)




Título Original: Psycho
Ano de lançamento: 1960
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: Joseph Stefano, baseado no livro de Robert Bloch
Elenco: Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles, Jonh Gavin
Sinopse: Filme mais famoso do Hitchcock que gira em torno de Marion Crane (Janet Leigh), que num impulso em busca da sua felicidade, rouba uma quantia de dinheiro e foge com ele. No meio da estrada tem que se abrigar no Bates Motel onde conhece o estranho Norman Bates. É quando ela e a sua irmã se envolvem numa louca história que envolve psicose e assassinato.

Por Ravenna Hannibal



O mais famoso filme de Alfred Hitchcock, o marco do suspense e do horror na história do cinema, uma obra prima do suspense, um dos filmes mais surpreendentes da história do cinema, uma das melhores adaptações de livros.
Esses são apenas alguns dos termos usados para definir “Psicose” de Alfred Hitchcock, filme com roteiro que leva o nome de Joseph Stefano, adaptado do livro homônimo de Robert Bloch.

E é claro e evidente que está entre os meus preferidos, não é, minha gente? Afinal, Ravenna Hannibal aqui é realmente chegada num assassinato, num bom suspense, cai de amores pelo Tio Alfie Hitchcock e também leu e adora o livro do Robert Bloch.
Como li o livro, cabe aqui uma pequena observação já feita por mim no meu texto sobre Rebecca: Hitchcock, além de mestre do suspense, é mestre das adaptações. “Fidelidade absoluta” não é o melhor termo para definir Psicose como adaptação, tanto por questões de conveniência de roteiro como por questões óbvias de censura. Mas é extremamente bem adaptado e tudo o que tem de melhor no livro foi magistralmente traduzido para a linguagem cinematográfica.

Mas sem me demorar demais nesse ponto, vamos ao filme puro e simples.
Os créditos iniciais bem trabalhados graficamente para o padrão da época e acompanhados da sempre eficiente e alarmante trilha sonora de Bernard Herrman, já avisam o espectador que ele está prestes a ver algo que na época era diferente e ainda hoje causa impacto à sua maneira.
Então somos apresentados a Marion Crane. Interpretada com talento pela bela Janet Leigh, Marion é quem nos conduz no primeiro ato da história. A primeira cena do filme em que ela aparece com seu namorado a princípio pode parecer desnecessária para alguns, mas é fundamental para compreender os fatos que a levam a moça, até então honesta, a roubar uma quantia considerável de dinheiro do seu chefe.

A partir disso, temos o desenrolar de uma linha que nos conduz ao conflito de Marion com sua culpa, sua necessidade e também seu nervosismo e apreensão diante das consequências que pode sofrer. Isso foi retratado magistralmente no trabalho conjunto de Janet Leigh e Hitchcock. Há uma cena em que Marion está no carro e ao invés de cortar para imagens que mostrassem o que estava acontecendo após a fuga dela, Hitchcock genialmente mantém a câmera no rosto da personagem enquanto ouvimos apenas os diálogos que nos mostram o que acontece nos lugares que ela deixou.

Então entra em cena o icônico Norman Bates, que parece ter sido criado para que Anthony Perkins o interpretasse. Ele é simpático, tem jeito de garoto inocente, mas ainda assim há algo de estranho nele que logo é explicado por um diálogo nada amistoso que Marion ouve dele com a sua mãe. E todo o clima estabelecido desde o início do filme, lenta e gradualmente começa a ficar mais nítido e óbvio e o público pode finalmente sentir que algo de ruim irá acontecer.  Com isso, Alfred Hitchcock garantiu sutilmente que nos minutos que antecedem a célebre cena do chuveiro já estivessem carregados de tensão antes de vermos o  assassinato que além de ser muito bem filmado e – para época pelo menos – assustador , serve como ponto de referência para uma mudança brusca de direção do roteiro, e então, passamos a acompanhar os outros personagens empenhados na procura de Marion.

Então depois disso o filme começa a ser conduzido com a mesma maestria de antes, porém agora concentrado no que o Alfred sabia fazer de melhor: manter os olhos grudados na tela através de uma história que nos deixa ávidos para saber como se concluirá.
Apresentando recursos que hoje em dia são utilizados largamente nos gêneros terror/suspense, Hitchcock guia com sua usual maestria o filme até o clímax chocante e com um plot twist que até hoje ecoa em muitos filmes.

Não é segredo pra ninguém o final de Psicose, assim como não é segredo pra ninguém a genialidade que acompanha essa história e de como é dada a surpreendente revelação.
A única ressalva é a exposição explicativa demais a que se propõe a penúltima sequencia em que um oficial diz algumas palavras de esclarecimento. Em contrapartida, a cena final é particularmente perturbadora.

Mas quem se importa com a exposição? “Psicose” é copiado e usado como inspiração exaustivamente até hoje (até rendeu uma fraca refilmagem do Gus Van Sant que reproduziu até os erros de gravação do original). É um clássico absoluto e não há como negar.


Cotação: 5/5

TRAILER 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...