sexta-feira, 8 de março de 2013

Leviatã - 1989 (Leviathan - 1989)


Título Original: Leviathan
Ano de lançamento: 1989
Direção: George P. Cosmatos
Roteiro: David Webb Peoples (história e roteiro), Jeb Stuart (roteiro)

Elenco: Amanda Pays, Hector Elizondo, Peter Weller, Richard Crenna


Sinopse: Mineiros que trabalham no fundo do mar encontram uma embarcação soviética afundada. A descoberta traz à tona uma carga perigosa e que pode causar resultados horríveis. Os mineiros terão de lutar contra uma estranha mutação genética que vai eliminando um a um.

Por Jason

Tem certos filmes que nem deveriam ter saído do papel, outros que existem, para a nossa alegria, como é o caso dessa podreira de quinta categoria. Cosplay pobre de "O segredo do abismo" meets "Alien", "20.000 léguas submarinas", com ares de quem deve ter influenciado até "Esfera" e o jogo de vídeo game baseado em "O enigma de outro mundo". É assim que poderia ser definido o filme da MGM "Leviathan", mas o problema é que ele tem tantas referências a mais chupinhadas de outras ficções que fica até impossível contar. 

A ideia do filme é até interessante, diga-se de passagem. Os cenários se sobressaem do conjunto medíocre - a direção de arte se defende como pode do péssimo elenco da produção e da direção ordinária. A recriação da base submarina é boa, tem momentos de claustrofobia e detalhes bem interessantes (como os computadores, a enfermaria e as câmaras de descompressão, além dos corredores cheio de dutos e fiações, que evocam a série Alien). Leviathan tem a grife poderosa da ILM por detrás de alguns efeitos especiais e o estúdio do mestre Stan Winston (ele mesmo, de PredadorAliens, o resgate e Jurassic Park) na criação das criaturas. Há alguns momentos em que os efeitos são realmente interessantes - na cena em que uma perna (!) acaba dando cria a uma sanguessuga gigante asquerosa, ou quando dois tripulantes mortos acabam se incorporando um ao outro.

O problema é a caganeira como foi conduzida. O filme não diverte, não assusta, não emociona. Cheio de clichês do gênero e de apelo trash, o roteiro traz um dos tripulantes que, claro, esconde um segredo - ele sabe o que realmente está acontecendo e - obviamente - trairá todos e se ferrará no final. Há o interesse amoroso do personagem principal, é claro - feito por Peter Weller, péssimo - e o coadjuvante negro que o filme deixará para descartar no final, numa cena bizarra (uma das piores que já vi na vida), quando evoca "Tubarão" e faz o herói jogar uma bomba dentro da boca da criatura. Criatura, aliás, que aqui surge com ares do conhecido Godzilla de borracha (!). 

No meio dessa zona, tome um festival de nojeiras, próteses de borracha e sangue falso. A montagem do filme é péssima. Ao invés de optar por esconder as criaturas falsas, a direção as explora para dar um efeito gore - menos o monstro do título afinal, que é tão bizarro e cheio de borracha que ele tenta esconder. O elenco, só para frisar mais uma vez, é ordinário, ninguém se salva do naufrágio - mas a tal Amanda Pays chega a ser uma aberração. Por fim, o roteiro não deixa nada para o espectador especular, explicando tudo e dando tudo mastigado para ele, desde o navio encontrado nas profundezas, até o uso de animações da ação do organismo mutante no corpo humano, tal qual "O enigma de outro mundo"

Quem sabe ficasse bom numa refilmagem com gente de primeira linha? No estágio que a MGM se encontra, não seria tão ruim tentar.

Cotação: 1/5

Vale pela curiosa ideia. De resto, é uma total falta de criatividade.






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