segunda-feira, 29 de abril de 2013

Duro de Matar 3 - A vingança - 1995




Título Original: Die Hard: With a Vengeance
Ano de lançamento: 1995
Direção: John McTiernan
Roteiro: Jonathan Hensleigh, Roderick Thorp
Elenco: Bruce Willis, Samuel L Jackson, Jeremy Irons
Sinopse: O policial John McClane (Bruce Willis) está separado há um ano de sua mulher, anda bebendo demais e também está afastado da polícia. 
Mas, como desgraça pouca é bobagem, o irmão (Jeremy Irons) de um antigo inimigo começa a colocar bombas em lugares movimentados de Nova York e dá ao policial uma série de enigmas, que podem evitar as explosões. 
Na tentativa de resolvê-los, ele começa acidentalmente a ser ajudado por um negro (Samuel L. Jackson) do Harlem, que o ajuda a desvendar toda a trama.


Por Jason

Depois de dois filmes de sucesso, a franquia Duro de Matar retornou em 1995 com mais uma superprodução trazendo Bruce Willis na pele do incansável policial John McClane, desta vez perseguindo terroristas em Nova York. 

Como nos outros dois filmes, um ator de calibre faz o vilão, no caso aqui é Jeremy Irons, um terrorista irmão do vilão do primeiro filme, estabelecendo assim uma conexão com o personagem McClane. Ele tem um plano mirabolante para roubar o banco de reserva federal usando caçambas e espalhando bombas pela cidade para desviar a atenção da polícia. Cabe ao policial, com a ajuda de Zeus (o impagável Samuel L Jackson) decifrarem as charadas que o vilão impõe e assim desarmar as bombas antes que ela causem tragédias.

Se Irons transmite alguma elegância com seu perfil - embora o personagem seja raso e estereotipado - de Bruce Willis não se pode esperar muito. Canastra como é, Willis atua no automático, num personagem que se tornou a sua marca (Willis ri o tempo todo de suas próprias piadas). Como em todo filme da série, à medida que avança, o personagem fica mais estupriado, todo arrebentado, sangrando, mancando, com suas atitudes suicidas mas, claro, escapa de chuva de balas e, como todo heroi que se preze, permanece de pé ao final. Samuel L Jackson garante cenas cômicas, e é de morrer de rir a sequência do telefonema com a falsa ameaça da bomba na lata de lixo.

O filme tem muitos efeitos especiais físicos, o que permite cenas de grande impacto, desde uma explosão no metrô da cidade até um caos no centro da cidade, bem como uma ótima montagem, o que garante sequências alucinantes de perseguições pela cidade com direito a um McClane dirigindo um taxi por dentro de um parque, cortando o trânsito da cidade e fugindo num Mercedez enquanto é seguido pela gangue de vilões debaixo de uma cusparada de balas. Há uma ou outra cena em que os efeitos falham, como na fuga de McClane em uma caçamba enquanto o aqueduto é coberto de água ou numa explosão megalomaníaca de um cargueiro. Nada, contudo, que comprometa o resultado final da área técnica da produção.

O que deixa a desejar é o roteiro - esquemático e superficial como os outros - que aposta na dinâmica certeira entre Willis e Jackson, mas erra feio também por apresentar personagens que não servem para muita coisa, principalmente do lado dos vilões. Isso inclui uma ninja loira assassina que entra muda e sai calada e um capanga monossilabo de dois metros de altura que sobrevive a uma briga com McClane, apenas para morrer pouco depois - ou policiais que entram e somem no meio da trama caótica sem dizer a que vieram (como o chefe de McClane). Samuel L Jackson, aliás, rivaliza com Willis em importância e se transforma num heroi do filme uma vez que além de cômico ajuda o policial nos enigmas. A trama bem que tenta ganhar complexidade, uma vez que vai se dividir em duas linhas antes do final - a suspeita de bomba na escola e a invasão de McClane a um cargueiro - mas apela para a clicheria típica do gênero, com gente tentando desarmar bomba e os heróis escapando por técnicas mirabolantes de abrir algemas. Nada mais Duro de Matar

O final do filme, justamente no esperado momento de combate mais trabalhado entre o herói brucutu e o vilão, é abrupto. Ele parece deixar uma negativa sensação de que foi feito às pressas.

Cotação: 3/5

Diverte que só.



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