terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Looper Assassinos do Futuro - 2012 (Looper - 2012)


Título Original: Looper
Ano de lançamento: 2012
Direção: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Bruce Willis, Joseph Gordon Levitt, Emily Blunt
Sinopse: Kansas City, 2044. Viagens no tempo são uma realidade, mas estão apenas disponíveis no mercado negro. Seu principal cliente é a máfia, que costuma enviar ao passado pessoas que deseja que sejam eliminadas, já que é bastante complicado se livrar dos corpos no futuro. Os responsáveis por estes assassinatos são os loopers, organização a qual Joe (Joseph Gordon-Levitt) faz parte. Um dia, ao realizar mais um serviço corriqueiro, ele descobre que seu alvo é a versão mais velha de si mesmo (Bruce Willis), trazida em viagem no tempo por ter se tornado uma séria ameaça à máfia no futuro.



Por Jason

Looper tem um argumento interessante: homens do futuro mandam condenados para o passado de 2044, para que agentes eliminem-os e se livrem dos corpos. O trabalho é como se fosse uma rotina, mas viagens no tempo são ilegais, então tudo é feito as escondidas. Os homens responsáveis pela eliminação são conhecidos como Loopers. O ritual não permite que os condenados vejam os algozes, pois eles vem amarrados, amordaçados e com um capuz na cabeça. Acontece que um desses homens acaba tendo contato com um dos condenados, deixando-o escapar. O condenado conta o que está acontecendo no futuro - os próprios loopers estão sendo enviados ao passado para serem mortos por eles mesmos.

É quando a trama do filme realmente embala. Num determinado dia, no local indicado, um homem é enviado para o agente Joe (Joseph Gordon Levitt) para que seja morto. Ele não sabe, mas o homem é ele mesmo, já velho (Bruce Willis) que escapa da morte e consegue fugir dele mesmo. A trama avança no tempo, e entendemos o que houve para que o personagem de Bruce fosse mandado para o passado para ser morto. Essa parte, a de duas visões de um mesmo personagem sobre um mesmo acontecimento em uma mesma vida, é o mais interessante do filme, uma prova da habilidade do roteiro até ali. Ambos deveriam unir forças agora para desarmarem o sistema e descobrirem quem está por trás dos assassinatos dos loopers - mas o personagem Joe, de Bruce, se revela na verdade o maior problema para o Joe jovem de Joseph. 

Looper mexe também com uma premissa básica de viagens no tempo, uma vez que o personagem do futuro acaba alterando eventos no passado vivido por ele mesmo, para criar uma linha alternativa. Ao alterar o seu passado, mudam também as pessoas envolvidas em sua vida - e é nesse mote que entra a personagem de Emily Blunt, que é mãe adotiva de uma criança que pode vir a ser o Rain Maker, um personagem que está assassinando os Loopers no futuro. E aqui, Looper chupinha premissa de Terminator, ao tratar de um personagem enviado do futuro para dar cabo de outro no passado, o que é bom como referência.

Mas tem os problemas. Difícil aturar o garoto dublê de Jean Grey mutante capaz de explodir gente com seus poderes telecinéticos,  com direito a câmera lenta e efeito especial de gente flutuando e explodindo dentro de casa, alá Charles Xavier em Xmen O confronto final. Bruce Willis, eternamente canastrão, faz aqui o seu John McLaine do futuro chutando bundas com suas armas e, como herói,  não acrescenta nada  em termos de atuação ou emoção ao gênero, é mais do mesmo - quase um robô exterminador do futuro vindo de outra época para matar John Connor. 

Já Joseph Gordon Levitt, apesar de mimetizar os trejeitos de Willis, é prejudicado pela maquiagem bizarra e pelos efeitos especiais em sua cara, que o deixam completamente sem expressão. Há alguns momentos de vergonha alheia - na motocicleta voadora trash - e sem Blunt no elenco, o filme carece de estofo dramático. A sequência dentro da lanchonete se estica demais desnecessariamente e ocupa boa parte do filme em uma situação tragicômica - mas é o final do filme que, embora se encaixe dentro da premissa, deixa o filme tão fácil, raso e superficial - um verdadeiro tiro no próprio pé.

Cotação: 3/5

Funciona num Super Cine, quando não tiver nada para fazer num sábado a noite.



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