sábado, 16 de março de 2013

O enigma de Andrômeda - 1971 (The Andromeda Strain - 1971)


Título Original: The Andromeda Strain
Ano de lançamento: 1971
Direção: Robert Wise
Roteiro: Michael Crichton, Nelson Gidding
Elenco: David Wayne, James Olson, George Mitchell, Ramon Bieri, Richard O'Brien
Sinopse: Um satélite espacial sai de órbita e cai em uma cidadezinha da Terra. Gerada pela colisão, uma bactéria fatal e misteriosa começa a dizimar a população. Uma equipe de cientistas trabalha em um laboratório subterrâneo para encontrar a cura e descobre que apenas uma criança e um bêbado sobreviveram. A ansiedade aumenta, ao mesmo tempo em que os pesquisadores correm para encontar uma solução, antes que a humanidade seja exterminada. Indicado para os Oscars de montagem e direção de arte.


Por Jason

Após a queda de um satélite espacial, numa cidade interiorana dos EUA, os moradores aparecem mortos. Uma equipe é enviada para investigação e descobre que todo mundo parece ter morrido repentinamente. Os cadáveres estão com sangue transformado em pó e há apenas dois sobreviventes - um velho bêbado e uma criança de apenas seis meses que não para de chorar.

Ambos são levados para estudos junto com o satélite para uma base super secreta e altamente segura, em que são usados todos os métodos possíveis para eliminação de agentes infecciosos e tem-se a disposição toda a tecnologia futurista que o escritor Michael Crichton, autor do livro em que o filme se baseia, foi possível imaginar. Rapidamente, o governo chama quatro especialistas com urgência para descobrir o que aconteceu e estudar os sobreviventes e o satélite na procura por respostas, alegando que pode ser um surto de uma bactéria ou vírus desconhecidos.

À medida que o filme avança, somos levados a todas etapas do processo de estudos, até a conclusão final: a criatura, microscópica, veio do espaço, é capaz de viver no vácuo, é transmissível pelo ar, mas não é um vírus nem bactéria, e sim uma espécie alienígena sintética, cristalina, que se multiplica e está crescendo e se modificando. Ela é capaz de se alimentar e reproduzir através de energia, como um reator, e devorar plástico à medida que se propaga. Durante os estudos, ela quebra a segurança da base subterrânea onde os estudiosos se encontram. Se nada for feito dentro de um curto período, o local será vaporizado e, ao invés de a criatura erradicada, se alimentará, se multiplicará e devorará o planeta.

O filme é eficiente ao estabelecer o mistério - na cidade com os corpos abandonados repentinamente - e na convocação para o trabalho dos doutores, pegos de surpresa. Há momentos de tensão, quando não se sabe o que vai acontecer no país, uma vez que tudo que se aproxima da área da cidade é consumido pela criatura invisível. Pesa contra a produção, obviamente, a sua idade. No campo de atuação, todos se esforçam, mas só Kate Reid, na pele da doutora rabugenta e mal humorada, fumante compulsiva, é que se destaca dos demais.

O começo dos estudos é arrastado demais e o filme só se torna interessante quando se revela a natureza da criatura e o enigma do título começa a fazer sentido. A adaptação do roteiro falha ao não enxugar os excessos de Crichton e seus desejos por detalhes técnicos e científicos, deleites que ficam lindos em folhas de papel, mas prejudicam o entendimento e o ritmo da narrativa. Os efeitos especiais são eficientes para a época -, reparem nas cenas das animações microscópicas e no uso de robótica, além de efeitos sonoros, o filme ainda agrada nesses quesitos -, mas a direção de arte datou amargamente a produção, com seus computadores arcaicos e monitores antiquados. O ritmo também é um tiro no pé: é o tipo de produção que demora para passar como se tivesse o dobro de sua duração real - ele só acelera praticamente nos vinte minutos finais.  

Em tempo: Robert Wise, o diretor, tem em sua filmografia clássicos respeitáveis, como O dia em que a Terra parou, A noviça rebelde, Jornada nas Estrelas, e trabalhou em filmes como Cidadão Kane e O corcunda de Notre Dame, credenciais suficientes para uma conferida.

Cotação: 3/5




3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Vou discordar do bom artigo acima quanto ao filme "Enigma de Andrômeda, 1971. O avanço dos efeitos especiais de hoje não garantem muito em termos de cinema basta ver "2012, o Fim do Mundo". Muitos consideram o melhor filme de ficção-científica, "2001, Uma Odisseia no Espaço" de S. Kubrick, de ...1968. A refilmagem de outro clássico de Robert Wise, "O Dia em que a Terra Parou (com Keanu Reeves muito bem), é um bom filme mas o original é incomparável, sem computadores na época e com alguns efeitos superados. Mas a mensagem de paz do filme, em plena guerra-fria, é comovente. É isso aí: o cinema precisa comover e não é o que se vê atualmente. Talvez os melhores diretores não estejam mais em Hollywood.

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