sexta-feira, 29 de março de 2013

A fortaleza infernal - 1983




Título Original: The Keep
Ano de lançamento: 1983
Direção: Michael Mann
Roteiro: Michael Mann
Elenco: Scott Glenn, Ian McKellen, Alberta Watson, Gabriel Byrne
Sinopse: Outono de 1941, Passo Dinu - Alpes Cárpatos (Romênia): Em plena Segunda Guerra Mundial, um pelotão de soldados nazistas é designado para ocupar um fortim como posição estratégica. O local, repleto de cruzes pelas paredes e projetado para impedir que alguém saia (e não entre) na construção, provoca apreensão nos alemães. Principalmente quando mortes misteriosas e violentas começam a acontecer entre as paredes da fortaleza. Ironicamente, o único que pode ajudar os nazistas a descobrir o que acontece ali é um pesquisador judeu. Mas longe dali, na Grécia, um misterioso personagem ligado à história do fortim pressente o despertar de um Mal secular.




Por Jason


No bizarro, brega e fracassado "A fortaleza infernal", Michael Mann se aventura pelo reino do fantástico e sobrenatural em um filme trash de cair os cabelos de tão horrível.

O filme começa até bem, convenhamos. Na época da segunda guerra mundial, os nazistas se alojam em uma fortaleza na Romênia  assustando o povoado onde ela está localizada. O zelador da fortaleza logo pede para que eles partam, pois lá ninguém consegue ficar. Os nazistas ignoram os alertas e dois deles, loucos pela prata das cruzes que cercam o interior do lugar, abrem uma fenda que, na verdade, é uma passagem para outro lado - e libertam, assim, uma entidade maligna, que deseja se libertar dali mas é impedida por um objeto místico (ou qualquer coisa parecida).

Até esse momento o filme se segura - daí em diante começa a avacalhar. Para conseguir levar o objeto, a criatura fará um pacto com o Dr Theodore (Ian McKellen, desperdiçado). Ele está debilitado, e é retirado de um dos campos de concentração para o qual foi enviado com sua filha especialmente para ajudar os nazistas a compreenderem o que está havendo ali - ao passo que a criatura se antecipa e oferece a ele mais saúde em troca da possibilidade de libertação. Entra em cena uma espécie de guardião do lugar, algo como um anjo, que mantém a criatura presa lá por gerações e gerações, se envolve com a filha do doutor (?), mas é metralhado, morre, ressuscita, faz uma recarga de energia e vai combater o maligno - só que é morto pois a natureza de um está ligado a outro, deixando o desenvolvimento e o final do filme completamente soltos.

É difícil saber o que é pior nisso tudo. Da direção frágil de Michael Mann, à trama completamente insossa, da trilha sonora horrorosa e totalmente deslocada, passando pela concepção dos cenários cobertos por gelo seco que impedem o espectador de entender o que se passa, chegando ao desperdício dos atores (o filme ainda tem Gabriel Byrne) e os efeitos especiais horríveis, nada funciona como deveria. A produção passou por altos e baixos, é verdade, teve sua metragem cortada pelo estúdio, problemas com efeitos, e é renegada pelo diretor, que também é roteirista aqui e se baseou numa obra literária (que envolvia vampiros, diga-se de passagem, e é irregular). 

Notável a perda completa da subtrama religiosa que o roteiro  começou e dos personagens que somem para depois reaparecerem, apenas para morrerem. O envolvimento da temática religiosa é evidente na concepção da criatura - ela parece um demônio que rouba as almas dos homens, afinal; no padre da vila que tenta mostrar ao doutor que Deus é maior do que tudo e lhe dá uma cruz (que de nada vai lhe servir); ou na figura do protetor, que tem uma ligação com a criatura (ambos viriam do paraíso?) e se envolve amorosamente do nada em um relacionamento que vai... para lugar nenhum. Nada disso, contudo, é explorado e soa como se o roteiro estivesse enchendo linguiça. O aspecto da produção ganha tons ainda mais ordinários quando a aparência da criatura é revelada - e ela parece um cosplay do vilão da DC Comics Darkseid, em versão pobre miserável. 

Para desespero de qualquer cristão.

Cotação: 0/5

O filme está completo no Youtube.

Um comentário:

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