sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Resident Evil 5 - Retribuição 2012 (Resident Evil 5 Retribution - 2012)

Apertem os cintos, o roteiro sumiu



Título Original: Resident Evil 5 Retribution
Ano de lançamento: 2012
Direção: Paul W. S. Anderson
Roteiro: OI?
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guilory, Michelle Rodriguez
Sinopse: não tem roteiro, quem dirás sinopse nessa porcaria. Sorry.

Por Tia Rá

De antemão, não há o que negar: Resident Evil 5 é uma tragédia, no pior sentido da palavra. É um filme trash, lixão mesmo, o que é uma pena, sabe gente... uma vez que a franquia de sucesso dos games merecia melhor tratamento sou viciada neçapoha e nas mãos de pessoas mais competentes para fazerem o serviço poderia render filmes espetaculares, seja enveredando pelo gênero da ação ou do suspense e terror.

Mas Tia Rá dá a Cesar o que é de Augusto, né povo? Vamos comigo analisar essa baixaria?!

SOBE! 

Camomilla Xoxovixe
correndo pra cagar
Ah, vai, a gente dá o braço a torcer. A direção de arte e cenários, por exemplo, não é nada espetacular, mas consegue se defender da direção vagabunda de Paul W. S. Anderson e tem seus momentos notáveis, como no interior albino das instalações da Umbrella, com o tradicional logo vermelho da companhia ao centro, ou na recriação de cenários de mentira que emulam cidades famosas, como Tóquio, Moscou, Nova York, etc. dentro do complexo de testes do vírus da companhia. Há ainda a sequência inicial, o prólogo, que é bem desenhado, assim como o interior das instalações russas abandonadas e o maquinário dos clones. Ou seja, não dá para culpar também o desenho de produção, né gente?

Milla Xoxovixe ooowwnnn Milllaaaa, mil e uma noites de amor com você.... é uma atriz que coitada não tem estofo dramático, mas não se pode dizer que a culpa pelo filme ser o desastre que é, é dela, né gente, porque podia ser a Charlize Theron ali que com uma direção palosa dessa ia dar bosta. Milla fica linda de qualquer jeito, com qualquer cabelo e roupa já quero aquele batom vermelho AVON que ela usa, comofas?; se esforça,  coitada, toda disciplinada, tadinha.... se dedica, se defende como heroína de ação, mas é pessimamente dirigida. Para cada cena em que ela é bem filmada (como na sequência em que fica presa dentro do complexo torturada por uma rajada sônica ou quando é colocada a contra luz debaixo da água) há dez cenas péssimas da coitada soletrando o roteiro. 

Certo, de quem é a culpa então, minha tia?

De um monte de gente, meus bbs!
Camomilla no jogo pra Playstation

Nada escapa da direção vagabunda assassina de quinta categoria de Paul W S Anderson. Paul aqui conseguiu se superar e fazer um filme classe Uwe Bol, vocês me entendem? Ele conseguiu fazer o pior filme da carreira dele e o pior filme da série (sim, isso é possível, acreditem!!!). Paul é tão incompetente que não sabe filmar uma cena de luta digna, não sabe criar um suspense, criar uma cena de ação relevante, não sabe usar os efeitos especiais, NADA! Resident Evil parece dirigido por uma criança de oito anos - e creio eu que até aquelas que jogam Resident Evil num pobre playstation ONE se sentirão envergonhadas com essa porcaria.

Para cada cena de beleza que ele consegue criar (a cena de Milla debaixo da água, a sequência dentro do complexo de paredes brancas, o momento em que ela encontra uma simulação de Tóquio e a chuva começa a cair em câmera lenta, valorizando a estética do cenário e a beleza de Milla), Paul cria uma infinidade de sequências r-i-d-í-c-u-l-a-s, dignas dos maiores filmes podreiras que já existiram. A cena de fuga do falso monstro digital pela falsa Moscou é uma aberração que choca pela precariedade. Para completar, Paul apela para um pistache porcalhão de outros filmes conhecidos: em determinado momento do filme, a Alice de Milla vai salvar a "filha" dentro de um casulo feito pelo monstrengo, com direito a uma vibe "Aliens" inacreditável dentro do filme. 
Elenco premiado com
Uóscar pela atuação

