sexta-feira, 31 de maio de 2013

Toy Story 3 - 2010



Por Tia Rá

Quando eu era pequena, já era ryca e poderosa desculpa você que foi e é pobre, tá: kkkkkkkkkk Eu tinha todas Barbie do mundo, mas as que eu gostava mais era a Barbie Favelada, a Barbie cobradora de ônibus, a Barbie mutante Xmen sem perna e a Barbie Princesa do Esgoto, todas lindas que minha faleSSida mãe tinha encontrado no lixão da citie e me dado de presente. Lady Rá, como sempre invejosa, quebrou minhas Barbie tudo e até hoje sinto vontade de quebrar a cara dela por isso. Mas deixa quieto né, traumas do passado, tudo superado já SOQUENAO.

Aqui no filme Toy Story 3 a Barbie é tipo a Lady Rá no começo, toda cagada e aloprada, apaixonada pela viada do Ken, que é a beesha maligna! Mas tudo muda quando ela cai na real e vira a Tia Rá, dando uma surra nessa vinhada! Tou aqui falanu tudo isso para falar sobre toda emossaum de assistir a Toy Story 3! Muita gente torce a boca para série dos brinquedos mais cute cute do mundo - a Lady Rá, por exemplo - mas a gente releva, sabe, porque ela é uma pobre coitada que não teve infanssçia RISOS

Tudo é tão perfeito, tão lindo, tão mara que não sei nem o que dizer disso, fico toda xokada com tanta coisa linda nesse filme, gente! Pra mim é uma das melhores e mais acertadas animações não só da Pixar como de todos os tempos. A começar pela abertura, tudo da cabecinha de uma criança. Com a Hanni minha sobrinha também foi assim, a diferença é que ela não podia ver um tôtô de dog que acharra que era chocolate. OMG 

Não tenho palavras para descrever toda a minha emossaum de ver aquele bebe monstro mutante toda metralhada que tanto fez parte da minha vida infantil kkkkkkkkkkkk Qual menina não teve um bebê monstro daquele, neam gente? E aquele urso com cheiro de morango cheio de mágoa de caboclo genten, comolidar com tamanha maldade daquela mizera? Tive vontade de despedaçar aquela praga toda, é muita maldade dentro de um
urso de pelúcia, povo! kkkkkkkkkkk

Comolidar com aquelas pestinhas açaçinas de brinquedos gente? E o Buzz hablando espanol? Sofri horroreeeeees! E o Woody genten, é um fofo né? Sempre do lados dos amigos e se sacrificanu por eles! As children amam e eu também! E naquele lixão que eu achava que todo mundo ia pros infernos, meldels, como fiquei temça e nervosa com aquilo, eu pensei NÃO PODE SER! NÃO PODE TERMINAR ASSIM! NÃÃÃÃOOOO!!! E não terminou, ufa, inda bem! Mas o melhor de tudo é o final né... choray desesperadamentchy umas três horas!

Tem uns errinho de roteiro aqui e ali que a tchia com esses olhos fundo de garrafa petchy não deixa passar, mas eu relevo, porque é tudo É-P-I-K-O!

Cotação: 5/5

Quem não gostou, faz o favor... morre? Agradecida. LOL



Salvador - O martírio de um povo (1986)



Por Jason

Entre 1980 e 1992, El Salvador atravessou um período de Guerrilha Civil que deixou pelo menos cerca de 80 mil mortos, milhares de desabrigados e de exilados. Esse conflito da história recente do mundo é retratado no filme de Oliver Stone, "Salvador O martírio de um povo", de 1986, com grande carga política, dramática, tensão e uma boa interpretação do ator James Woods. 

No filme, baseado em fatos reais e escrito pelo jornalista Richard Boyle ao lado do diretor, Stone não só mexe na ferida do conflito, como a morde a ponto de fazê-la sangrar sem parar. Não contente com a própria crueza do conflito, a direção expõe pilhas e mais pilhas de corpos das vítimas da guerrilha, mutiladas e apodrecendo, enquanto os repórteres estão registrando aqueles momentos. Porque nos tempos em que Stone era Stone, seus filmes eram crus e viscerais e Salvador não foge a regra. Nada, no entanto, parece gratuito. 

Stone envereda pelo lado negro do conflito - em determinado momento, surgem as crianças vítimas do conflito, amputadas, dilaceradas e feridas pelo horror - e como esse lado cruel da guerra civil é capaz de mudar o personagem e também o próprio espectador. Para se ter uma noção da loucura pela qual o povo do país passava, a igreja entra no meio do conflito e o resultado é o assassinato do arcebispo, que na vida real seria o estopim da guerra, uma vez que ele era opositor do novo regime. A política de El Salvador era feita na base da extrema repressão e da propaganda enganosa. O diretor transforma o personagem de James Woods não só em uma testemunha do caso político e social do país, mas os nossos olhos e sentimentos de revolta diante do conflito. 

Há uma sensação de impotência - o presidente dos EUA está na televisão falando para um mundo que parece completamente a parte de El Salvador enquanto o país fornece divisas para grupos de direita. Missionárias são estupradas e assassinadas - e Stone não poupa o espectador para deixá-lo revoltado com toda a situação com toda a crueldade e cenas de estupro e de cadáveres retirados das covas. O filme simpatiza então com o movimento de esquerda, que lutam contra o regime ditatorial e o fim do caos e da guerra, mesmo que para isso precisem matar. A lição politicamente incorreta que os personagens passam é que muitas vezes a paz não é o bastante para acabar com a violência. Stone questiona também a posição da mídia e o seu envolvimento no conflito, de vítimas à participante ativa da guerra, dos políticos, os americanos e a total ineficiência destes em acabar com o conflito.

