domingo, 27 de janeiro de 2013

Ratatouille (2007)




Título Original: Ratatouille
Ano: 2007
Direção: Brad Bird
Roteiro: Jon Pinkava, Brad Bird
Elenco de vozes: Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Peter Sohn, Brian Dennehy, Brad Garrett, Janeane Garofalo, Will Arnett, James Remar, John Ratzenberger e Peter O’Toole.
Sinopse: Paris. Remy (Patton Oswalt) é um rato que sonha se tornar um grande chef. Só que sua família é contra a idéia, além do fato de que, por ser um rato, ele sempre é expulso das cozinhas que visita. Um dia, enquanto estava nos esgotos, ele fica bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau (Brad Garrett). Ele decide visitar a cozinha do lugar e lá conhece Linguini (Lou Romano), um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria, em que Remy fica escondido sob o chapéu de Linguini e indica o que ele deve fazer ao cozinhar

Por Lady Rá
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Poucas animações entrariam no meu Top 100 de filmes favoritos. Digo isso, porque não sou grande fã do gênero. Mas sim, tem aquelas que eu gosto (como é o caso de Happy Feet, A Dama de o Vagabundo, Ta chovendo Hambúrguer dentre outras que ainda não comentei aqui no blog), e quando eu gosto é pra valer. Este é o caso de Ratatouille, uma animação que reúne qualidade técnica, bom roteiro, ótimos personagens, humor e drama bem dosados, resultando na mais pura poesia.


O filme tem como fio condutor a ideia de que qualquer um pode cozinhar, assim, o ratinho Remy, que é admirador de boa culinária, aromas e sabores, acaba se perdendo de sua família e vai parar na cozinha de um famoso restaurante em Paris. Restaurante, cujo falecido dono, o chef Gusteau, era o grande defensor dessa ideia. Lá Remy conhece o jovem Linguini que é contratado como faxineiro do restaurante e acidentalmente, faz com que todos pensem que ele é um excelente cozinheiro. O problema é que o restaurante Gusteau’s, que havia tido seu auge quando o chef ainda era vivo, recebeu uma crítica arrasadora de Anton Ego, um implacável crítico de culinária que não comprava a ideia defendida por Gusteau, o que fez com que o estabelecimento perdesse uma estrela, causando muito desgosto ao Chef. Quando Remy chega ao restaurante, ele é administrado com a mãos de ferro pelo chef Skinner, que fará de tudo para impedir a ascensão de Linguini.

Dirigido por Brad Bird, Ratatouille um deslumbre técnico que quase me fez sentir como se assistisse a um clássico de William Wyler.  Especialmente no que diz respeito as belíssimos cenários, que explora toda a beleza de Paris em imagens de tirar o fôlego. Além do luxo da cozinha e do salão do restaurante ou mesmo a simplicidade do apartamento de Linguini. As cenas de ação passam uma sensação de realismo, ao mesmo tempo em que faz com que não esqueçamos que se trata de animação. A caracterização dos personagens humanos é perfeita e condiz com suas personalidades muito bem desenvolvidas, diga-se de passagem. Os roedores jamais soam como criaturas fofinhas e irreais, mas a aparência deles não é repulsiva a ponto de não envolver o público.

A roteiro se desenrola num excelente ritmo, fugindo dos clichês típicos de animação. Embora nós logo nos identifiquemos com a história do protagonista Remy, o filme jamais passa a ideia errônea de que um roedor realmente possa ser aceito numa cozinha de um restaurante, fazendo com que o público entenda a mensagem transmitida pelo filme, sem didatismo ou melodrama barato. O filme ainda traz uma referência ao trabalho dos críticos, na figura do temível Ego, o que acaba revelando o verdadeiro papel de um bom crítico.

No fundo, a mensagem de Gusteau é mais do que a ideia de que qualquer um pode cozinhar. Ela mostra que verdadeiro talento pode sair de qualquer lugar. E nenhuma metáfora soaria melhor do que a mostrar um rato (o último animal que gostaríamos de ver em nossa cozinha) como um excelente cozinheiro. Aliás, o título do filme, em francês, que se assemelha à pronúncia da palavra rato, refere-se a um prato francês feito pelos camponeses, o que enriquece ainda mais a mensagem final. Quem não derramou uma lágrima no momento em que o prato é servido a Anton Ego?

Sobra ainda espaço da se refletir sobre  a relação entre a arte e seus apreciadores, além da intolerância e o preconceito. Belo, comovente e divertido, Rataouille entra facilmente na lista dos melhores filmes de todos os tempos. Obra-prima!

Cotação: 5/5

Como diria uma amiga "Remy >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> abismo >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> vidas!

TRAILER


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