sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Death in love - 2008



Título Original: Death in love
Ano de lançamento: 2008
Direção: Boaz Yakin
Roteiro: Boaz Yakin
Elenco:  Josh Lucas, Jacqueline Bisset, Lukas Haas
Sinopse: O devastador legado de uma mulher que escapou de um campo de concentração se reflete na sua vida sexual e na vida pessoal de seus filhos.

Por Tia Rá

Sabe aquele filme que você corre para assistir esperando uma coisa, toda uma vibe alternativa, indie ou o inferno que seja e de repente, tipo... OI? Então, temos aqui um exemplar desse tipo de filme, esse soft porn com Josh Lucas (não encontrei descrição melhor para essa bagaça, sorry). 

O filme começa num campo de concentração, com uma condenada elogiando a beleza do médico que irá fazer uma experiência bizarra com ela. Corta para uma sequência de sexo, com um monólogo sonolento. Entra em cena Josh Lucas, com a brasileira Morena Bacardi (em boa aparição, vamos salvá-la, né gente?). Morena Montila está mostrando seus peitchinhos murchos caídos (cadê o silica, gata? não faz feio, por favor!), ambos discutindo sobre relacionamento, envolvimento, ROINC. Aí, tome close na bunda do Josh Lucas, Morena Martini vai embora e... Josh cura sua carência se masturbando. Aí o filme.... Corta para Josh Lucas assistindo tv. Volta para Josh Lucas em outra sessão de masturbação.

Então, a gente acha que o filme vai realmente enveredar por um drama ou coisa parecida, quando Jaqueline Bissett entra em cena pra dar alguma dignidade para esse cine privê. Jaqueline, linda e descabelada, aliás, é totalmente desperdiçada pela produção - mesmo sendo a melhor de todo o time. Ela faz o papel da mãe, que escapou de um campo de concentração - lá no começo, lembram? Não? Não tem importância mesmo, ninguém vai ver essa porcaria... enfim... - que carrega o resultado de seus atos e que não sabe distinguir prazer e dor, com seus surtos quase psicóticos e sua influencia neurótica em seus filhos. 

Sexualmente disfuncional, desprovida de senso de amor, sua personagem passou a vida toda sem se encontrar. Seu filho mais novo é problemático, vive com os pais, beira o neurótico e está em crise existencial (ou qualquer coisa parecida) a ponto de discutir a vida sexual da mãe, não se alimentar direito, e estar insatisfeito com a vida. Mas para chegar até aqui e compreender a situação desse povo todo, você precisa ver.... Josh Lucas em uma cena de sexo com uma oriental com quem tem uma relação de sexo sem algo mais (até que ela começa a sentir falta disso e perceber que ele tá loko das ideias). Pouco depois, lá está o velho médico carniceiro nazista doido pra dar uma, com o pênis ereto depois de acordar e se masturbando pela manhã na sua cama de hotel. Mais tarde... lá está o irmão do Josh se masturbando com um filme pornô.

Vamos mais um pouco para frente, né? Cadê Emanuelle, a Galinha da Galáxia, vai aparecer quando, minhanossasenhoradoperpetuosocorro, alguém acode, por favor? 

Durante uma discussão entre Josh e seu colega de trabalho - mas isso também não é importante - vemos o desenrolar da sequência lá do começo (com sexo, claro) entre a jovem e o doutor carniceiro do campo de concentração. Esse doutor retorna na vida da mulher para retomar o que começou dezenas de anos antes (mais umas sessões de sexo). Após uma dança entre Lucas e seu amigo, em que eu achei que eles iam fazer um tico tico no fubá, voltamos a... uma cena de sexo de Lucas que não se completa porque sua parceira oriental acordou com a caçola virada e ele quer reco reco (mais uma desculpa para mostrar a bunda branquela gorda de Josh Lucas).

Não adianta ter Jaqueline Bissett passando dignidade se você tem um roteiro vagabundo, que mistura flashbacks, sexo e cenas bizarras de experiências dos campos de concentração, mais sexo, masturbação, junta uma coisa aqui e ali e vem com a cara de pau dizer que isso é indie, que é alternativo, isso ou aquilo, sem que haja relação alguma para avançar na trama. Death in love pretendia ser a reprodução de pessoas miseráveis, vivendo suas vidinhas miseráveis em um mundo miserável,  ou  mostrar o que um ato lá no passado de uma mulher sofrida resultaria na sua personalidade, que por sua vez refletiria assim na sua vida pessoal e nas pessoas ao redor, no seu filho maniaco sexual -, o tipo de homem promiscuo, vazio, incompleto e infeliz, que não pode ficar um dia sem sexo e o outro sexualmente reprimido, doentio e apático. Mas a apelação doentia de enveredar tudo no filme para cenas de sexo e as tragédias que se desenrolam desengonçadamente é a sentença para rotular o filme de trash

Mas vamos combinar... com Josh Lucas, ruim que só, na linha de frente, só apelando para a sua bunda branca mesmo.

Cotação: 0/5

Jaqueline, você é diva demais para estar envolvida num lixo como esse, gata! Desaparta esse filme de mim porque NINGUÉM MERECE!!!


3 comentários:

  1. Amei a crítica! Me fez desistir de ver o filme antes que fosse tarde demais! Hahuahauhauah... E eu que imaginava algo incrível...

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  2. No final eu não sabia quem tinha morrido, porque a asiatica não queria dar e se descobriram ou não o autor das mortes dos dois amantes la. Horrível.

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