terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Valente - 2012 (Brave - 2012)




Título Original: Brave
Ano de lançamento: 2012
Direção: Brenda Chapman, Mark Andrews
Roteiro: Brenda Chapman, Irene Mecchi
Elenco: 
Billy Connolly (I) (King Fergus (Voz))
Craig Ferguson (Lord Macintosh (Voz))
Emma Thompson (Queen Elinor (Voz))
Julie Walters (Wise Woman (Voz))
Kelly Macdonald (Princess Merida (Voz))
Kevin McKidd (Lord MacGuffin (Voz))
Sinopse: Uma Escócia escarpada e mítica é o cenário para a aventura de ação da Pixar. A impetuosa Merida, apesar de ser filha de nobres, prefere deixar sua marca como grande arqueira. O choque de desejos com sua mãe a leva a fazer uma escolha imprudente que acaba, sem querer, colocando em perigo o reino de seu pai e a vida de sua mãe. Merida luta contra as forças imprevisíveis da natureza, magias e uma terrível maldição antiga para consertar as coisas. A diretora Brenda Chapman (O Príncipe do Egito, Rei Leão) e os geniais contadores de histórias da Pixar combinam humor, fantasia e emoção neste rico conto escocês.



Por Jason

A trama de Valente fala de Merida, que não queria ser uma princesa "perfeita" como a mãe tanto queria que fosse. Merida começa desde cedo a treinar arco e flecha, o que vai de encontro a tradição do reino onde seus pais governam. Um dia, a mãe, seguindo as tradições do local, convoca os pretendentes para o casamento da menina contra o gosto dela. Merida não quer casar, quer ser independente e livre. Chateada, ela contrata os serviços de uma bruxa maluca e acaba transformando a mãe em uma ursa. A partir daí, somos levados a aventura em si, onde Merida vai ter que correr contra o tempo para reverter a situação que, no segundo amanhecer, se tornará permanente. 

Ambas, no decorrer da aventura, deverão mudar, para que uma compreenda a outra. A mãe precisará da bravura da filha para romper os valores tradicionais, enquanto a filha terá que valorizar mais a tradição do local para manter a paz e assim deixar a mãe orgulhosa, fortalecendo o seu vínculo com ela. Tanto Merida quanto sua mãe Elinor precisam aprender muito sobre a vida e sobre seus destinos. Há, no roteiro de Valente, uma metáfora sobre mudanças e sobre seguir seus próprios sonhos, sobre redenção, culpa e valores de família que se perdem para dar lugar ao orgulho. 

O filme é deslumbrante. Tecnicamente, suas cores, sons, direção de arte, tudo na animação é extraordinário. As paisagens são tão realistas que tiram o fôlego. A animação dos cabelos vermelhos de Merida é excepcional, assim como os pelos dos ursos e dos cavalos. Impossível não reparar nos cenários, no detalhado castelo e a tenda da bruxa, bem como as pedras, que possuem detalhes como esculturas e inscrições. Isso sem falar na iluminação - quando a lendária luz azul aparece de noite, por exemplo, a Pixar supera fácil a concorrência. Mas Valente é um filme que nunca arrebata o espectador. 

Como todo Disney, ele precisa do dramalhão ao final, uma vez que toda a animação até lá carece de estofo dramático. A trupe de crianças pentelhas que atormentam o reino, irmãos de Merida, deveriam garantir a diversão, mas eles não conquistam o espectador. Merida segue a fórmula batida Disney de heroínas,  sem inovar em nada, e o filme pode distanciar os meninos ao focar a trama apenas nela e na mãe. Há ainda o que se queixar dos "coadjuvantes", por assim dizer, que entram no filme, brigam, e somem no final, como se não tivessem uma função alguma nem o que acrescentar no roteiro. 

Ao final, aliás, Valente deixa uma estranha sensação de vazio, um inevitável sentimento de que saiu do nada para lugar algum. 

Cotação: 3/5

Vale pelo visual e pela simpática ruiva de cabelos vermelhos, a princesa Merida. Mais do que isso, o filme não entrega.


2 comentários:

  1. Preciso confessar que me decepcionei um pouco. Talvez porque estava esperando demais. Quando vi o trailer de Valente, quase tive erupções mentais, mas quando enfim assisti, ficou aquela sensação de ser o filme mais fraco da Pixar. Faltou aquele algo mais que o torna além de "legalzinho e bonitinho".
    Graficamente ele arrebenta. O cabelo da Merida chega a ser hipnótico e as paisagens dão orgasmos visuais. Mas o comportamento quase matricida da protagonista me assustou um pouco. Ficou algo como: "se você não gosta de algo, chore, esperneie, quase mate sua mãe, quase provoque uma guerra, que você pode conseguir o que quer!!"
    Na boa... Detona Ralph foi bem melhor...

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