quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dahmer - Mente Assassina - 2002



Título Original: Dahmer
Ano de lançamento: 2002
Direção: David Jacobson
Roteiro: David Jacobson

Elenco: Jeremy Renner, Bruce Davison, Artel Great, Matt Newton
Sinopse: O filme conta a história do serial killer canibal Jeffrey Dahmer de uma forma não-linear, misturando fatos da sua adolescência com cenas de alguns assassinatos praticados por ele.


Por Jason

Jeffrey Dahmer matou dezessete rapazes com os mais perversos requintes de crueldade que a sociedade tinha presenciado até 1991, quando os crimes foram descobertos e fizeram a festa da mídia em torno do caso. Dahmer, um rapaz solitário, jovem e de boa aparência, acima de qualquer suspeita, com um passado aparentemente normal, acabava de virar notícia pelos seus terríveis crimes que envolviam estupro, esquartejamento, necrofilia e canibalismo. 

O caso chocou os EUA e o mundo. No apartamento em que ele morava foram encontrados restos de suas vítimas, de cabeças a membros, em barris de ácido, na geladeira e em sua cama. Os rituais de assassinatos eram os mais bizarros, violentos, chocantes e sanguinários possíveis de se imaginar - ele injetava ácido na cabeça da vítima ainda viva, cortava pedaços de pele das vítimas em coma ou semi conscientes, para cozinhar e comê-las, dentre muitos outros. Dahmer se transformou em um dos mais conhecidos serial killers de todos os tempos. Foi julgado de condenado a prisões perpétuas seguidas, admitindo os crimes, mas alegando insanidade.

O filme Dahmer, de 2002, parece ignorar toda a complexidade da mente doentia do assassino e todo o horror pelo qual as vítimas passaram. Com aspecto pobre, a produção barata traz um roteiro que cria idas e vindas no tempo, na tentativa de lançar luz sobre a personalidade do assassino, mas o efeito acaba sendo o contrário, o da confusão. No filme, pode-se entender que os problemas do assassino começaram pela relação familiar perturbada - ele foi abandonado pela mãe -, pelo álcool e por problemas mentais. 

Dahmer, por exemplo, demonstra certa obsessão por um jovem, que se recusa a transar com ele - e ele, então, o mata. É a sua primeira vítima. A questão da sexualidade mal resolvida do assassino, por exemplo, para por aí e não é trabalhada: o roteiro escolhe a última vítima para fazer com que Dahmer dialogue sobre sua vida, o que deixa a produção estagnada e desinteressante durante um bom tempo. Não se conhece mais sobre o seu passado, não se vê na tela a sua infância nem se constrói a mente do assassino. Falta esse eixo narrativo importante para a construção do personagem.

Dahmer é interpretado por Jeremy Renner, então magricelo e tentando firmar uma carreira, que aqui mais parece um zumbi inexpressivo, incapaz de passar toda a profundidade do personagem. Dhamer foi considerado por psicólogos, na vida real, como um manipulador, compulsivo, evasivo, reprimido sexualmente, com sérios problemas de dissociação entre fantasia e realidade e distanciamento de relações familiares. Renner não consegue passar nem metade disso. Por fim, o filme engessa Bruce Davison, um bom ator mas que nunca foi reconhecido e que aqui não tem espaço para fazer muita coisa na pele do pai de Dahmer.

Além da falta de realismo do filme, a direção opta por não criar qualquer tipo de suspense ou de emoção ao mostrar os casos, que se sucedem rapidamente e sem a profundidade. Tudo é raso e superficial. Sem os impactos das sequências em que Dahmer conclui os seus assassinatos, o filme flutua sem densidade alguma. E quando a direção é eficiente em mostrar um tipo de ritual que Dahmer fazia com suas vítimas, falta presença de Renner em cena - e o filme despenca de qualidade.

Cotação: 0/5
  
A história inspiraria um filme melhor e mais completo nas mãos de gente mais habilidosa. Aqui, só serve para despertar curiosidade a respeito dos casos. Mas, para saber mais sobre o psicopata, o melhor é assistir a documentários como este:

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