domingo, 14 de abril de 2013

Amanda Knox - 2011



Título Original: Amanda Knox: Murder on Trial in Italy
Ano de lançamento: 2011
Direção: Robert Dornhelm
Elenco: Hayden Panettiere, Marcia Gay Harden
Sinopse: Amanda Knox era uma americana que estudava na Itália e que foi presa e condenada a 26 anos de prisão em 2007 por matar violentamente Meredith Kercher, a sua colega de quarto, com a ajuda do namorado. Meredith foi encontrada morta debaixo dos lençóis de sua cama no dia 2 de novembro de 2007 em Perugia, cidade onde estudava e dividia casa com Amanda e outras duas colegas.O filme sofreu complicações antes de passar na tv americana Lifetime,pois os juízes do caso não queriam permitir a exibição do telefilme.

Por Jason

No dia 26 de Março de 2013, a justiça italiana decidiu reabrir o caso de assassinato da estudante Meredith Kercher, morta em 2007. Meredith dividia uma pequena casa com Amanda na cidade de Perugia, na Itália.  Amanda tinha ido para lá estudar, aos vinte anos, e lá também conheceria Raffaele, seu então namorado no momento do crime. O corpo de Kercher foi encontrado seminu, com a garganta cortada, com graves sinais de luta. Meredith foi estuprada, sufocada e esfaqueada 40 vezes.

Amanda e o namorado passaram a ser os principais suspeitos do crime. A polícia alegou que Meredith foi imobilizada, o que colocou de duas a três pessoas diferentes na cena do crime. Vestígios de sangue de Amanda e de seu namorado foram encontrados na cena do crime - em quantidade irrisória, numa faca e num sutiã -, mas a defesa destruiu a acusação mostrando uma série de erros apontados na investigação do crime. Segundo a polícia e a promotoria, Amanda e seu então namorado teriam tentado forçar Meredith a participar de uma sessão de sexo em grupo com outra pessoa, o marfinense Rudy Guede. O caso ficou ainda mais confuso, porque Amanda tinha um álibi,  o de estar com o namorado durante a noite do crime, mas a polícia a pressionou ao ponto de que ela alegou ter levado o marfinense para casa. Os pais de Amanda mais tarde abririam processo contra os abusos sofridos pela menina.

Para complicar ainda mais a situação, a reação de Amanda com o caso, de total bloqueio e ignorância fez com que os amigos de Meredith desconfiassem da menina. Meredith vivia para os estudos, Amanda era mais descolada, mas as duas tinham boa relação. A vida sexual de Amanda no entanto - ela levava homens estranhos para a casa, deixava a casa desarrumada até com camisinhas espalhadas pelo local - e o fato de ela fumar baseados estremeceu a relação das duas. Em contrapartida, a defesa alegou que não houve um motivo para assassinato - e ficou concretizado que não existiam provas suficientes para condenar a menina. O caso ganhou reviravolta quando se descobriu que o promotor do caso estava sendo investigado por acusações de ameaças e procedimentos ilegais, o que só alimentou a imprensa e as dúvidas. A acusação dizia que houve luta entre a vítima e os agressores, mas não foram encontrados nenhum vestígio de ninguém dentro do quarto em que Meredith foi encontrada morta - nem vestígios de DNA do estuprador no corpo da menina. 

O filme Amanda Knox, estrelado por Hayden Panettiere e Marcia Gay Harden, reconstitui os passos da menina até o julgamento, em que foi condenada a assassinato. Mais tarde, Amanda seria absolvida depois de quatro anos presa por falta de provas que a condenassem e por erros gritantes da polícia local. O filme foi realizado para a televisão, para o canal Lifetime, mas é interessante pelo esforço de lançar luz aos acontecimentos - ou de levantar mais questionamentos do que respostas. Seria Amanda responsável por matar Meredith tendo como cúmplice o seu namorado? 

As performances dos atores são todas razoáveis: Hayden, revelada na série Heroes, não compromete o resultado final. A oscarizada Marcia Gay Harden, que interpreta sua mãe no filme, ganha destaque na meia hora final, quando decide intervir pela filha, mas o roteiro não dá brecha para brilhar. O que compromete o filme é o seu formato. Como tudo feito para a televisão, sua estrutura narrativa mais lembra um longo capítulo de novela, de quase uma hora e meia. A pouca duração, os cenários, a fotografia, tudo dá ao filme um tom superficial, alimentado pelo roteiro que não dá espaço, nota-se, para desenvolver o relacionamento das pessoas envolvidas no crime antes de ele acontecer - e assim se aprofundar em suas personalidades e tentar buscar um motivo ao menos que levou ao assassinato da menina. A personalidade de Amanda é rasa: sua relação com a família é reduzida a uma rápida apresentação. O filme também não analisa o lado da vítima Meredith nem sua personalidade, suas ações, e sequer traça um perfil mais aprofundado da garota, resumindo-a quase a uma figurante. O que se conhece sobre ela é o que uma das amigas conta rapidamente e nada mais, o que faz com que Amanda, inacreditavelmente, vá de suspeita a vítima do sistema judicial italiano. 

Quando o filme acaba, o espectador continua com dúvidas. Porque se há um crime, mas não há prova, é difícil dizer quem é criminoso. Se ela matou Meredith ou não, só Amanda Knox sabe. O filme vale, no entanto, para conhecer e refletir sobre esse interessante caso verídico que ainda não possui solução definitiva.

Em tempo: Amanda Knox deve lançar um livro autobiográfico, em que conta sua saga contra o sistema judicial italiano e revela ser inocente do caso ainda este mês, no dia 30 de abril.

Cotação: 3/5

Um comentário:

  1. saberia me dizer o nome da música que toca no inicio deste filme parece ser italiano

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