O filme ainda tem direito a uma sequência HORROROSA copiando descaradamente O dia depois do amanhã e 2012, com onda gigante digital de quinta categoria cobrindo Nova York e outras cidades, além de um monstro zumbi do tamanho de King Kong sapateando pelas ruas da cidade falsa. E alguém explica para Paul que efeitos alá Matrix (a heroína tenta incorporar uma Trinity sadomasô, reparem) já deram o que tinha que dar - ninguém suporta mais. RÁ! Quase já ia esquecendo. Câmera lenta é um recurso para enfatizar uma cena, seja importante dentro do filme, ou seja para criar um impacto visual, não para colocar meia hora de cena de luta em Slow Motion porque isso não é nem bonito, nem interessante, nem legal. É uma porcaria. Paul, você sofre de problemas mentais. VÁ SE TRATAR!

Sim, os efeitos especiais são uma porcaria e parecem feitos em um fundo de quintal. Não adianta nada evocar o primeiro filme da série com direito a um complexo subterrâneo e um holograma (a mesma vilã do primeiro filme, a animação cheia de canastrice de uma piriguete mirim complexada). Não vamos citar a cena de fuga de carro que vai terminar no metrô de mentira. É podridão demais até para quem já está acostumada. A montagem do filme é um fracasso absoluto e é incapaz de criar alguma cena de ação digna de nota. Agora, vamos a melhor parte do filme sóquenão. Com exclusividade exclusiva exclusivamente temos uma cópia dos rascunhos originais do roteiro de Resident Evil Retribuição feito pelo nosso querido sóquenão Paul W S Anderson!!!

Sobe os créditos.
Continuação da cena do filme anterior, só que voltando ao contrário (vamos gastar todo o orçamento de efeitos especiais nela). Depois a gente anda pra frente a cena pra dar impacto nos guris.

Milla surge atirando. Corre, pula, cai na água. Corta.

Milla surge em casa. Acorda, tarra tenu pesadelo, tem uma família boa, tem uma fia. Corta, zumbi invade a casa, tiro, luta, Milla salta, sai correndo. Zumbi chega e mata Milla.

Milla acorda, tarra tenu pesadelo de novo a minina. Mas aí ela tá presa. Aí a Umbrella começa a brincar com ela, a torturar a coitada.

(lembrar que ela é uma lutadora pocadona e faz a ninja X Men cheia do poder).

Milla sai correndo, bota uns zumbis aí, ela atira. Muitos tiros. Muitos zumbis. Aparece Ada WRONG, uma japonesa (mas pode ser chinesa ou coreana, ninguém vai notar mesmo, é tudo igual). É uma inútil, vai dar uns tiros ali e aqui, mas o filme é de Alice, é só pra atrair os fãs.

Milla corre, atira, bota uns monstro na cena, faz câmera lenta e corta. Aí, ela atira. Muitos tiro. Muitos zumbi. Muda o cenário, pra variar e não enjoar o povo. CORTA!

Milla sai correndo, bota uns zumbis aí, ela atira. Milla corre, atira, bota uns monstro boladão na cena, faz câmera lenta e corta. Aí, ela atira de novo. Muitos tiros. Muitos zumbis. Muda o cenário de novo, pra o povo não perceber a pobreza. CORTA!

Aí, ela atira. Muitos tiro. Muitos zumbi. (não sei que cenário vai ser esse, estou zonza) 

Milla sai correndo, bota uns zumbis aí, ela atira. Milla corre, atira, bota uns monstro na cena, faz câmera lenta e corta. (ESCOLHER OUTRO CENÁRIO)

Pausa para uma explicação pros besta entender como é o filme. Joga umas pessoa lá pra fazer volume e morrerem, ninguém tá preocupado mesmo. 

Sienna Guilhotina tá loira, com aranha no peito controlando ela, ninguém vai entender como funciona o aparato, mas não importa. Nao sei o que fazer com ela, tenho que botar todo mundo que já apareceu neçapoha. Chama Michelle Rodriguez, pra ela falar umas palavras só pra dizer que ela tá no filme.

Lembrar de fazer umas cópias de outros filmes, tipo, O dia depois do amanhã, porque eu gosto daquela cena da onda em Nova York. Vou dizer que é homenagem ao meu mestre Emmerich se me perguntarem. Também posso fazer a linha King Kong e uma homenagem a Alien, mas vou pensar comofas isso. Vamo fazer umas Senas tipo Matrix, sempre dá certo, os mininu de oito anos pira.