No meio disso tudo, está Richard Boyle, interpretado por James Woods. Relaxado, desprovido de bom senso, drogado, do tipo que adora beber e pegar muitas mulheres, o personagem começa de uma forma e, aos poucos, começa a se transformar. De uma pessoa completamente passiva, interesseira, vaidosa e egoísta, que visa sair do buraco e recuperar algum prestigio como jornalista, Boyle acaba sendo engolido pelo conflito e se desfazendo de uma posição neutra e imparcial para um envolvimento mais profundo e uma opinião mais ofensiva contra o caos causado pelo regime. Contribuem para a mudança, a presença de uma mulher em sua vida, a falta de tato e total indiferença de outros jornalistas que querem apenas ganhar notoriedade com a miséria do povo e o suporte do amigo desajeitado - interpretado por Jim Belushi. Tamanho empenho de James rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. 

O final, infelizmente, é pessimista. Como todo filme da década de 80, o filme envelheceu em diversos aspectos - as cenas do conflito e os cenários, os efeitos sonoros principalmente - mas é impossível negar a coragem do filme em discutir, machucar, nos induzir a pensar sobre os temas da trama, que continuam atuais e necessários para profundas reflexões - porque muitas nações como El Salvador ainda hoje continuam a morrer e a renascerem do próprio do caos.

Cotação: 4/5


O fundo do mar - 1977


Título Original: The Deep
Ano de lançamento: 1977
Direção: Peter Yates. 
Eenco: Jacqueline Bisset, Nick Nolte, Dick Anthony Williams, Robert Shaw.


Por Jason

Na trama de "O fundo do mar", uma descoberta põe em risco a vida de dois mergulhadores, o casal Nick Nolte e Jacqueline Bissett, que descobrem uma ampola de morfina e um navio naufragado com uma carga preciosa. À medida que tentam descobrir mais sobre a descoberta, os dois são perseguidos por um traficante e se unem a um caçador de tesouros para tentar desvendar o mistério da origem dos artefatos.

Apesar de boas sequências filmadas embaixo d'água para a época (estamos falando de um filme de 1977) - que incluem o ataque surpresa de uma moreia, com boa iluminação e alguns momentos tensos, "O fundo do mar" sofre com a edição arrastada que não é capaz de dinamizar o filme, tornando a aventura sonolenta. Mesmo sendo dirigido por Peter Yates, que provou ser bom diretor com filmes bem editados - é o mesmo do clássico Bullitt e o ótimo Sob Suspeita -, o filme não anda e acaba se tornando desinteressante. A trama de mistério é sacrificada e o lugar, misterioso como as Bermudas, sequer ganha destaque e acaba não acrescentando nada - a trama envolvendo o tesouro é chata e massacrante.  

Não por acaso, a história é baseada em um livro do mesmo autor de Tubarão e Robert Shaw aqui parece fazer uma reprise do papel, acrescentando o fato de que seu personagem é um interesseiro que visa ficar com pelo menos metade da descoberta do tesouro e que o casal não se sabe se é possível confiar ou não nele. Para completar, em uma das sequências aquáticas, os heróis ficam presos debaixo d'água sem suprimento de ar enquanto os vilões atiçam os animais com sangue e carne, o que faz do autor da trama um apaixonado pelos bichos e das cenas do filme uma versão pavorosamente pobre do clássico de Spielberg.

Nick Nolte, jovem e de bigode, atua no automático, mas é a bela Jacqueline Bissett que rouba a cena com sua beleza. Bissett protagoniza pelo menos duas cenas tensas, a primeira quando é perseguida por um caminhão e quase é atropelada e a segunda naquela em que vê o apartamento do hotel ser invadida por homens dispostos a praticar um vodoo com pés de galinha usando-a como cobaia. O final tenta injetar algum gás na trama, com um combate submarino contra os vilões no cargueiro do tesouro e com direito a participação especial da moreia assassina feita de borracha. Nada, porém, que acabe a incrível monotonia do filme.

Cotação: 1/5

Enfadonho como dois escafandristas apostando uma maratona no fundo do mar.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

The Paperboy - 2012



Por Tia Rá

ATENSSAUM! ESTE POST CONTEM SCENAS INADEKUADAS PRA MENOR DE 18 ANUS, SE VOCE NAO TEM AINDA TRATE DE ARRANJAR! 

a trepadeira da máquina de lavar
Tipo, o Lee Daniels fez a nossa diva obesa pobre fudida e mal paga adorada pelo Smeagol, nossa querida Precious. Ele ajudou a criar a nossa amada e idolatrada mãe do seculo, a Miss Jones, personificada no mesmo filme pela engolidora de cenários, roteiro, direção e vampira de almas Mo'Nique, que saiu linda e poderosa de tudo que foi premiação e ainda levou o Oscar pra enfeitar a sua estantchy de casa né... Aí, depois do sucesso de Precious, todo mundo quis trabalhar com ele né gente, todo mundo naquela de achar que ia ganhar Uóscar e fazer a Mo'Nique. Foi todo mundo por água, digo, por lama abaixo com essa bomba horrorosa chamada Paperboy.

