segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Terror em Silent Hill Revelação - 2012 (Silent Hill Revelations - 2012)



Título Original: Silent Hill Revelation 3D
Ano de lançamento: 2012
Direção: Michael J. Bassett
Roteiro: Michael J. Bassett
Elenco: Sean Bean, Carrie Ann Moss, Malcolm McDowell, 
Sinopse: A jovem Heather Mason passou a vida fugindo, ao lado do pai, de forças que ambos nunca compreenderam muito bem. Mas quando seu pai desaparece misteriosamente, a jovem se depara com uma estranha e terrível realidade que guarda respostas sobre os pesadelos que a infernizam desde a sua infância. Não demora até que Heather descubra que não é a pessoa que imaginava ser, com a ameaça de ficar aprisionada em sofrimento eterno para sempre.

Por Tia Rá

Silent Hill Enrolation já começa errado, tal qual um filme trash da década de 80 nos moldes de A hora do pesadelo, com a aborrescente Heather (Adelaide Clemens, uma Michelle Williams piorada, será que dá, gente?) tendo um pesadelo. Mal filmado, a produção tem cara de que foi feito para a televisão, com efeitos especiais baratos e maquiagem porca. Uma pausa pra tia respirar um pouco: me espanta saber que até hoje, nesse século, nesta era, nesse mundo, ninguém ainda foi capaz de criar um filme adaptado de um vídeo game que seja digno de nota, porque né gente... vamo' cooperar aí com a tia? Paul W S Anderson deve estar feliz por ter encontrado nesse mundo uma produção adaptada de um game pior que a sua Resident Evil! LOL

Enfim, voltando... Logo depois do pesadelo trash, somos teletransportados para a realidade e a coisa desanda de vez, com o flopado Sean Bean mantendo contato com a esposa sumida na cidade macabra através de um espelho - uma situação tão clichê e trash que coloca bela e boa Radha Mitchell em posição constrangedora dentro do filme e prejudica a atriz (que conduziu o irregular - porém mais interessante - primeiro filme). A partir daí, Heather, que vive mudando de cidade, vai para a escola, mas não é bem recebida (isso é tudo de desenvolvimento de personagem, é o que importa, cinco minutos de imagens pra traçar o perfil da menina, se não gostarem vão reclamar com quem fez eçapoha). 

Heather vai transitar entre o pesadelo, a cidade de Sonífero Hill com seus monstros e seus litros de sangue falso (já falei da maquiagem horrorosa?) que vivem convidando a coitada para um jantar especial por lá (RISOS), já que ela é chave de alguma coisa e tem que voltar pra lá por vontade própria (ela tem que encontrar outra parte de um amuleto para poder salvar o pai que foi raptado e acabar com a pohatoda). Claro que ela vai pra lá (sério?) com um interesse amoroso (cêjuratia?) que vem de paraquedas no meio da trama (AFF), depois se revela ser um enviado para levar a piriguete pra lá - deixando todo mundo com cara de.... OI?. E, claro, seremos obrigadas a aturar uma dublê de Samara da vez (a tal personagem Alessa) uma piriguete com poderes do mal que foi queimada na fogueira de uma santa inquisição e agora virou uma exu rebelada. É pau, é pedra, é o fim do caminho.

A montagem desse angu é um horror. Não tem suspense, não há terror, e o gore é tão mal filmado que chega a despertar gargalhadas (sofri com o cabeça de piramide cortando braços no hospício e o homem sendo cortado de cabeça para baixo para ter sua pele de borracha cozinhada. Sou doente? SEI QUE SIM! RISOS). Irrita a trilha sonora, que sobe descaradamente toda vez que Heather vai tomar um susto fazendo cara de piriguete sequelada. Frouxa, a direção não sabe onde posicionar a câmera em um momento de ação nem usar o que tem de efeito especial (o ataque num elevador com direito a dedo de gente rolando em direção a tela é sofrível, a transformação do quarto de motel é barata). A fotografia é péssima, escura propositadamente para esconder a falta de recursos da produção. 

O roteiro se esquece da mística em torno de Sonolent Hill, da metáfora que ela representa ("existem muitas Silent Hill por aí" OIOI???) e dói ver Malcolm McDowell, engessado em um filme de quinta categoria para se transformar em um monstro de maquiagem ordinária típica do vilão Nemesis da franquia Resident Evil de Paul W S Anderson (monstro que aparece e some dois segundos depois, SÓPRALEMBRAR). Ou seja, serviu pra______? Pra nada. 

Quase tive um AVC ao reconhecer Carrie Ann Moss, a nossa Trinity, diva futurista Matrix, aqui pagando mico coberta de pó de arroz na cara feito uma bruxa de OZ, com uma peruca de travesti loiro e dando aquela sambadinha cheia de confete pra virar uma pomba gira exu (Hans Donner deve ter ficado feliz, é sério gente!). O que eu acho ótimo nisso tudo é que Heather é das minhas, sabe, tipo velha guarda? Mata demônio e tudo que é exu usando, olha só, uma pistola (!). O bate boca entre as duas piriguetes, Heather e Alessaé uma coisa tão Mutantes da Tv Record que é a melhor piada do filme (euri). E o final, para coroar a escola de samba nesse carnaval da trasheira, é tipo aquela coisa: a personagem sofreu para salvar o pai e, ATENÇÃO, ele toma uma decisão que é o mesmo que dar um tapa na cara (na da piriguete e na sua, que aturou o filme até ali). Vou ali cortar meus pulsos e já volto. 

De bom, assim, com muito esforço, porque hoje eu tou de bom humor, o filme só tira de sua direção de arte e cenários, que a tia tem que dar o braço torcer porque mimetiza muito dos jogos, ou seja, não é culpa de quem desenho de produção dessa bagaça. Há as enfermeiras bizarras assassinas que se movem quando escutam algum som e aquele monstro em forma de aranha feito de bonecos, que na verdade são pessoas transformadas em manequins. Há o parque de diversões bizarro e a própria cidade, um misto de limbo convidativo para a tia Rá aqui ir sensualizar por lá no próximo carnaval.

Inferno, a gente vê por aqui.

Cotação: 0/5

Pra que ficasse melhor, só se tio Freddy Kruegger aparecesse pra fazer uma participação especial. Vá jogar Playstation e desaparte essa carniça de mim!  

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