terça-feira, 19 de março de 2013

Colossus 1980 - 1970 (Colossus: the Forbin project, 1970)




Título Original: Colossus: The Forbin Project
Ano de lançamento: 1970
Direção: Joseph Sargent
Roteiro: James Bridges, D.F. Jones
Elenco original: Eric Braeden,Susan Clark, Gordon Pinsent, William Schallert, Leonid Rostoff, Georg Stanford Brown, Willard Sage, Alex Rodine, Martin E. Brooks, Marion Ross
Sinopse: Durante a guerra fria, os Estados Unidos decide construir um super computador e lhe entregar todo o comando dos sistemas de defesa, inclusive os mísseis nucleares. O computador acaba por desenvolver vontade própria e entra em contato com o computador russo, semelhante a ele. Os dois se unem e, chegam a conclusão de que, para o próprio bem da humanidade, esta deve lhes prestar obediência e evitar assim a auto-destruição. Com o comando das armas nucleares, os computadores conseguem, ao menos aparentemente, triunfo em seus objetivos.

Por Jason

No clássico de ficção Colossus 1980, cuja refilmagem já foi anunciada com o nome de Will Smith envolvido nos crédiots, o computador Colossus é considerado perfeito e foi criado para controlar o sistema de defesa dos EUA. Não tem sentimentos, não tem emoções, não tem ódio  Funciona sem intervenção humana e tem suas próprias defesas, é auto suficiente, se protege e se alimenta, sendo invulnerável.  A questão é se Colossus é dotado de razão e capaz de pensar. Os homens acham que não, que é apenas uma máquina, trabalhando com cálculos matemáticos. Mas Colossus acaba descobrindo Guardian, um sistema semelhante ao seu que está localizado na Russia e exige que exista uma conexão entre os dois. Ambos começam a conversar de forma matemática e distante da compreensão humana. A conexão permite que ambos ampliem seus conhecimentos e a inteligência. 

A tensão começa na metade do filme, quando a comunicação entre os dois é cortada. Colossus exige que ela seja restabelecida  mas o presidente dos EUA nega para tentar passar a máquina a ideia de que os humanos são superiores a ela e eles devem obedece-la. Em represália  Colossus, que controla o sistema de defesa do país, lança um míssil contra o país, fazendo todo mundo correr contra o tempo para conseguir interceptar. Em seguida, ambos os países terão que encontrar uma forma de parar os dois computadores fora de controle uma vez que eles tem os sistemas de defesas sob as ordens deles. O computador começa a invadir a vida pessoal do seu criador, tal qual um programa de televisão como o Big Brother, fiscalizando sua vida, ao passo que o personagem tenta ganhar a sua confiança e driblar a proteção de Colossus para invadir o sistema do super computador e parar, já que ele decide apontar misseis para os países onde ainda não exerce controle.

Inevitável perceber o quanto James Cameron bebeu dessa fonte - e a cinesserie Terminator - para montar a sua rede Skynet, que ganhou consciência própria e aniquilou a raça humana em O exterminador do futuro. Tanto Colossus quanto a Skynet partem da mesma premissa  - a tecnologia como algo nocivo ao ser humano e máquinas se desenvolvendo conscientemente e se rebelando contra a humanidade. A diferença está na concepção humana de Colossus e Guardian. Isso porque ambos os computadores trocaram informações e dados intensos e decidem que o melhor a fazer é transformar os humanos como servos, controlando-os rigorosamente, eliminando suas armas, para evitarem uma aniquilação do planeta - o período do filme é o da guerra fria entre EUA e Russos, que forçam um acordo entre ambos para poderem resolver o problema.

A ideia, o argumento e o roteiro do filme são brilhantes e bem desenvolvidos. Há uma tensão constante desde o momento em que os computadores se conectam e o computador começa a fazer exigências. O que prejudica o desenrolar da trama é que o filme é quase todo rodado dentro de ambientes fechados e seu ritmo por vezes é massacrante.  Datado miseravelmente, com sua direção de arte que envelheceu horrores, é visualmente o típico filme de ficção dos anos 70 - quase toda ficção da época imaginava computadores se comunicando em salas grandes, quadradas, claras, cheias de bancos de luzes como se fossem naves espaciais e monitores de televisão enormes de estética ultrapassada - além de máquinas que mais parecem Game Station de shopping center. O que segura a atenção do começo ao fim é a expectativa em torno do que acontecerá com os dois computadores e, claro, com os seres humanos. 

O final, para coroar a trama inteligente, é chocante.

Cotação: 4/5

Clássico, cuja execução envelheceu, mas o tema se mantém novo em folha.

Filme completo no link abaixo:

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