a siririqueira da delegassian
Quase morri em saber que a Macy Gray tarra no filme, porque nem reconheci, gente. Macy é a Mocreia Carey da vez, e num é que eu gostei dela? D-i-v-o-u. Já quero ter uma empregada aloprada in my ráuse como aquela, ADORO! Mas o filme força, né... Tem a nossa diva de dois metros de pernas Nicole Kidman. Nicolete tá toda remendada de botox na cara, num consegue nem rir direito se não a boca explode. E a testa dela, gente? Paralisia facial define. Mas, vejamos... Aqui ela faz o papel aqui da vagaboonda acéfala Charlote, que fica trocando cartchinha de amor com preso de tudo quanto é Carandiru. Loka da xereca, Charlote se apaixona por um psicopata e acha que ele tá inocente do crime. Não bastasse, loka pra voltar aos holofotchys e ir pra noite do Uóscar, Nic siririca na penitenciária  trepa enlouquecidamentchy na máquina de lavar e mija em Zac Fronha, o que muito me agrada.

propriedade particular de executivos de estudios
Sim, gente... Nesse soft porn com uma trama vagaboonda de investigassaum policial ainda temos que aturar a nossa beesha loira má Zac Fronha, fazenu aquela cara de quem deu e sofreu, de quem shoopou e engoliu, mas tarra azedo e ela naum curtiu, entendem o sofrimento? Fronha se apaixona lokamentchy pela biska que tá apaixonada pelo psicopatan John Cusack, que além de flopado, feio e gordo, protagoniza as cenas de sexo com Nic em cima da lavanderia e ainda goza nas calças por ela. Perceberam o nível HIGH de vulgaridade deçapoha né?

#destruidan
Para completar esse tchime, ainda temos que engolir UI Mattew Maconhagay, interpretanus uma beesha que adora ser violentada por um negão. Depois de shoopar o amigo se aproveitanu que o monster black cock tarra bebado, Mattew sai em busca de mais negões para seus acasalamentos, até que é estupriada e estabacada num motel de beira de estrada por dois blacks. É interessantchy perceber o quanto Matthew vem acreditanus nos trabalhos que ele pega e o quanto ele vem exibindo sua boonda branquela para nóis, pobres espectadoras, que claro, adoramos MUITO. Mas tipo, já deu tanta apelação né, gato? Depois das prostitutas de Magic Mike, o que virá mais tarde, um porn gay? 

Agora atenssaum, spoilers!!!

Quando a coisa parece que finalmente vai entrar nos exos e dexar de ser um samba de criolo doido, o psico matar Nic e Matthew. Feen do filme. Me economizem.

Cotação: 1/5

Pela poota que saiu de dentro de Nicoletchy, que certamentchy foi capaiiizzz de transformar Tom Cruise em Homem com H maiushculo um dia, porque se até eu que sou raxa e gosto do negaum já queria dar pra ela, imagina do que essa pepeca ruiva não é capaz? Essa mulher é um perigo pra unmanidade, ADORO!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Turistas - 2006



Por Tia Rá

pudia rolar uns estrupio dos negão com esses
loiros, num seria interessantchys gentem? ria ria
Lembro que este filme, na época do seu lançamento, causou muito alvoroço, povo reclamando e passando corrente no ORKUT (OI?) pra proibir o filme porque passava uma imagem muito negatchiva do nosso BRASEEEOOOO SEEOO SEOOOO (AGORA COM ECO!). 

Mas na época, quando eu acabei de ver essa superprodução milionária que fez sucesso em todo o mundo SOQUENAO tive consciência do quanto eu era analfabetisada  e presizava tomar aulas de inglês, português, geografia, história YEAH BITCHS!, voltar pro primário pra aprender tudo de novo porque me senti very burra depois disso.

Vejamos. Segundo o filme... Temos os motoristas mais irresponsáveis do mundo e o povo mais vagaboondo também, se contentem com isso prus quê axei r-e-a-l-i-d-a-d-e! Tudo aqui é beco de fim de mundo, favela, mato, somo tudo indigenan! Salvador, Rio, Florianopolis, Belem, Tóquio, Australia, fica tudo ali em Pernambuco! Se os atores das estranja são ruins - pelo menos se esforçam para falarem português -, os brasileiros são piores. Mas ver Olivia Wilde, com aquela testa em 3 dimensões e uma sofrível ausência de boonda, no meio dessa zona foi meio como um combo neam... tipo, todo mundo tem que estrear um dia né... Ah, jamaish ri tanto no filme ao saber que somos uma fábrica multinacional de prostitutas e ladrões, além de traficantchys de órgãos sexuais. 

paganu bem que mau tem né, amigannnn
gostei da silica, colocou com o dinheiro do cachê,
lyndan?
Não dá para falar do roteiro dessa bomba fenomenal. Prus quê se você é turista e tá fudido e mal pago, no meio da floresta, nada melhor do que dar um mergulho numas cavernas e tals para conferir o visual né, afinal, pra que desespero? Voce passou por um acidente de busão, quase morre, todo mundo foi assaltado e UHUUULLLLL vamo curtir galeraaaaaaaaaaa, vai todo mundo morrer mesmo!

Assim, fiquei com medo de ser turista pelo Brasseeeooo até porque, tipo, vai que querem arrancar meu rim pra levar pra um hospital publico no Rio, né gente? Mas onde é que tá o perigo, porque tipo, Amazônia é perto de Recife que fica ao lado das cataratas do Iguaçu, é tudo dentro de um estado, comofas? Programar melhor minhas férias porque neam... não quero meu rim no corpo de qualquer piranha não. E o vilão do filme, gente, o doutor açaçino, comolidar com tamanho talento pra dramatizassaum neça novela Gloria Perez? Só faltou a traficassaum pra Turquia!

#pombagira #happy
Xorey de rir quando a india atira na beesha gringa e estoura a cabeça da vinhada, depois a outra vai lá revoltada se vingar, ao invés de dar no pé dali neam, porque incoerenssia a gente vê por aqui... Mas o final divando com aquele cabelo loreal e salvanu os turistas foi tudo que a gente queria pra coroar essa podreira trash de quinta categoria!

