quarta-feira, 17 de abril de 2013

Invasores de Marte - 1953



Título Original: Invaders from Mars 
Ano de lançamento: 1953
Direção: William Cameron Menzies
Roteiro: Richard Blake (roteiro), John Tucker Battle (história)
Elenco:
Arthur Franz (Dr. Stuart Kelston / Narrator)
Helena Carter (Dr. Pat Blake)
Hillary Brooke (Mrs. Mary MacLean)
Janine Perreau (Kathy Wilson)
Jimmy Hunt (David MacLean)
Leif Erickson (Mr. George MacLean)
Max Wagner (Sgt. Rinaldi)
Milburn Stone (Capt. Roth)
Morris Ankrum (Col. Fielding)
William Phipps (Sgt. Baker)
Sinopse: Numa noite de tempestade, não podendo dormir por causa dos trovões e relâmpagos, o menino David MacLean (Jimmy Hunt), vê um disco voador aterrar atrás de uma colina próxima à sua casa. Seu pai, cientista (Leif Ericksson), vai investigar. Ao regressar, comporta-se de maneira diferente, fria e hostil. O menino percebe uma marca incomum na nuca do pai e gradativamente se vai apercebendo que pessoas desaparecem atrás da colina, apresentam o mesmo comportamento estranho e a marca que seu pai. Isso o leva a concluir que há uma invasão alienígena acontecendo.


Por Jason

Neste clássico B acompanhamos uma silenciosa invasão dos marcianos a Terra. A queda de um disco voador é presenciada por um menino durante uma noite - o objeto vai se esconder debaixo da terra. Os pais são capturados e os seres humanos começam a se comportar estranhamente a medida que são abduzidos. O menino tenta contar as pessoas e pedir ajuda, é claro, mas ninguém acredita. A doutora Pat, no entanto, resolve investigar o caso e, com a ajuda de um cientista, Stuart, ambos conseguem movimentar um exército para combater a invasão alien.

Até a primeira metade, o filme, apesar dos cenários envelhecidos e efeitos especiais parcos, se segura e faz com que o espectador mantenha o interesse. O menino começa a notar diferença no comportamento dos pais e repara inicialmente que em seu pai há uma marca na nunca. Essa parte é a melhor do filme, porque dá a ele um estranho e bem vindo tom sombrio e de conspiração contra a humanidade, uma vez que o espectador não sabe o que aconteceu com eles. Posteriormente, sua mãe é raptada e levada ao esconderijo dos aliens, onde farão com ela a mesma coisa. 

A ingenuidade com que o filme trata os aliens, no entanto, começa a surgir justamente no ponto em que os marcianos aparecem. Em 1953, os alienígenas estavam em alta na sociedade, oriundos de casos como o de Roswell poucos anos antes e do medo da sociedade devido a Guerra Fria. A ficção passou a refletir esse medo que vinha dos céus na forma de misseis (há cenas capturadas por câmeras reais de combate, que viraram enxertos no filme). 

O medo de uma guerra explodir novamente estava entranhado na sociedade. Por isso, o cinema desovava filmes que anunciavam os perigos de uma nova guerra e se usava da ficção para construir suas metáforas sobre o conflito, como Guerra dos Mundos, do mesmo ano, ou de mensagens pacifistas, como O dia em que a Terra parou. Sem falar em A ameaça que veio do espaço, A guerra dos planetas, A bolha assassina, O monstro do Ártico, Invasão dos discos voadores, Vampiros de almas, dentre outros, na mesma década, fossem mais ou menos importantes para o gênero. 

Para completar, a corrida espacial era apenas um sonho e a astronomia ainda engatinhava, o que fermentava a imaginação de cientistas que acreditavam ainda haver vida inteligente no sistema solar. Tudo isso é refletido em Invasores de Marte, que seria refilmado por Tobe Hooper, de Poltergeist, em 1986. Da paranoia dos seres de outros mundos dominando à sociedade americana (ou o medo do seu capitalismo ser subtraído por um socialismo), ao medo de uma nova guerra (e de um inverno nuclear), tudo aparece na produção. 

Mas quando os marcianos finalmente surgem, é impossível não rir do filme. A nave em que vieram é completamente pobre de estilo - em determinado momento, em uma luta, os cenários parecem que vão cair e ficam balançando. E os marcianos, vestidos de roupas verdes de veludo, sofrem também de um mal que atinge nós seres humanos - o da obesidade. Temos que suportar o fato de que o cérebro dos marcianos é meio homem com cabeção, meio polvo, e vive dentro de uma bolha de vidro. A estética é, sem dúvidas, a parte mais sofrível de um filme de décadas passadas - e aqui mostra um certo tom de ingenuidade e falta de imaginação na sua construção. 

O final ao menos é interessante, ao tratar o filme todo como o pesadelo de uma criança, refazendo o seu começo e deixando algo em aberto num tom pessimista. 

Cotação: 2/5

Um comentário:

  1. um dos melhores filmes de ufo da historia... pena que teve um pessimo remake :(

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