sábado, 23 de março de 2013

Ano 2003 - 1976 (Future World - 1976)




Título Original: Futureworld 
Ano de lançamento: 1976
Direção: Richard T. Heffron
Roteiro: George Schenk E Mayo Simon
Elenco: Peter Fonda, Blythe Danner, Arthur Hill, Yul Brynner, John P. Ryan, Stuart Margolin, Allen Ludden, Robert Cornthwaite, Angela Greene, Darrell Larson
Sinopse: Um parque temático com uma história trágica é reaberto para o público depois de muitos anos, e dois repórteres céticos descobrem uma trama diabólica. 


Por Jason

Mais de 1,5 bilhões de dólares são investidos para recuperar Delos, o parque temático de West World, onde ninguém tem alma (1973), que acabou fechado depois que as máquinas enlouqueceram e atacaram os visitantes, causando uma tragédia. Novos androides são colocados e velhos consertados. A inauguração visa ser um espetáculo na mídia. Dois repórteres acabam sendo convidados para a inauguração do parque, mas uma vez que eles estiverem lá dentro vão descobrir que nem tudo é realmente seguro e que os velhos erros estão sendo cometidos pelos donos do parque, que agora visam espalhar suas réplicas pelo mundo.

Na sala de controle, os seres humanos foram substituídos por androides, já que um dos principais motivos pelo qual o primeiro parque deu errado foram os erros causados pelos controladores. As atrações também mudaram. Agora o foco é em passeios espaciais, proporcionando visitas em um cenário que reproduz Marte e instalações espaciais, dentre outros. A primeira parte do filme é interessante, mas os pecados começam logo a aparecer.

O filme envelheceu, tanto no conjunto de figurinos, quanto nos efeitos especiais, mas ainda traz luxos como um jogo de xadrez em holograma, criado a partir de jogo de cena e de atores. Animações virtuais surgem nas telas dos controladores, cuja sala mais parece ter saído de uma central da Nasa. A direção de arte recria de forma eficiente cenários do primeiro filme, agora abandonados depois da tragédia, e os cenários industriais - o filme parece ter sido rodado em uma usina. Peter Fonda é competente como o protagonista e segura a atenção do filme mas Blyte Danner é a cara da comédia, deslocada dentro do papel. 

Os problemas da produção são diversos. O filme quase não tem ação. Quando ela vem, na forma de sequências de luta mal coreografadas, é sofrível. A trama de mistério e conspiração não engrena e a trilha sonora é tão ruim que chega a massacrar o espectador. Há ainda o que se questionar da forma como um dos personagens do primeiro filme é trazido para este, uma solução no mínimo bizarra e sem qualquer sentido - uma vez que a personagem não guardava sua imagem em sua memória, já que nunca tiveram contato anteriormente. Uma sequência que toma tempo na trama e é completamente desnecessária porque não a faz avançar em nada. O final abrupto é um tiro no pé.

Como visão pessimista do futuro, envolvendo robótica e a ideia de que um desenvolvimento desenfreado da tecnologia pode trazer para os seres humanos, a produção até se salva. Como previsão de um futuro que deveria acontecer em 2003, para coroar o resultado, o filme é um fiasco.


Cotação: 2/5

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