Cotação: 0/5

TCHIBUM! Mergulha na merda porque esse merece!!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

As esposas de Stepford - 1975



Por Jason

O filme (também conhecido como Mulheres Perfeitas e Esposas em conflito) abre com a bela Joanna, diante de um espelho e uma expressão apreensiva. Ela está se mudando do caos de Nova York porque seu marido quer se ver livre da cidade. No carro, Joanna vê um menino passar na rua carregando um manequim de uma mulher. Saca sua câmera e registra o momento. Pode parecer que estas duas cenas são descartáveis, mas o mote de As esposas de Stepford está justamente aí. Joanna é mãe, mas é uma mulher livre, decidida. Sonha em fazer uma carreira de fotógrafa, ter sua independência e não quer viver presa numa sociedade machista, que trata as mulheres como se fossem pessoas sem humanidade, verdadeiros manequins. E a sociedade de Stepford com que ela se depara é justamente esta. 

Em Stepford, as mulheres são donas de casas perfeitas. Tratam seus maridos como se fossem escravas sexuais e empregadas domésticas deles, mantendo a casa sempre limpa e arrumada. Joanna começa a se sentir sufocada e acha que há algo de errado no local até conhecer Bobby, que compartilha do mesmo sentimento. As duas decidem investigar o que acontece na cidade e se deparam com a transformação de Charmaine, uma mulher livre e atlética, que adora praticar esportes e é independente, em uma dona de casa com aspecto lobotomizado. Desesperada, Bobby, que suspeitava haver algo na água do lugar ou algum tipo de droga, decide sair da cidade, mas acaba sofrendo a mesma transformação. Joanna então se vê encurralada, tentando seguir os conselhos de uma mulher que ela procurou por achar que estava ficando louca: pegar os seus filhos e ir embora dali o mais rápido possível. Mas é traída pelo marido que pertence a uma associação exclusivamente masculina e, na tentativa de recuperar seus filhos, acaba descobrindo o segredo por trás de Stepford.

Baseado na obra de Ira Levin, o filme é uma metáfora poderosa feminista, crítica a sociedade machista e à perda de identidade humana. As mulheres do lugar se parecem com zumbis, reféns de seus maridos que se orgulham de suas esposas serviçais, o que dá ao filme um clima de horror psicológico absurdo e muito bem colocado. Em determinado momento, Joanna se abre com a psicóloga, explicando que quando voltar para casa não vai haver mais ela, mas uma cópia dela - e a fotógrafa dentro dela estará morta. A sociedade em que Joanna está é opressiva (um grupo de mulheres que um dia foi criado é dissolvido misteriosamente) e seu marido quer evitar a sua independência com a mudança para o lugar. O "eu" e os valores de personalidade são substituídos por conceitos mesquinhos e antiquados de um sistema, mas ainda assim vigentes em nossa sociedade, o que faz do filme uma produção de temática ainda atual. 

O filme tem boas atuações - a atriz que interpreta Bobby é o destaque, de pessoa esclarecida e cheia de vida para uma dona de casa robotizada. Mas pesa contra a produção o seu ritmo arrastado: o filme só começa a melhorar sua edição depois de uma hora e meia, com o confronto final entre a moderna heroína e o autor de toda a bizarrice. O final, de tom pessimista, é adequado dentro da proposta do filme - Joanna é engolida pelo sistema - mas soa frustrante para o espectador que esperava mais.

3,5/5

Boa ficção, com tema atual e interessante, prejudicada pelo ritmo lento e pelo final frustrante.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

A bruma assassina - 1980



Por Jason

John Carpenter faz um interessante exercício de mistério e suspense nesse filme de 1980 com argumento superficial: na história contada por um dos personagens, um navio de piratas cheio de tesouro afundou na costa de uma pequena vila de pescadores durante um nevoeiro. O tesouro é saqueado pelos habitantes da vila. Os náufragos retornam um século depois, na forma de mortos vivos que surgem envoltos em um nevoeiro, querendo o tesouro de volta e vingança dos herdeiros e descendentes daqueles que tomaram o tesouro e construíram a vila de Antonio Bay.

Carpenter é feliz em construir o suspense ao não mostrar a ameaça por inteiro durante todo o filme até o seu final, o que garante pelo menos metade do êxito da produção. A ameaça surge aqui e ali, em sombras de olhos vermelhos no meio da névoa - repare na sequência do barco. Sem saber com o que estão lidando, os moradores vão desaparecendo à medida que são atacados pelo que vem dentro da névoa. Há pelo menos uma cena de susto genuíno - protagonizada por Jamie Lee Curtis, dentro de um barco, com um armário e um cadáver que aparece subitamente - mas o clima do filme é mais de mistério do que horror.

Como quase todo filme que usa efeitos especiais dessa época, o filme envelheceu drasticamente. Os efeitos, aliás, são menos elaborados que outro clássico do diretor, O enigma de outro mundo. É impossível não rir com tanta fumaça branca e gelo seco que aparece por tudo quanto é canto dos cenários (o espectador acaba esperando que os atores comecem a tossir desesperadamente) e a expressão de horror dos atores que dá ao filme um inigualável tom trash - Jamie Lee Curti, que surge de paraquedas na trama depois de pegar uma carona na estrada e se envolver rapidamente com um interesse amoroso, acaba sendo a melhor da produção. A trilha sonora também é eficiente em criar o clima sombrio, mas os instrumentos eletrônicos utilizados para tal acabaram deixando-a datada.

