quinta-feira, 16 de maio de 2013

A mulher de preto - 1989



Título Original: The Woman In Black
Direção: Herbert Wise
Roteiro: Nigel Kneale, Susan Hill
Elenco:
Adrian Rawlins (Arthur Kidd)
Albie Woodington (Fireman)
Alison King (I) (Gypsy Woman)
Andy Nyman (Jackie)
Bernard Hepton (Sam Toovey)
Clare Holman (Stella Kidd)
David Daker (Josias Freston)
David Ryall (Sweetman)
John Cater (Arnold Pepperell)
John Cater (Arnold Pepperell)
John Franklyn-Robbins (Reverend Greet)
Pauline Moran (Woman in Black)
Peter Guinness (Stall Holder)
Steven Mackintosh (Rolf)
Trevor Cooper (I) (Farmer)
Sinopse: A trama é baseada em um romance sobrenatural de Susan Hill e segue um jovem advogado, que chega a uma pequena cidade para lidar com o funeral e os bens da fantasmagórica viúva Alice Drablow. Lá, ele passa a ser atormentado por barulhos e visitas assustadoras.



Por Jason

Depois de assistir A mulher de preto, de 2012, e achar que o filme, embora pudesse render muito mais, fosse um exercício de suspense e mistério interessante, encontrei essa pérola feita para a televisão em 1989.

A trama é baseada no romance de 1983 com o mesmo nome, de Susan Hill. Um jovem advogado, pai de duas crianças, Arthur, é enviado para uma cidade do interior com a finalidade de levantar uma documentação referente a uma casa de uma falecida e, por fim, vendê-la. Pouco depois de chegar no local para acompanhar o sepultamento, Arthur começa a ser acompanhado por uma figura estranha, uma mulher vestida de preto que o observa sempre de longe, seja na igreja, no cemitério ou no casarão ilhado que volta e meia é rodeado por uma densa neblina. O lugar, claro, esconde um segredo que a população local se recusa a contar.

Ao contrário do filme de 2012, a trama aqui envereda pelo mistério e pelo drama muito mais do que pelo tom de suspense ou de horror, o que pode espantar os desavisados, uma vez que o ritmo do filme é lento e quase monótono. Apesar de datado da década de 80, o filme tem boa reconstituição de época, exceto os cenários internos que volta e meia parecem saídos de novela mexicana. Mas são vários os problemas que fazem com que essa produção seja inferior a lançada em 2012, que obteve merecido sucesso superando expectativas, com boa aceitação de crítica e público. 

O foco aqui não são os acontecimentos estranhos relacionados a figura da mulher de preto e nem a vila, cuja população sofre toda vez que alguém a vê, mas o personagem Arthur - que não é interessante. A maquiagem da mulher de preto, como uma defunta verde zumbi, é bizarra e não há como esconder aquele riso de desdenho quando a câmera a mostra de perto. O recurso de mostrá-la durante o dia também não é assustador, assim como o sons que Arthur ouve durante a neblina. Há um esforço de mostrar Arthur como alguém que está surtando, mas que se torna um argumento frouxo do roteiro (ele é citado como um cético em determinado momento, mas aceita facilmente a presente do fantasma da mulher sem questionar). 

Para cada cena boa - a mulher entra e some no mesmo plano, ao fundo da cena, no cemitério - há dez ruins. O mistério parece não ser esclarecido, deixando pontas soltas no roteiro (um personagem explica que toda vez que ela aparece, algo de ruim acontece com alguma criança da vila, um acidente mortal, mas não é explicado o motivo e só é mostrado uma única cena - de montagem péssima, aliás). A cena em que a mulher de preto aparece voando presa numa corda, para um Arthur surtado, numa versão mais trash da Mama, é bizarra. 

O final, pior do que o da refilmagem de 2012, é o tiro de misericórdia.

Cotação: 1/5

Só vale pela curiosidade e a título de comparação com a última versão da trama lançada nos cinemas, que é superior e obteve relativo - e merecido - sucesso.

2 comentários:

  1. Muito bom esse filme!!
    E reparando agora, o ator que interpreta o Arthur é o msm que interpreta o pai do Harry Potter e o ator de Harry Potter faz o Arthur na regravação do filme... Que coisa, não?!

    adorei o site!
    Beijos

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  2. Não concordo com a resenha.
    Achei o filme de 1989 bem mais perturbador e sombrio, embora não tão bem gravado quanto o de 2012. A atmosfera é bem opressiva e traduziu o texto de Susan Hill em imagens com muito mais sucesso que seu sucessor. Veja bem, não estou dizendo que não gostei da versão mais nova, ambos têm seus prós e contras, mas eu não chegaria a dizer que a versão antiga só vale a título de curiosidade.
    A observação da Gabriela é digna dos cinéfilos.

    Até mais.

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