sábado, 27 de abril de 2013

A casa das almas perdidas - 1991




Título Original: The Haunted
Ano de lançamento: 1991
Direção: Robert Mandel
Roteiro: Jack Smurl, Robert Curran
Elenco: Diane Baker, Sally Kirkland, George Wallace
Sinopse: Esta é uma historia baseada nos relatos da família Smurl e sua terrível luta contra forças malignas que se apoderaram de sua casa e de suas vidas. Pouco a pouco o mal toma conta da casa, submetendo-os a verdadeiras torturas sobrenaturais, como torradeiras pegando fogo, vozes do além, ataques sexuais, etc. Aterrorizados, decidem divulgar na imprensa com a esperança que alguém os ajudem.


Por Jason

A família Smurl se mudou para uma nova casa e tudo parecia perfeito, com uma vizinhança simpática e perfeita, até o momento em que coisas estranhas começaram a acontecer. Poucos meses tinham se passado quando a televisão da casa estourou, sons de passos inexplicáveis cruzavam a casa, vazamentos de água estranhos, gavetas que abriam e fechavam sozinhas e palavrões que apareciam do nada a ponto da vizinhança escutar e ficar horrorizada. A família começou a ser aterrorizada e seus integrantes a brigarem e se desentenderem. 

Baseado em fatos reais, o filme A casa das almas perdidas tenta passar para o espectador toda loucura a qual a família foi submetida por eventos paranormais, até o assédio da imprensa na época e o desespero em recorrer a religião como salvação pelo martírio. Até os quarenta e cinco minutos do primeiro tempo, há momentos de pura tensão das melhores no filme -, como quando o som é completamente subtraído e acompanhamos a dona de casa caminhando pelo corredor escuro da casa em direção ao banheiro, de onde ela ouviu o barulho de água jorrando. Sua aflição - e com certeza a do espectador aterrorizado - a leva a orar desesperadamente. Há execuções perfeitas, como na cena em que o casal ouve vozes na cama em que dormem, vindo do travesseiro, ou quando algo começa a tocar as pernas da matriarca da família sem que se saiba o que é.

Obviamente, como todo caso envolvendo eventos desse tipo, há o ceticismo e o conflito da ciência e da igreja e o filme - nem a vida real - não fogem dessa esquematização. A dona de casa, por exemplo, tenta buscar ajuda na Igreja e em especialistas de casos sobrenaturais que tentam  expulsar os espíritos que lá habitam. Por ser baseado em fatos reais e no livro que reúne o testemunho de 28 pessoas que participaram de algum evento sobrenatural dentro da casa, só o tema já despertaria curiosidade, mas a produção já ganha pontos de partida ao tentar mostrar uma visão imparcial dos fatos, sem tirar conclusões e focando apenas nos estranhos acontecimentos e em como a família reagia a eles. 

Como um filme para a TV do começo dos anos 90, contudo, A casa das almas perdidas envelheceu. Todo o elenco, embora se defenda bem, é prejudicado pela cara de telenovela mexicana do filme (Sally Kirkland, que era bela e ficou deformada de tanta plástica, foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz do ano pelo filme, na época, e sua atuação realmente é dedicada). Há os deslizes, que começam nos quarenta minutos finais. A cena em que o dono da casa é atacado por uma entidade querendo sexo é sofrível e acaba tendo efeito contrário ao esperado. Os efeitos especiais, embora poucos, são precários - atire a primeira pedra quem não se acabar de rir quando a casa começar a sacudir numa sessão coletiva de exorcismo ou quando a dona de casa for arremessada em câmera lenta nas escadas e no quarto. 

Assim, descontada a idade do projeto, "A casa das almas perdidas" ao menos é eficiente na maneira com que conta e desenvolve a história e na seriedade como aborda o tema. Mais interessante do que muito horror por aí.


Cotação: 3/5

Filme completo


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