Não dá para esperar muita coisa do filme, porque o interesse de Carpenter é apenas criar um tom sombrio da narrativa em um filme cujo pecado - e talvez também o melhor dele - é ser simplista demais. É difícil encontrar um meio termo para A bruma assassina, que parece ter fãs proporcionais ao número de pessoas que o acham descartável. Repare que não há interesse no espectador em se aprofundar na trama dos piratas nem buscar explicações para tal maldição - e nem o filme acaba buscando isso. A trama investigativa é capenga e os personagens são todos rasos - da mulher do rádio, que vai parar no teto do farol fugindo de dois zumbis à velha que é arrastada enquanto cuida do menino, nenhum tem profundidade. 

O filme é curto, de pouco mais de uma hora e vinte minutos, e é uma obra menor de Carpenter que ganhou aura de cult. Rendeu uma refilmagem tenebrosa em 2005 e inspirou o interessante - mas igualmente tosco - O nevoeiro (2007). A cena final, com o conflito na Igreja, é um ode ao trash. Nada mais Carpenter.

3/5

É um exercício de suspense, carregado de tensão e nada mais que isso. Preste atenção em Janet Leigh, do clássico de Psicose (1960).

domingo, 26 de maio de 2013

A hora do pesadelo - 2010



Um, dois Tia Rà vai te pegar
Três, quatro, não adianta fugir
Cinco, seis, agarre seu crucifixo
Sete, oito, exorcize essa porcaria
Nove, dez, chuta que é macumba

Tia Rá adora esse filme, sabe gente. Tipo, A hora do sonífero é uma lição universitária de como não fazer um filme de horror. Xeu colocar minhas unhas postiças by tchia Freddy e dar na cara dessa porcaria, porque eu não mereço ser insultada!

fazer as unhas viu tchio, num tá legal isso daí, riaria
O melhor do filme original era que a gente não sabia quando as piriguetes e os boys ordinários estavam sonhando ou não, o que garantia metade do suspense porque tchio Freddy podia aparecer a qualquer momento né gente? Aqui o filme quase coloca um letreiro virtual dizendo FREDDY TÁ CHEGANDO. Muda a cor da luz, muda o cenário, PÁ, vadia sonhanu. W-T-F? Ninguém entendeu a mensagem que não se faz suspense entregando tudo? Não sei comolidar com essa porcaria de roteiro que inventa de dar origem ao tchio e não entende que o melhor de um filme de terror é não explicar demais, se não vira comédia. Pobre do Hitchcock já mostrava que quanto menos mostrar, melhor, né? Ou eu  tou aloprada demais e esse Alzheimer tá me matando ou esses roteiristas não entendem porcaria nenhuma de filme de terror. 

cuidado com sua pepeca minina!! LOL 
Fora que o tchio Fred era um arraso, já chegava fazenu patacoada, pirraçanu e torturanu as bitchs, o que a gente A-M-A-V-A. Porque bitch boa em filme de terror é bitch morta, né gente? Bem, pelo menos as péssima atriz ainda tão no filme RISOS porque vou te contar, viu... em termos de atuação, o filme é um desastre. Sobra até para meu querido Jack Earle Haley, que tenta assustar, mas com um diabo duma mascara na cara não tem muito o que fazer não acho ele mais assustador sem a máscara, pronto, falei, porque pense num homem feio!. Porque não adianta ter vadias péssimas atrizes descartaveish para serem mortas e vinhadas para seres estupriadas por Freddy Kruegger, se tu tem uma direção vagaboonda de quinta categoria e uma montagem porcalhona incapaz de criar suspense e horror. Eu até gosto da fotografia, axo bapho, mas tchipo, completamente inutilizada por tanto madorismo

tchia Freddy tá xatiada contigo, piranha
Ronney Mara, que de mara não tem nada, tarra parecenu uma lesma albina no filme. Não sey que diabos o povo vê nessa esquálida, menina parece uma ET gentchy!. E o Prepúcio Kella Luz, que tem aquela cara de esquilo albino com diarreia, mas tipo, ficaria lynda danu a boonda? Tá escrito GP na testa dessa ordinária, tem que ver isso daí viu!!! Aqui é taum descartável que some logo no prólogo! LOL. E comolidar com a vadia que tem a cara da Atchims Lade, aquela songa monga da High Sex School Boring Musical, só que mais esburachada? Comolidar com tanto talento dramatchico SOQUENAO? Pelo menos ri demaish da cena em que ela parece que tá senu batida no liquidificador e fica rodando pelo quarto jogada na parede que nem lagartixa hahahahaha Não sei como xama aquele ator que faz o interesse da Mara - nem quero saber e tenho raiva de quem sabe. Tudo que sey é que ele faz aquela linha de quem tomou purgante demais e tá ali correnu atrás de uma privada pra soltar o barro. E o prisioneiro, gentchy, da trama policial ultra vagaboonda do filme, comolidar

Chama atenssaum o fato de que todas vadias fazem papel de adolescente na escola, mas tem tudo cara de véia mais rodada que pneu de Scania. Seria falta de mão de obra qualificada para o filme? Teriam feito testche de sofá para conseguirem os papeis? Quem foram os ordinários que aprovaram esse remake? Onde tá a guilhotina quando a gente mais precisa? 

Sexta, no Globo Repórter. 

BONUS TRACK: W-T-F-PORRA-É-AQUELA-DAQUELE-FINAL LEESSSHOOO?

Cotação: 0/5

Não consegui ficar acordada no filme e dormi. Sonhey que tarra com Freddy reclamanu dessa porcaria e pedindo os nomes do povo envolvido neçamerda pra estupriar, porque neam gente... me economizem! 