Cria uma fia pra MIlla. Milla sai correndo, bota uns zumbis aí, ela atira. Milla corre, atira, bota uns monstro na cena, faz câmera lenta e corta. (ESCOLHER OUTRO CENÁRIO DE NOVO)

Milla se encontra com a Jill, aí rola bitch fight na neve. Milla derrota Jill e atira na aranha do peito dela. As duas ficam amigas de novo. 

Milla acorda, mas não tarra tenu pesadelo, era real. Depois Milla corre e vai se encontrar com o chefão. Aí ele sacaneia com a Milla e fica querendo transformar Milla num monstro!

Mas aí a gente corta e fim do filme (deixa uma continuação porque eu e Milla precisa pagar as minhas contas com outro filme desse).

Sobe os créditos


Vou ali cortar os meus pulsos e já volto, tá gentemmmm? NAO SOU OBRIGADA A VER ESSA LÁSTIMA! Ain mi sori!



LEMBRANU dos TEMPO de modelo
O roteiro é uma vergonha e está ali, pau a pau, disputando com lixos como Super Mario Bros e Mortal Kombat A aniquilação, na categoria "lixo". Ele precisa colocar Alice logo de cara para contar o que aconteceu com ela nos filmes anteriores PORQUE NINGUEM VIU ESSAS MERDAS e o resto do filme é tratado como se fosse um jogo de vídeo game (Alice precisa passar de fases até encontrar o chefão ao final, digamos assim, só que ele não está lá para lutar com ela (CÊJURA?!!!!)), com direito a um take com os cinco personagens (OMG!) e um final aberto para continuação (REALLY?!!!!). 

Cora a alma ver que Paul e o roteiro desse desastre não sabem que um filme baseado em um jogo não precisa copiar descaradamente um conceito de vídeo game para prestar - e comparado a um filme baseado em um simples jogo como Batalha Naval, este último se torna quase um Ben Hur. Os fãs - e aqueles que vão ao cinema - não querem isso, querem apenas uma adaptação digna em que se valorizem os personagens. Desnecessário dizer que Alice é uma ninja kung fu X-Men parapsicóloga vidente com poderes telecinéticos descabidos (que, aqui, ela não usa AMÉM!) capaz de dar piruetas e saltos ornamentais de deixar Daiane dos Santos morrendo de inveja - e Paul é tão burro que esquece de valorizar um tema sobre individualidade. Alice é um clone que se rebelou, teoricamente, e seus clones são usados em experiências. Ela adquiriu identidade própria. Digo "teoricamente" porque sua personalidade nunca foi definida pela porcaria dos roteiros da série, o que é b-i-z-a-r-r-o. Paul desperdiça ainda a boa ideia da recriação da sociedade com os clones, vivendo numa espécie de "O show de Truman" (olha aí mais outra homenagem, gentem!) secreto, em que o impacto do vírus é medido soltando os zumbis contra estes clones. Mas ele já tinha começado tudo errado no primeiro filme e o resultado com certeza seria essa degringolada mesmo. HEEELLLOOOOOO!!! Tava na cara. Mais óbvio, impossível.

Sou uma vilã Power Ranger, pode?
Não vamos citar a barulheira tosca que é a trilha sonora mocoronga horrorosa que toca O FILME TODO até lhe dar dor de cabeça! No campo de atuação, o filme é por pouco o pior metro quadrado que o cinema já viu. Todos os atores de suporte estão horríveis (e horrível é uma palavra digna ainda). Michelle Rodriguez, que teve dias melhores em "Avatar", aqui paga um micaço destes de cair o queixo. É uma porta inútil. Os outros, não dá nem para comentar, mas o ator que incorpora Leon é o destaque da canastrice em pessoa, a pior coisa que o cinema já viu. Sobra até para Sienna Guilhotina, que teve uma atuação eficiente como Jill Valentine no segundo filme, mas aqui paga mico vestida como uma inimiga saída dos Power Rangers com direito a uma aranha de efeito digital vagabundo, pregada no peito e controlando a coitada. 

É uma baixaria. É BIZARRO!

Cotação: 0/5

Palmas para Paul W S Anderson, que arruinou dois personagens icônicos da ficção com AVP e agora conclui o seu trabalho de destruir uma franquia de respeito dos vídeo games como Resident Evil. Que queime eternamente no inferno. 

CHUTA QUE É MACUMBA!

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