domingo, 17 de março de 2013

Supernova - 2000 (Supernova - 2000)



Título Original: Supernova
Ano de lançamento: 2000
Direção: Francis Ford Coppola, Jack Sholder, Walter Hill
Roteiro: Daniel Chuba, David C. Wilson, William Malone
Elenco:
Angela Bassett (Dr. Kaela Evers)
Eddy Rice Jr. (Flyboy)
James Spader (Nick Vanzant)
Kerrigan Mahan (Troy Larson)
Kevin Sizemore (Rescue Leader)
Knox White (Knox Grantham White)
Lou Diamond Phillips (Yerzy Penalosa)
Peter Facinelli (Karl Larson)
Robert Forster (A.J. Marley)
Robin Tunney (Danika Lund)
Vanessa Marshall (Sweetie)
Wilson Cruz (Benj Sotomejor)
Sinopse: Uma espaçonave de busca encontra uma nave médica num ponto distante da galáxia. Ao ser descoberto um pedido de socorro cheio de angústia e terror, a tripulação da nave começa a crer que está em perigo, a desconfiar do misterioso jovem que resgataram e do artefato alien que está carregando consigo. Ao mesmo tempo, devem se preocupar em escapar da força gravitacional de uma gigantesca estrela que está prestes a se tornar uma supernova, o que irá resultar numa grande explosão que poderá matá-los.



Por Jason

Quando Supernova começa, uma nave de salvamento e emergência médica está acordando sua tripulação. A tripulação vai atrás de um pedido de socorro, mas um salto espaço temporal transforma o capitão numa pasta de pele. O filme parece que vai enveredar para o horror e o bizarro. Mas eis que a nave acaba encontrando um módulo de fuga, vindo de um planeta de mineração. A pessoa encontrada, um homem com cara de modelo da Calvin Klein, não é aparentemente o mesmo que pediu socorro - e ele vem trazendo algo mais com ele, um objeto rosa alienígena que parece mudar todo mundo que tocar nele.

Como visto, o filme até tem um argumento interessante: o suspense deveria vir não só dessa pessoa estranha, mas do objeto que ela carrega e do poder que ele pode proporcionar - e quem já jogou Dead Space sabe do que artefatos alienígenas são capazes de fazer. Como descobre a doutora Kaela de Angela Bassett, aqui o objeto é capaz de destruir um sistema solar - é uma carga explosiva alien, usada para causar extinções de espécies - e ao ser tocada provoca mudanças corporais, dando mais força para a pessoa e poderes de regeneração, ou seja, uma evolução. O filme traz bons efeitos especiais e a primeira meia hora dele tem ritmo bom. O problema? São vários problemas. 

A começar pela produção, já que o estúdio ficou insatisfeito com o resultado original e chamou Francis Ford Coppola para tentar salvar o resultado - o que não deu certo. O projeto do filme passava por estúdios desde a década de 80, com materiais inspirados nas artes de H R Giger (ele mesmo, o criador de Alien) já que o estúdio procurava abrir uma franquia nos moldes do sucesso do oitavo passageiro. Foi tudo por água abaixo. 

Falta a Supernova, uma superprodução de quase cem milhões de dólares, traços autorais - ele parece um pistache de tudo que é filme de ficção - embora possamos concordar que a ideia de uma trama envolvendo um objeto alien capaz de transformar tudo em uma estrela prestes a explodir seja interessante (e até uma novidade). Mas o filme desperdiça o talento da ótima Angela Bassett, como a médica da nave, e James Spader, cuja carreira não decolou. A direção de arte e cenários faz um carnaval - saem os desenhos sombrios e conceituais de Giger e entra algo parecido a Perdidos no Espaço, onde tudo é muito claro, tudo é muito azul, sem inspirar medo ou terror, um pecado em um filme como esse. É o departamento incapaz de transmitir qualquer sensação a não ser a de nulidade: até a nave não tem nenhuma personalidade. Não há medo, não há pavor, não há suspense. A trilha sonora é deslocada - esperei até que tocassem um bossa nova em determinado momento do filme, tamanha a sensação de deslocamento que a trilha passa ao espectador.

Há um mistério que permeia o filme todo - a câmera do diretor fica balançando, como se quisesse transmitir uma ausência de gravidade, um artificio completamente desnecessário aliás. O vilão é o péssimo Peter Facineli, de Crepúsculo,  com direito a amostra grátis de seu traseiro para a plateia, lentes de contato de vampiro e poder de regeneração no melhor estilo Wolverine. Chocante mesmo nessa salada nada imaginativa são os tripulantes, que começam a morrer sem o mínimo esforço, sem nenhum mistério ou dificuldade: como se nada e nenhum personagem fosse importante na trama. E há os furos: como um computador de última geração como o daquela nave é capaz de permitir que um estranho a controle? Como o computador foi capaz de demorar todo aquele tempo para atender às ordens de alguém que a ajudou a projetar? Como o personagem de Spader foi capaz de retornar para a nave em órbita, uma vez que ele não tinha o controle do módulo no planeta e tudo estava abandonado e destruído? Esses e outros buracos, o roteiro não explica - nem o espectador entende.

O filme não arrecadou nem 15 milhões em bilheterias. Tanto erro só poderia gerar prejuízo mesmo.

Cotação 1/5

Um exemplo de como uma ideia interessante não é capaz de sustentar um filme.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...