CHUTA QUE É MACUMBA!

sábado, 25 de maio de 2013

Star Trek II - A ira de Khan (1982)


Título Original: Star Trek II: The Wrath of Khan
Ano de lançamento: 1982
Direção: Nicholas Meyer
Roteiro: Jack B. Sowards e 
Nicholas Meyer
Elenco original:
William Shatner
Leonard Nimoy
DeForest Kelley
James Doohan
Walter Koenig
George Takei
Nichelle Nichols
Bibi Besch
Merritt Butrick
Paul Winfield
Kirstie Alley
Ricardo Montalbán
Sinopse: 
Spock é o novo comandante da Enterprise e convida o almirante Kirk para participar de uma missão de treinamento. Porém, um antigo inimigo reaparece buscando vingança e, também, se apoderar de um projeto secreto chamado Gênesis.


Por Jason

A Ira de Khan, de 1982, é inevitavelmente um dos melhores filmes da saga Star Trek no cinema. Primeiro porque amplia a ação e tem melhor ritmo do que o sonífero primeiro filme. Segundo porque traz um vilão íntimo de Kirk que, embora não muito consistente e tenha visual carnavalesco, garante bons momentos na trama.

O filme abre explorando uma situação que mais tarde se revelará um treinamento, onde a oficial Saavik (Kirstie Alley) é testada numa simulação. Mais tarde, conhecemos o dispositivo Gênesis, que é capaz de gerar vida em um planeta sem ela, mas é perigoso porque pode destruir um ecossistema de uma planeta estabelecido com vida. Uma vez num planeta que é forte candidato ao teste da tecnologia, dois oficiais são capturados por Khan e sua trupe. Khan foi mandado para aquele planeta por Kirk, mas pouco tempo depois o planeta entrou em colapso matando sua esposa e outros integrantes do seu grupo. Khan deseja agora vingança.

Nesse mote, a relação entre Spock e Kirk continua sendo o artifício mais poderoso da série. De um lado, Spock, com sua lógica, do outro Kirk, com sua humanidade. Ambos, como de costume, parecem formar os dois lados de uma mesma moeda e nesse quesito, não há do que se questionar da eficiência do roteiro em explorar essa relação. Outros temas sublinham o roteiro, como vida, morte, responsabilidade e renascimento. A trilha sonora é outro ponto forte: realizada por James Horner, Horner foi obrigado a descartar o material anterior, mas mesmo assim conseguiu se igualar e chegar próximo do patamar do tema criado por Jerry Goldsmith ao evocar, espertamente, a própria série original. O filme custou caro para a época, 11 milhões de dólares, mas arrecadou quase dez vezes mais em bilheterias e tudo o que foi pago é possível de se ver na tela.

Os efeitos especiais da ILM pereceram, mas são o que de melhor havia na época. Apesar de datado, Star Trek II foi um dos primeiros filmes a usar uma computação gráfica no cinema (na animação que mostra o efeito do Gênesis) durante apenas 62 segundos. Tudo o que hoje é realizado com computação gráfica, na época precisou ser feito às pressas usando técnicas conhecidas de Stop Motion e novas, que eram utilizadas em filmes como Star Wars. Mas é difícil fazer vistas grossas para os problemas do filme.

O filme traz Kirstie Alley pela primeira vez numa produção cinematográfica (e ela está visivelmente insegura). É impossível não rir de desdenho com a sequência dos vermes de borracha, que produzem larvas capazes de penetrarem no cérebro pelo ouvido, um toque trash impagável do roteiro. O roteiro, aliás, também mistura um excesso de acontecimentos e informações que soam desnecessárias (desde a presença de Alley no filme até o contato com a amante do passado de Kirk, passando pela subtrama do filho de Kirk com este amor do passado que não avançam em nada no conjunto). Essa parte da revelação do filho, aliás, mesmo que pouco, auxilia no "renascimento" proposto pela trama em relação a personalidade de Kirk, nota-se - mas poderia ser subtraída tranquilamente. Por fim, o sacrifício de Spock parece apelativo e um mecanismo desesperado do roteiro, transformando a situação em um evento dramático feito para chocar o espectador.

Cotação: 3,5/5

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aftershock - 2012



Título Original: Aftershock
Ano de lançamento: 2012
Direção: Nicolás López
Sinopse: No Chile, as férias de um turista americano ficam ainda melhores quando ele conhece belas viajantes. Mas, quando um terremoto destrói a casa noturna subterrânea em que eles estão, uma noite divertida se transforma em terror. Escapar para a superfície é só o começo, pois o caos já está instalado.

Por Tia Rá

Olha, esse é certamente o melhor filme que já vi na vida. Merecia, sem dúvidas, sete oscars no mínimo porque, gente, é um dos filmes mais perfeitos de todos os tempos. Drama, mistério, romance, suspense, terror, tudo num só filme de uma maneira que jamais vi em todos os trocentos anos de vida.

SÓQUENAAAAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOO!!! 
HAHAHAHAHAHA


Ok, parei.

AVISO: ESSE POST TÁ CHEIO DE SPOILER, se quiser ver, vá em frente, se não MORRE DIABO!!! 

tamém tô aftershockada, minina
O que acontece quando Eli Roth encontra Gloria Perez e Maria do Bairro? Aftershock. Afetershockada tou eu de saber que essa porcaria existe porque é certamente uma das piores coisas criadas em todos os tempos. Sério. Pior roteiro, pior casal em çena (o gordo e a sua boonda cabeluda), pior filme de todos os tempos, pior direção, pior fotografia, piores efeitos especiais, piores atrizes, piores atores, pior desculpa pra isso existir, pior trilha sonora, pior direção de arte, pior make, pior sotaque de gente tentando falar inglês, PEOR FILME EVER. Analisem comigo, sejam sinceros com a tchia, viu?

