terça-feira, 12 de março de 2013

Coma - 1978 (Coma - 1978)



Título Original: Coma
Ano de lançamento: 1978
Direção: Michael Crichton
Roteiro: Michael Crichton
Elenco: Michael Douglas, Genevieve Bujold, Ed Harris

Sinopse: Dez casos. Agora 12. Por que pacientes jovens e saudáveis são submetidos para cirurgia no Boston Memorial Hospital e terminam ligados à uma máquina? A Dra. Susan Wheeler quer saber. Alguém mais quer ela morta. Muito antes dele criar Plantão Médico, Michael Crichton (de Parque dos Dinossauros e Twister) adaptou e dirigiu este thriller médico baseado no best-seller de Robin Cook. Genevieve Bujold interpreta Wheeler, investigando pistas, percorrendo encanamentos, se escondendo entre cadáveres no necrotério, se infiltrando no Instituto Jefferson (uma maravilha inesquecível de fantasmagórica tecnologia) e persuadindo seu cético namorado e seu colega, o Dr. Mark (Michael Douglas), que as suspeitas dela não são nenhuma paranóia.



Por Jason

Dirigido pelo falecido Michael Crichton, autor de Jurassic Park (que também adaptou o livro de Robin Cook), Coma traz uma trama interessante envolvendo ficção, suspense e mistério dentro de um grande e reconhecido Boston Memorial Hospital. Geneviève Bujold interpreta - muito bem aliás - a doutora Susan, que vive fugindo de um relacionamento estável com seu namorado, o Dr Mark (Michael Douglas) uma vez que respira 24 horas a sua profissão.

Susan leva o seu trabalho intensamente no hospital quando começa a desconfiar que há algo errado na instituição, depois que uma amiga saudável entra em coma durante a realização de uma cirurgia. Susan é vista como paranoica até por Mark, que é bastante cético quanto ao caso e aceita o fato de que pacientes estão sujeitos ao acontecimento e isso é mais comum do que se possa pensar. Só que outro paciente - interpretado por Tom Selleck - começa a vegetar após uma cirurgia simples no joelho. O hospital tenta abafar os casos, que chamam atenção pelos números altos em um ano, uma vez que se trata do maior e melhor instituição não só da cidade como provavelmente de todo os EUA. 

Susan então, não desiste, tentando descobrir o que há por trás de tantas mortes em cirurgias bobas e o filme começa a ganhar ares de conspiração. Susan não sabe em quem confiar, não sabe o que as pessoas estão escondendo. Os resultados da autopsia sugerem que estão injetando monóxido de carbono no lugar de oxigênio, o que está causando as mortes cerebrais nos pacientes, mas o hospital troca de anestesista constantemente e é impossível responsabilizar uma única pessoa pelos acontecimentos. Os corpos dos pacientes em coma começam a sumir e serem encaminhados para um tal Jefferson Institute. É lá que se dará a chocante revelação em torno deles. 

As atuações são todas ótimas, incluindo aqui um jovem Michael Douglas e Ed Harris (em participação pequena, mas funcional). A reconstituição do cenário, com o hospital movimentado e seus leitos, além de laboratórios e necrotério é boa - o filme é tecnicamente bem feito para a época, embora falhe em uma ou outra cena (a morte de um dos personagens eletrocutados é o momento trash do filme). Crichton demonstra aqui ter mão boa para o suspense na direção do filme, mostrando segurança, captando a essência da obra de Robin Cook e criando cenas interessantes, com o uso de sombras e trilha sonora nervosa de Jerry Goldsmith, além de cenas de perseguição tensas dentro do hospital ou do Instituto. Ele consegue criar pelo menos uma sequência marcante - quando Susan resolve se esconder no necrotério entre os cadáveres fugindo do vilão. Há uma reviravolta na trama, personagens que a traem e Susan se vê sozinha lutando contra todos. A revelação em torno dos pacientes mortos além de plausível dentro da trama é, no mínimo, bizarra.

Coma falha em alguns momentos, quando apela para artifícios fáceis de roteiro - Susan entra no Instituto e lá permanece por deslizes da segurança, percebam e, apesar de ser inteligente e esperta o bastante para descobrir o segredo, cai numa armadilha tola de aceitar uma bebida com droga, uma vez que ela estava desconfiando de todo mundo, inclusive seu namorado (!) - mas é um filme movimentado, suspense de primeira, com ótima montagem para a época, o que deixa o espectador antenado o tempo todo até o final eletrizante.

Cotação: 4/5

É o filme ideal para quem quer ter pavor de hospital pelo resto da vida.

2 comentários:

  1. Esse filme é excelente, já assisti várias vezes!!!
    É um suspense imperdível!!

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