terça-feira, 23 de abril de 2013

A cidade dos amaldiçoados - 1995




Título Original: Village of the Damned
Ano de lançamento: 1995
Direção: John Carpenter
Roteiro: David Himmelstein, Gary B. Kibbe, John Wyndham, Larry Sulkis, Robin Michel Bush, Steven Siebert
Elenco:  Christopher Reeve, Kirstie Alley, Mark Hamill
Sinopse: Na cidade americana de Midwich o médico Alan Chaffee (Christopher Reeve) acorda cedo, pois ouviu sons que pareciam sussurros. Sua mulher, Barbara (Karen Kahn), diz que nada ouviu e Alan deixa de dar importância. Naquela manhã Alan sai da cidade e às 10 horas ocorre um desmaio coletivo, que só atinge as pessoas e animais que estavam nos limites da cidade. Quando Alan retorna o governo já tem consciência do caso e enviou uma equipe, chefiada pela epidemiologista Susan Verner (Kirstie Alley). Após seis horas desmaiados, os animais e pessoas começam a despertar. Depois de enterrarem as vítimas daquele fato inexplicável, se constata que naquele dia várias mulheres ficaram grávidas. Quando nascem os bebês têm características especiais, mas seus "pais" sentem que as crianças não são humanas e que representam um sério perigo.

Por Jason

A primeira parte de A cidade dos amaldiçoados é interessante. Um evento desconhecido faz com que todo mundo na cidade desmaie, o que desperta a atenção da polícia e do governo - na pessoa de Susan Verner (Kirstie Alley). O evento é bem delimitado: na área atingida, todo mundo que a invade é acometido misteriosamente pelo desmaio. Quando retornam a si, os moradores discutem as hipóteses sobre o que realmente ocorreu, mas descobre-se que as mulheres da cidade engravidaram todas ao mesmo tempo e o governo decide estudá-las fornecendo ajuda de custo. Uma delas nasce morta, mas as outras crescem rápido e demonstram inteligência acima do comum. De repente, mortes estranhas começam a acontecer na cidade e as crianças são as principais suspeitas.

O filme é eficiente quando mostra o desmaio coletivo, e dá ao espectador uma noção de apocalipse que se aproxima silenciosamente. Trata-se de uma refilmagem de "A aldeia dos amaldiçoados", de 1960, da MGM, baseado no livro de John Wyndham - ambos de maior clareza e mais subjetividade - o original acontece em uma vila da Inglaterra e as crianças tem traços de super inteligência com forte sugestão de serem fruto de alienígenas. Esse fato fica logo evidente no filme de Carpenter, uma vez que a personagem Susan não tarda de revelar o segredo da coisa que uma das mulheres pariu. 

Os atores mirins são todos esforçados - mas o destaque fica por conta da líder das crianças, que consegue, com sua expressão nula, transmitir frieza, sensação amplificada pela bizarra peruca prateada que a menina usa. Do elenco adulto, Michael Paré entra e sai sem sequer fazer falta. Surpreendentemente, temos Mark Hamill, o Luke Skywalker de Star Wars, aqui como um reverendo que tenta matar a líder das crianças mas é surpreendido pelo grupo. Christopher Reeve tenta levar tudo a sério, mas Alley parece rir o tempo todo, uma postura que não combina com sua personagem. 

É a partir da metade do filme que a coisa começa a desandar de vez. Falta ao filme melhor ritmo. Ele demora a passar e sacrifica o interesse do espectador. O clímax é outro ponto contra, mal montado dentro do celeiro onde as crianças se estabeleceram e sem a tensão que Carpenter um dia demonstrou com O enigma de outro mundo. Os cenários são pobres e a trilha sonora enfadonha. Os efeitos especiais, claro, são um conjunto básico e se resumem aos olhos brilhantes do infantes - mas é de matar de rir o cadáver do bebe usado para os estudos científicos da doutora Susan. 

Faltou uma melhor adaptação da obra original e a incorporação de novas ideias. Carpenter faz uma boa homenagem ao original sim, mas 35 anos separam os dois e mesmo assim seu filme, pelo aspecto que apresenta, parece ter nascido datado. As cenas de morte são todas precárias: não há clima de horror e, ao mostrá-las em sua plenitude, a direção não consegue criar nada mais do que um cansativo espetáculo trash.

Cotação: 2/5

Vale pela ideia central e por alguns momentos que Carpenter consegue criar, mas está longe de ser seu melhor filme.

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