Na trama (???), um fiapo vagaboondo que parece ter saído do canal SyFy, Eli Roth e seus amigos estão curtindo com vagaboondas uma temporada no Chile. Todas vadia ruim de atuação, tudo pobre de talento, tudo personage chato que você quer que morra logo pra acabar o martírio!

Numa noite em que eles estão numa boatchy dançando, se chupando, trepanu e essa coisa toda vem um terremoto e PAAAA! todaschora, todoscorre, todasgrita! Aí começa a ladainha PARANOSSALEGRIAAAAAAAAAAAAAAA! 

Isso é gases vadjia, tome luftal que passan!
Mas pera, gente... Comolidar com essa fotografia saída dos Mutantes da Record, gente? COMOLIDAR com o amigo que tem a mão cortada e o povo, preocupadíssimo com a mão porque queriam passar uma cola superbonder nela - e ela queria ir embora para os EUA como imigrante ilegal -, começa a procurar a coitada que é chutada de um lado pra outro? RISOS Não contente com que o roteiro apronta, a pobre da mão é sequestrada por cães e o amigo vai parar naquele bonde do Corcovado Chileno com tecnologia chinesa e fabricação paraguaia que despenca matando todo mundo. AMOMUITOTUDOISSOOOOOOOOOO!!! HAHAHAHAHAH!

PAUSA DRAMATCHICA

Não posso deixar de amar toda aquela dramatização da câmera sacudindo quando a terra começa a tremer, porque ninguém aqui tem orçamento de Roland Emmerich e a gente tem que se contentar com tudo feito no quintal de casa, entende povo? Comolidar com aquela dramatização no final com o tsunami? MORTA FEAT ENTERRADA COM ESSA PORCARIA! 

FEEN DA PAUSA

moçan, ajudaqui que ele tá tenu um orgasmun
ADORO a morte de Eli Roth nesse filme, esmagado por um pedaço de viga e queimado, porque ele podia morrer na vida real né gente, não serve pra nada mesmo. Podia poupar a gente da próxima tosqueira (mas eu amo O albrega, ok?), Aliás, melhor dexar ele viver, como teremos material para dar sapatada sem essa coisa maravilhuosa do Eli, neam? RISOS

E o ataque de pânico da vagaboonda com cara de Daniela Picareli que estava com a perna metralhada? C-O-M-O-L-I-D-A-R com tamanho talento dramatchico para um Uoscar? E pra gente que adora uma novela mexicana como essa, não há nada mais dramatchico do que a vagaboonda que é estupriada pelos presos que fugiram da penitenciaria e depois de salva pelo gordchinho morre tomando tiro!!!! UAHAUAHUAHAUHAUAHUAHUAUAHUAHUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! 

Descartável. 

Apenax.

Cotação: 0/5



Vagaboondage tem limite, né gente? Afe.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Férias para esquecer - 2012




Título Original: Wish You Were Here
Ano de lançamento: 2012
Direção: Kieran Darcy-Smith
Elenco:
Antony Starr como Jeremy King
Felicity Price como Alice Flannery
Joel Edgerton como Dave Flannery
Teresa Palmer como Steph McKinney


Sinopse: Quatro amigos se perdem em um feriado no Sudeste Asiático. Apenas três voltam. Dave e Alice voltam para casa, onde suas famílias estão desesperadas por respostas sobre o desparecimento de Jeremy. 
Quando a irmã de Alice, Steph, retorna pouco tempo depois, um desagradável segredo é revelado sobre a noite em que seu namorado desapareceu. Mas é somente o primeiro de muitos. Quem deles sabe realmente o que aconteceu naquela noite, quando eles estavam dançando de baixo da lua cheia, em Camboja?




Por Jason

A trama do drama australiano "Férias para esquecer" é básica. Quatro pessoas, dois casais (as mulheres são irmãs), saem da Austrália e vão passar as férias no Camboja. Um dos quatro, Jeremy, um empresário de 37 anos, não volta. 

O sumiço dele é o mote central do filme. Aos poucos, os segredos vão se descortinando na forma de flashbacks, revelações aparecendo e mexendo com os que voltaram. Grávida do terceiro filho, a personagem Alice acaba descobrindo que seu marido dormiu com sua irmã Steph, numa noite misteriosa em que Jeremy, namorado de Steph, desapareceu. O problema é que Alice, completamente perdida nessa história, suspeita que seu marido esteja escondendo mais, inclusive mantendo o caso iniciado com a irmã na Ásia.

A partir daí, Alice, quase paranoica, vê sua vida pessoal se complicar e ruir, com acontecimentos que vão resultar em um acidente e o nascimento prematuro de sua filha. Descobre-se que há envolvimento de drogas e álcool com pessoas do quarteto, que podem ter influenciado no desaparecimento do rapaz, mas ninguém sabe quem ou o quê aconteceu. A polícia não sabe o que houve nem tem suspeitas de onde Jeremy possa estar - e a revelação envolve um lado de Jeremy que ninguém poderia supor e o destino dele em uma sequência tensa e bem filmada.

A fotografia do filme é boa e a ideia central do roteiro também. Mas pesa contra o filme uma série de fatores. Joel Edgerton nunca foi um exemplo de atuação e quando o filme pede dele mais drama, não consegue retorno. Teresa Palmer, que precisa de carga dramática necessária para Steph, não se destaca, mas também não prejudica. Isso vale também para a feia mas competente Felicity Price. 

