sexta-feira, 29 de março de 2013

Star Wars Episódio II - O ataque dos clones - 2002




Título Original: Star Wars: Episode II - Attack of the Clones
Ano de lançamento: 2002
Direção: George Lucas
Roteiro: George Lucas, Jonathan Hales
Elenco: Hayden Christensen, Ewan McGreggor, Samuel L Jackson, Frank Oz, Natalie Portman, Joel Edgerton, Ian McDiarmid
Sinopse: Dez anos após a tentativa frustrada de invasão do planeta Naboo, Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e Padmé Amidala (Natalie Portman) estão juntos novamente. Neste período de tempo Obi-Wan passou de aprendiz a professor dos ensinamentos jedi para Anakin, sendo que ambos foram destacados para proteger a agora senadora Amidala, que tem sua vida ameaçada por facções separatistas da República, que ameaçam desencadear uma guerra civil intergalática. Com o passar do tempo surge um romance proibido entre Anakin e Amidala, pois os cavaleiros jedi não têm permissão para se apaixonarem.


Por Jason

O filme começa bem, com um atentado terrorista contra Amidala que vitima uma de suas assistentes. Mais tarde, uma reptiliana camaleoa assassina, contratada para matar a senadora, falha graças a presença de Obi Wan e Anakin, e iniciam uma perseguição pelo trânsito flutuante do planeta Coruscant - e que vai terminar em um bar cheio de figuras exóticas. 

As certezas em relação a super produção de George Lucas começam a brotar na primeira meia hora do filme: o episódio 2 da nova trilogia é melhor que o primeiro, o que não quer dizer muita coisa. Os efeitos continuam brilhando mais do que tudo dentro da trama, como na espetacular sequência de caça no campo de asteroides entre Obi Wan e Jango Fett e o combate final, um festival de explosões, tiros e sabres de luz de cair o queixo (embora falhem em uma ou outra sequência, como na constrangedora cena em que Anakin monta uma criatura que mais parece um carrapato gigante ou quando monta em uma moto voadora para ir atrás da mãe). O roteiro de "Ataque dos clones", contudo, continua igualmente capenga. 

Temos que suportar, além da frágil trama de investigação que o roteiro tenta empurrar, o desenvolvimento no mínimo embaraçoso do relacionamento entre Anakin e a agora senadora Amidala, prejudicado pelo fato de que Hayden Cristensen, além de não ter carisma, é péssimo, adora umas caras e bocas e, graças a Deus, a carreira não decolou. Para piorar, Amidala, como no primeiro filme, continua se vestindo como fosse desfilar por uma escola de samba, com seus figurinos bizarros e cabeleira mutante que muda a cada quadro em que ela aparece - cabelo e figurino, aliás, que só vão melhorar na última parte do filme. 

Já Anakin, com os hormônios estourando, despeja seu estoque de cantadas de quinta categoria para conquistar a senadora, ao passo que ambos se refugiam no planeta Naboo enquanto Obi Wan tenta identificar o autor do atentado contra a senadora no planeta Kamino. O planeta, habitado por aliens grandes e de aparência delicada, leva a investigação  ao exército dos clones, ao caçador de recompensas Jango Fett - sua genética serviu de modelo para os clones - e até o Conde Dooku na batalha final no planeta com um campo de asteroides Geonosis. 

Mas a coisa piora quando Anakin, mimado como só ele, presencia a morte da mãe e solta os cachorros no povo do deserto, colocando o pé direito no lado negro da força. A sequência é absurda dentro do contexto do filme - Anakin localiza o antigo dono da mãe, depois o marido e mais tarde a própria, apenas para morrer nos seus braços, numa esquematização meio capenga e forçada do roteiro. A trilha sonora de John Williams não consegue atingir o brilho da primeira trilogia - e por vezes, por não ser subtraída, torna o filme mais barulhento ao invés de épico. Difícil também engolir a arena de Geonosis para onde vão o trio Obi Wan, Amidala e Anakin, que, claro, escapam facilmente - com direito a cena brega de declaração de amor fora de hora da senadora - sem contar as pausas irritantes dos vilões, apenas para permitir que os heróis virem facilmente o jogo, um clichê que chega a incomodar. 

Nesse engodo todo de desfile visual que mata qualquer possibilidade de incrementar o filme com um subtexto político, como se refere os letreiros iniciais, Ewan McGregor se defende como pode, atuando praticamente o tempo todo com fundo azul e criaturas criadas pelos poderosos computadores da ILM. Ian McDiarmid faz bem o seu papel de advogado do diabo, tentando o espírito maligno de Anakin enquanto orquestra o avanço do lado negro da força contra os Jedi. Samuel L Jackson ganha mais destaque como Mace Windu, o que é bom pelo poder que o personagem carrega e pelo papel importante que terá na próxima parte.

Por fim, o filme ainda traz deleites para os fãs e detalhes para os nerds de plantão - Obi Wan, com toda a sua sabedoria e conhecimento em artes maciais, sai no tapa com Jango Fett com direito a voadora alá Mortal Kombat e tudo mais. Além, é claro, da presença do atrapalhado alívio cômico eficiente C3PO, R2D2 - que milagrosamente aqui voa (!) -, o caçador de recompensas Jango Fett e o pequeno Boba Fett, além de Yoda, que, em momento decisivo, precisa entrar em ação para colocar as coisas nos eixos. "O ataque dos clones" também elimina o personagem trash Jar Jar Binks dando a ele uma mínima presença de tela e tenta colocar o pé na seriedade e no lado mais sombrio da série, revelada em O império contra ataca. Mas é pouco.

Cotação: 2/5



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...