quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O projeto Filadélfia - 1984 (Philadelphia Experiment - 1984)


Título Original: Philadelphia Experiment
Ano de lançamento: 1984
Direção: Stewart Raffill 
Elenco: Nancy Allen, Michael Paré, Eric Christmas, Bobby Di Cicco, Louise Latham, Kene Holliday e Stephen Tobolowsky.
Sinopse: No ano de 1943, a marinha americana está pronta para executar o ambicioso Projeto Filadélfia, onde sofisticadas técnicas são empregadas na tentativa de evitar a detecção de sinais por radar. Um erro faz com que David Herdeg (Michael Paré) e Jim Paker (Bobby Di Cicco), membros da tripulação do destroyer Eldridge, viajem pelo tempo sofrendo os efeitos terríveis e letais causados pela alteração de eletro-energias e são perseguidos pelos que não crêem em sua versão fantástica dos fatos. Tentando mudar o rumo da história e do tempo, o Dr. Longstreet (Eric Christmas) tenta salvar o universo ameaçado pelo audacioso projeto científico.



Por Jason

Filme com Nancy Allen no elenco, muito conhecida na década de 80, em que foi filmado, e traz até uma ideia interessante, desenvolvida de modo ordinário com efeitos de quinta categoria e atuações precárias. A produção é de John Carpenter, que já tinha criado o clássico "O enigma de outro mundo" em 1982.

A ideia é interessante por se basear vagamente em um evento real. O Experimento Filadélfia (que deu o nome em inglês ao filme) foi um projeto naval que supostamente transformou um navio militar invisível aos olhos de um público, através de uma tecnologia que visava curvar a luz em torno do objeto para torna-lo invisível. O projeto, no entanto, teria dado errado, com o navio desaparecendo em um flash para outro local e retomando ao mesmo tempos depois (como num teletransporte). Ocorre que a tripulação acabou adoecendo e, como mostrado no próprio filme, outros membros teriam desaparecido e tripulantes acabaram se fundindo ao metal do navio devido a energia liberada para o tal projeto.

Como visto, isso daria um filme intrigante, em que realidade e ficção se uniriam para contar uma história fascinante e ao mesmo tempo assustadora. Alguns julgam o acontecimento como sendo uma farsa, outros alegaram ter visto o ocorrido e a história ganhou ares de lenda. O filme, no entanto, envereda pelo lado trash, evocando um tipo de Terminator (1984) mal acabado - Nancy Allen, reparem, tem os mesmos trejeitos da doce e desajeitada Sarah Connor no citado filme de James Cameron.

Na trama, o péssimo Michael Paré sai da década de 40 graças ao experimento e cai no ano de 1984, onde é caçado pela polícia, exército, marinha, Deus e o mundo; acaba fugindo, se envolve com a personagem de Nancy no meio do engodo. Só que um vórtice temporal foi criado depois que um envelhecido doutor responsável pela primeira empreitada tenta abrir novamente o vórtice e ele consegue, mas o troço acaba ficando aberto ligando as duas eras, e Michael precisa voltar a ele e desligar a máquina do navio, com a finalidade de cortar o túnel que liga as duas épocas (e, claro, ele é enviado para fazer isso, numa das sequências mais bizarras do cinema).

Lá, ÓBVIO, ele tomará uma decisão que afetará não só a vida do personagem - mas o final horroroso do filme também. As cenas de perseguição são sofríveis e os efeitos especiais são medonhos. Nessa mistura de De volta para o futuro com Exterminador do futuro e outra tonelada de filmes do gênero, a direção é triste de amadora e há cenas de vergonha alheia total por parte dos atores - principalmente na cena em que Allen e Paré discutem dentro de um quarto, ele se irrita, começa a quebrar tudo, tenta saber mais sobre o ano em que está vivendo e ela decide ir embora, mas é impedida por ele. O drama do personagem é resumido ao fato de que os efeitos dessa viagem temporal causam queimaduras, pois o personagem está deteriorando, sumindo da linha temporal. Há buracos notáveis no roteiro, como no reencontro mal elaborado de sua família - ele só tem a ideia de procurá-la muito tempo depois (!) - e na linha de roteiro que dita as normas das viagens temporais (o personagem é peça fundamental no processo e deve ficar VIVO para poder reverter a situação, mas o povo não para de perseguir para matá-lo, rs). 

Tudo dá ao filme cara de sessão da tarde, com seus cenários plásticos baratos e situações que despertam risos involuntários. É trash.

Cotação: 1/5

Tosqueira Classe A. A ideia rendeu uma porcaria ainda maior, feita pelo canal Syfy em 2012. Mas fiquei com a sensação de que o argumento do filme de 84 renderia um filme excelente nas mãos de pessoas habilidosas.

Filme completo no Youtube:




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...