O roteiro é superficial - principalmente na dramatização e na trama investigativa. A família do desaparecido e o impacto do sumiço do filho se resume a uma cena. Quando alcança os momentos finais, com música cantada subindo num happy end, tudo soa deslocado, meio incongruente e completamente solto. Para completar, pesa contra também o seu ritmo. Mesmo tendo uma hora e meia, o filme parece ter quatro de duração - e essa falta de dinâmica da edição praticamente faz com que seja um martírio se interessar pelo desenrolar dos acontecimentos.

Cotação: 2/5

É o típico filme que tem um bom argumento e que poderia ferver, mas o resultado é monótono e superficial.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Trilha sonora - 2001 Uma odisseia no espaço




Por Jason

Stanley Kubrick tinha encomendado ao compositor Alex North, de Spartacus, a trilha sonora de 2001, mas acabou ignorando-a e a modificando completamente por não acreditar que o trabalho de North não atingiu as suas expectativas. Kubrick foi então buscar faixas já conhecidas para a trilha sonora de seu filme. O resultado dessa mudança é impressionante e o impacto completamente diferente - e Kubrick, cabeça dura como era, mais uma vez, estava certo. 

É só comparar a versão criada para a abertura do filme por North aqui com a faixa escolhida por Kubrick aqui para sentir a diferença.

Na trilha sonora, "Overture: Atmospheres", de György Sándor Ligeti, deve ter inspirado Jerry Goldsmith a compor o tema de abertura da trilha sonora de "Alien O oitavo passageiro", porque é vibrante e ao mesmo tempo sombrio, como uma faixa para filme de terror que traz traços de mistério. 

A melhor é, sem dúvidas, a maravilhosa "Also sprach Zarathustra", de Richard Strauss, que está ligada intimamente ao filme de tal forma que é impossível não ouvi-la e não se recordar dele. Reparem também que as duas parecem ter sentidos opostos, mas ligados. Enquanto a primeira nos remete a escuridão, a segunda, vibrante, ilumina o filme, como se Kubrick nos mostrasse, através da música, o próprio nascimento da vida na Terra e sua evolução ao homem no ápice da segunda faixa. 

Ao conectarmos essa faixa com o trabalho de mesmo nome de Friedrich Nietzshe, descobrimos que o centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem" - e é o que se vê na tela.  Kubrick não estava pensando apenas em uma trilha sonora, mas algo que se incorporasse ao filme de tal forma que juntos se transformasse em uma coisa só. Brilhante.

"Requiem for Soprano" de György Sándor Ligeti, é tenebrosa e sombria, um coral de vozes dissonantes, estranhas e fantasmagóricas, gritam, cantam, gemem, numa tormenta auditiva durante seis minutos. É o mesmo mote de "Jupiter and beyond", a qual explora este tema por quinze minutos. Música e imagem se fundem em 2001 uma odisseia no espaço e aqui não há como não se recordar do monólito negro e os mistérios insondáveis que ele esconde.

A maravilhosa valsa Danúbio Azul, de Johann Strauss II , entra em seguida, nos remetendo ao balé das naves espaciais pelo espaço. Lux Aeterna, também de Ligeti, traz novamente um tema fantasmagórico, com vozes distorcidas e o coral entonando suas vozes em escalas diferentes. Um violino entra em Gayane Ballet Suite, de Aram Khachaturian, mas é "Adventures" a mais bizarra e estranha. Vozes parecem reproduzir relações sexuais, murmúrios, gemidos, gritos, sussurros, risos, num espetáculo tenebroso de exercícios vocais, agudos e graves. Essa faixa não estava na trilha sonora original lançada com o filme, mas é como se nos remetêssemos a "Requiem for Soprano", com a diferença aqui que as vozes são mais perceptíveis e destacadas. 

"HAL 9000" fecha a trilha (outra que não estava presente no trabalho inicial), trazendo trechos de diálogos do filme e a voz de Hal, o computador psicopata do filme. Assim como o filme, a trilha de 2001 deve ser experimentada e sentida. Não é uma trilha convencional - por isso Kubrick cortou o material composto por Alex North. Deu no que deu.

Cotação: 4/5

A trilha tem diversos formatos e vem ganhando releituras e relançamentos especiais com o passar dos anos. A trilha aqui é de 1996, conforme lista de faixas descritas abaixo (a original possuía apenas oito faixas). 

Track List:
1. Overture: Atmospheres (02:49) 
Gyorgy Ligeti
2. Main Title: Also Sprach Zarathustra (Thus Spake Zarathustra) (01:41) 
Richard Strauss
3. Requiem for Soprano, Mezzo Soprano, Two Mixed Choirs & Orchestra (06:33) 
Gyorgy Ligeti
4. The Blue Danube (Excerpt) (05:42) 
Johann Strauss
5. Lux Aeterna (02:52) 
Gyorgy Ligeti
6. Gayane Ballet Suite (Adagio) (05:15) 
Aram Khachaturian
7. Jupiter and Beyond (15:13) 
A merger of tracks #3, #1 and (Altered for Film) #12
8. Also Sprach Zarathustra (Thus Spake Zarathustra) (01:41) 
Ricahrd Strauss
9. The Blue Danube (Reprise) (08:17) 
Johann Strauss
10. Also Sprach Zarathustra (Thus Spake Zarathustra) (01:39) 
Richard Strauss/Version From Original MGM Soundtrack Album, But Not in Film
11. Lux Aeterna (05:59) 
Gyorgy Ligeti/Full-Length Version From Original MGM Soundtrack Album
12. Adventures (Unaltered) (10:51) 
Gyorgy Ligeti/Unaltered Full-Length Version
13. HAL 9000 (09:41) 
Dialog Montage

BAIXA AQUI


A trilha de Alex North, rejeitada por Kubrick, pode ser baixada aqui.

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