terça-feira, 30 de abril de 2013

Duro de Matar 4.0 - 2007





Título Original: Live Free or Die Hard
Direção: Len Wiseman
Lançamento: 2007

Sinopse: Os Estados Unidos sofrem um novo ataque terrorista, desta vez através da informática. Um hacker consegue invadir a infra-estrutura computadorizada que controla as comunicações, transporte e energia do país, ameaçando causar um gigantesco blecaute. O autor do ataque planejou todos os passos envolvidos, mas não contava que John McClane (Bruce Willis), um policial da velha guarda, fosse chamado para confrontá-lo.

Por Jason



O filme trata de um terrorista hacker de computadores (Timothy Olyphant), que concebe um ataque nos serviços de transporte, telecomunicações, financeiro, utilidades e sistemas de infra-estrutura dos EUA. Para detê-lo, o policial John McClane vai contar com a ajuda de um jovem hacker, (Justin Long) que deveria ser levado pelo policial à sede do FBI para o diretor Bowman (Cliff Curtis), quando os ataques maciços começam. A série Duro de Matar entra assim na era da tecnologia, algo que nunca despertou amores no personagem John McClane, que, a esta altura, pai já de uma mulher (Mary Elisabeth Winstead), tem que conviver com o drama - raso como um pires - de não ser compreendido por ela.

Len Wiseman, de Underworld, é cineasta de ação genérico e aqui, as únicas novidades estão na inserção da filha de McClane. Sai o humor escrachado e entra o tom de piadas insossas em torno do velho e do novo (representado na figura careca de Bruce Willis/John McClane, que não entende lhufas das novas tecnologias). Os vilões terroristas megalomaníacos ainda estão lá, mas nada comparado a um Jeremy Irons - agora temos que suportar a figura almofadinha de Gabriel (Timothy Oliphant, caricato, sem acidez e inexpressivo) e todos os efeitos especiais pomposos que uma superprodução de 110 milhões podem pagar.

Em termos de atuação, ninguém sai ileso. Choca ver o quanto Bruce Willis tem preguiça de atuar no filme, completamente no automático e, não raro, parece completamente perdido e mal humorado. Oliphant, como já citado, não convence, Mary Elisabeth não tem muito o que fazer já que tem pouco espaço de tela - assim como a bela Maggie Q, que serve apenas para uma cena de luta. Justin Long é inexpressivo e não desperta qualquer empatia. O filme ainda tem a participação de Kevin Smith, outro que nunca foi primor de atuação, para agradar os nerds de plantão.

Como filme de ação, porém, não há do que se queixar. Duro de Matar é feliz ao mostrar o caos nas ruas da cidade sem controle de tráfego ou na bolsa de valores sem os computadores. É histérico como o público gosta, com destaque para as improbabilidades físicas de John McClane, que escapa de um carro capotando, lança um SUV dentro de um prédio até parar no poço de elevador, arremessa um carro de polícia num helicóptero, sangra como se fosse uma fonte infinita de sangue, é atacado por um caça enquanto dirige uma carreta por um viaduto, escapa dela saltando para o avião - e despenca rolando para o chão de uma altura exorbitante com, no máximo, alguns arranhões e umas dores aqui e acolá. 

O conflito final com o fuleiro vilão, cujo pecado é falar muita porcaria ao invés de agir, é fraco - como qualquer filme de Wiseman.

Cotação: 2/5

Não diverte e não tem o brilho dos anteriores, mas funciona como passatempo e entretém como filme de ação.


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