terça-feira, 9 de abril de 2013

Duro de Matar - 1988


Título Original: Die Hard
Ano de lançamento: 1988
Direção: John McTiernan
Roteiro: Steven E. de Souza, Jeb Stuart, baseado em livro de Roderick Thorp 
Elenco: Bruce Willis, Alan Rickman, Bonnie Bedelia, Reginald VelJohnson
Sinopse: John McClane (Bruce Willis) é um detetive de Nova York que está indo a Los Angeles para se encontrar com sua esposa (Bonnie Bedelia), que trabalha em uma empresa japonesa. Porém, ao chegar no prédio onde ela trabalha, percebe que o edifício está sendo assaltado por um bando de terroristas e decide atrapalhar seus planos para resgatar sua mulher. 

Por Jason

Dos inúmeros filmes de brutamontes que desovavam na década de 80, um dos mais cultuados é o clássico de ação Duro de Matar estrelado por Bruce Willis e dirigido por John McTiernan, cuja carreira, apesar de ter no currículo os ótimos "O predador" e "Caçada ao outubro vermelho" simplesmente estacionou num limbo cinematográfico de uns tempos para cá.

O filme envelheceu bem em ritmo e ação, apesar dos 25 anos de idade. A trama é o básico de todo filme deste tipo: no Natal, o policial nova-iorquino John McClane vai visitar a mulher, Holly Gennero em Los Angeles. Lá, vai para uma festa em seu local de trabalho, no Nakatomi Plaza, de uma gigantesca multinacional e terroristas alemães liderados por Hans Gruber (Alan Rickman) sequestram o prédio pretendendo roubar milhões em ações. "Duro de matar" é, também, o típico filme de um homem só contra um exército de "homens maus", com a diferença aqui que se trata de um filme baseado em um romance de 1970 do escritor Roderick Thorp intitulado Nothing Lasts Forever.

O que pesa a favor é o fato de que Bruce Willis, canastra que só, encarna o típico herói cheio de piadas e gags enquanto manda uma chuva de bala contra os inimigos. Seu John McClane, o policial perdido no prédio tentando salvar não só os reféns como sua espos e impedir o assalto e a fuga dos terroristas, é a mistura de Rambo com Um tira da pesada e McGyver, capaz de arquitetar armadilhas quase paranormais e garantir momentos soberbos de descomunais impossibilidades físicas para vencer os inimigos. 

Numa das cenas mais estupendas envolvendo explosões no filme (são muitas), McClane pula do alto do prédio enrolado em uma mangueira de incêndio enquanto todo o teto do Nakatomi vai pelos ares; faz uma bomba mortífera usando alguns explosivos, uma cadeira, um monitor de computador e um poço de elevador; escapa da morte por um duto de ventilação depois de quase cair em um fosso da construção, escapa da morte de novo correndo por debaixo de uma mesa - porque o terrorista é idiota o bastante para não atirar quando deve -, escapa da morte centenas de outras vezes porque misteriosamente nenhum dos bandidos tem mira boa (!). Tem os pés cortados por estilhaços de vidro (porque não pensou em enrolar os pés antes para se proteger) - mas acaba andando e lutando mais tarde com o inimigo como se estivesse em plena forma física. Melhor é impossível.

Para tanta façanha, McClane ainda conta com a ajuda de um policial  que garante pelo menos uma sequência cômica memorável como o acidente da viatura que sofre uma cusparada de balas - motivo pelo qual a polícia e o FBI acabam sendo mobilizados. O filme ainda conta com um motorista de limousine, que ignora o mundo ao redor enquanto, preso na garagem do prédio, ouve incansavelmente suas músicas. Em contraponto a toda essa zona, o filme garante em Alan Rickman elegância e charme, mas ao mesmo tempo frieza, como o mandante do crime. Alan tem uma sequência excelente, em que surpreendentemente executa o dono da empresa com um tiro na cabeça, mas seu talento é praticamente engessado no festival de explosões e ação proposto pelo filme. 

O roteiro do filme, ao menos, não deixa de agregar valor ao espectador ao satirizar a polícia: em Duro de Matar, as ações do FBI seguem descaradamente um manual em que, percebam, nada dá certo. As ações dos agentes deixam em risco as vidas dos reféns e são todas burocráticas, uma vez que o chefe de polícia as organiza e para tudo precisa dar uma permissão enquanto os bandidos estão se preparando para derrubar o prédio. Isso vale também para a mídia, representada na pele do engomado e ambicioso repórter que consegue uma matéria exclusiva e acaba expondo a família de McClane e ele próprio, comprometendo a operação.

Tamanho empenho e diversão só poderia resultar em sucesso: Duro de Matar arrecadou mais de sete vezes seu orçamento de 30 milhões de dólares, lançando a conhecida franquia cinematográfica milionária com igual sucesso, que acabou de chegar recentemente a quarta continuação, e marcando a carreira de Bruce Willis ao transformá-lo em astro de ação.

Cotação: 4/5

Desligue o cérebro e seja feliz.

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